Quanto Vale um Abraco
Estava pensando como seria a vida de um boêmio, um canalha qualquer, um malandro. Alguém cujo os sentimentos não tem vez e a razão é sua unica aliada. Conheço uns boêmios ou canalhas que me intrigam sempre que passam por mim, com o mesmo sorriso maroto, olhar vazio e com a cama quente.
Desses que você admira a coragem e repudia as atitudes.
Regras de um Canalha
1 rg. Um canalha nunca se revela, ser uma incógnita é fundamental.
2 rg. Um canalha não pode manter relações afetiva com ninguém, não há espaço para a boêmia e afeto no mesmo ser.
3 rg. Não se prende a ninguém em lugar algum, é fundamental estar livre, há sempre presas novas ao quer que vá.
4 rg. Um canalha tem que ter boa memória e boa lábia. Desenvoltura sobre as mentiras e o estar por cima do que se chama "perna curta" é o que define se você fica ou passa.
5 rg. Nunca deixe sua 'presa' insatisfeita, satisfação é a garantia de ser sempre lembrado.
6 rg. "Não tenho amor, mas ter palavra", isso é essencial. Cumpra com o que diz e divirta-se com o que faz.
7 rg. Não fale das suas dores ou do que os levou a ser do jeito que é. Isso significa fraqueza da sua parte, não fraqueje!
8 rg. Tenha sempre uma parceria de guerra, aquele que você possa confiar sempre, seu cúmplice.
9 rg. Figurinha repetida não completa álbum, porém tem aquelas figurinhas premiadas, adesivas, brilhosas e perfumadas.
10 rg. Lembre-se: A fila tem que andar e você é bonzinho, puro e inocente
11 rg. Nunca use seu trufo antes da hora e se o fizer, tenha sempre uma carta na manga.
12 rg. Só atire no que pode matar. Um bom canalha consegue tudo com um bom papo, sedução e um pouco de bebida, tequila de preferência.
13 rg. Coma quieto. Não sai falando o que você come a alheios.
Tem gente que passou pela minha vida e deixou um gostinho de quero mais... Quero mais é que se foda!
Hoje fiz um origami pensando em você
Como todos os outros que já fiz
Dobrei o papel como se aquela folha
Fosse um toque em sua pele
Sentindo a textura, as curvas, gramaturas
Resistência
Senti fluir as formas, os detalhes
Uma flor, um leão, um lindo passarinho
De um origami surgiu uma poesia
De uma poesia, apareceu você.
Eu sou o cavaleiro da árvore
Eu sou o poeta da campina árida
Eu sou o suspiro em um lugar vazio
Eu sou a fome: quem mais eu sacrificarei em si mesmo?
Eu sou o convidado que você não espera
Eu sou a canção para acordar os mortos
Eu sou a maré que afoga sua mente
Eu sou o trapaceiro: quem mais te traz aflição e riqueza ao mesmo tempo?
Eu sou a lança que ruge para o sangue
Eu sou o lobo vermelho e implacável
Eu sou a tempestade que agita distante
Eu sou o adivinho: quem mais ajusta a cabeça fresca sem vida com fumaça?
Eu sou o conselho que traz a fama
Eu sou a espada que bebe sua vida
Eu sou o corvo em um cadáver
Eu sou a forca: quem mas te traz à morte enquanto te seguro?
Eu sou a chama em cada coração
Eu sou o grito em cada garganta
Eu sou o protetor para cada cabeça
Eu sou o túmulo de cada esperança
A felicidade não depende de riqueza, lugares e nem de pessoas, pois é um fenômeno interno que independe totalmente de fatores externos. Meu mundo exterior é reflexo do meu mundo interior. Felicidade não é uma estação de chegada, e sim um meio de transporte!
Feliz é a mulher que encontra um homem carinhoso, sincero e de caráter no meio de tanta gente imoral. Lembre-se que a melhor forma de alcançar a paz de espirito é afastando-se de amizades ruins, relacionamento triste e apego a bens matérias
A menina e o mundo
Era uma vez uma menina que virou mulher. Ela morava em um mundo. E um mundo morava nela. Tinha mais fases que a própria lua. E não brilhava tanto como o sol. Seus sonhos eram muitos, assim como estrelas. Ela queria fazer o bem, queria ser feliz e bonita. Muito bonita. Mais que bonita. Perfeita. Mas também queria ser feliz. E fazer o bem. Queria tudo ao mesmo tempo. Às vezes, quando sentia-se só, ouvia demais, pensava demais e enjoava. Enjoava disso tudo. Enjoava-se do mundo e seu mundo enjoava dela. Ambos insatisfeitos.
Ela era diferente, mas não única. Seu maior problema era falta de atenção. Não compreendia e logo sentia inveja: a lua era menos complicada e o sol era um astro. Ela nunca chegaria a seus pés, mas talvez pudesse acostumar-se com a ideia. Não queria nadar em dólares, mas queria estar rodeada de pessoas. Pessoas intensas e interessantes. Muitas pessoas. Em uma só. Muitas vezes, chateava-se, pensando o quão vazia seria, ou o quão vazia a viam. Ela então, abandonou seus calçados e foi andar descalça pelo mundo, para sentir as energias que o chão do mundo transmite. Novamente, pegou-se com inveja. Desta vez do mundo. Ela que se importa com o que ele transmite, gostaria também que fosse assim consigo. Que aparecesse alguém, de preferência um estranho, que se interessasse sobre as energias que ela transmite, com um toque ou um olhar.
Continuou a andar e deu-se conta de que segurava uma florzinha entre seus dedos. E que também tinha beijado suas delicadas e frágeis pétalas. De novo, inveja. Era um de seus sonhos, ser encontrada e beijada com tanta ternura. Sentir amor, mesmo de um estranho. Que na verdade, não seria um estranho. Seria de alguém que ama. E quem ama, nunca é estranho. A menina que andava descalça pelo mundo para achar respostas, finalmente as encontrou. A lua que era linda e bem menos complicada que ela, por mais admirada que fosse, morava longe. O sol, o tão incrível astro que muitos idolatram, também vivia longe. Foi então que percebeu, que mesmo não sendo tão amada e tão famosa, ela era livre e podia ficar perto de quem quisesse. E que talvez um dia, fosse minimamente conhecida. Por ser a estranha que ama as coisas, que enxerga as almas e que toca o coração. A estranha que livra-se de seus calçados e colore o mundo com o toque de seus pés. Que conversa com o tempo e chama o vento para que espalhe o amor por aí...
E que a vida seja assim: um passeio de bonde num bosque da felicidade, uma curva longa nos sonhos de uma doce realidade e uma parada permanente, de um chegar sem volta, no amor. E que a vida seja, exatamente, assim: quanto mais amor pra dar, tanto mais amor há de ficar.
A vida é como um imenso tabuleiro de xadrez, se você não souber manipular cada peça a sua volta, elas vão se trancar e você terá grandes dificuldades de conseguir seu xeque-mate
Se eu morrer um dia que eu morra vivo, enquanto dormindo. Só assim não vou lembrar que morri. Nem que estava vivo!
Um dia acreditei que vencer na vida era ter uma boa casa, boas roupas, um carro e algum dinheiro.
O tempo não para, a gente amadurece, passa a ver tudo diferente.
Hoje sei que vencer na vida é, sobretudo, estar em paz onde quer que a gente esteja.
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