Quanto Vale um Abraco

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... liturgias paternalistas,
tanto quanto ideologias natimortas
gestam e ordenham seus rebanhos —
inoculam suas insossas narrativas — tão só
em 'feudos' nos quais mentes e corações
hesitam ou se confessem incapazes
de traçar e trilhar o próprio
caminho!

... uma vez
impactado tanto pelo peso de
suas imperfeições quanto por suas
inevitáveis sequelas, é que o homem,
por si mesmo, se esforça para
mudar o próprio destino...
Não antes!

Em meio aos inabituais achados, as presumíveis correções, tanto quanto aoininterrupto acréscimo de mais requintados princípios,seguirá o venturoso destino daqueleque foi talhado ao constante e impermutável aperfeiçoamento:
o espírito!

Se soubesse o quanto te amo, jamais duvidaria de mim. Este sentimento é algo surreal, que nada neste mundo consegue explicar. Respeito o seu momento e a sua vida longe; por isso, não procuro por receio da sua reação, embora a vontade persista. Prefiro que o meu silêncio proteja a sua paz do que o egoísmo force uma presença, pois amar assim é aceitar que meu coração bata no compasso da sua liberdade.

Chore o quanto quiser, mas pare de me tratar como tolo ao usar lágrimas que não são verdadeiras.

Quanto mais veloz a transformação tecnológica, maior a necessidade de instituições capazes de aprender rapidamente.

"Há tanto amor no ódio quanto ódio no amor"

... somos
impetuosos na obtenção
daquilo nos agrade, favoreça...
No entanto, dispersivos, quanto à
dedicação e conquista daquilo
queendosse tamanha
avidez!

... as sagradas escrituras
exortam-nos a amar tanto os
pacíficos quanto os que, vez ou outra,
nos afligem; isto porque ambos, em
porções distintas, também habitam
nossa interioridade enquanto
espíritos!

... a mentira,
tão insalubres intrigas, tanto
quanto as famigeradas difamações
destiladas contra outremsão ingredientes
básicos a serviço de quem, por hábito
teima em desabonar a si próprio,
jamais o outro!

... tanto as
pertinentes reprovações
quanto as absurdas aceitações acerca
do que ocorre nos quatro cantosdesta Terra,
dizem muito mais sobre nós mesmosdo que
sobre esta amada esfera - uma vez que provém
de nós tanto as questões que a qualificam
eenobrecem quanto os fatos
quea desequilibram e
corrompem!

... somos
nosso próprio tempo e,
ao compreendê-lo tanto quanto vivê-lo
em sua incidência - e não somente pela
extensão que nos oferece - ele se revela
como uma dádiva constante,
jamaiscomo um fardo
irreconciliável!

“Os anos dizem há quanto tempo existimos. Não necessariamente revelam há quanto tempo começamos a compreender a existência.”

QUANTO MAIS INTELIGENTE FICA A TECNOLOGIA, MAIS PRECISAMOS APRENDER A PENSAR

Nunca tivemos tanta informação, tanta tecnologia, tantas redes sociais, tantos seguidores, tantas respostas e, paradoxalmente, tantas pessoas procurando respostas para si mesmas.

A inteligência artificial evolui, os algoritmos aprendem, as redes sociais nos conhecem e a ansiedade aumenta. Talvez o maior perigo da tecnologia não seja a máquina aprender a pensar, mas o ser humano desaprender a pensar por si mesmo enquanto procura, no mundo digital, respostas para o vazio que existe no mundo real.

Estamos hiperconectados, mas nem sempre conectados conosco.

Falamos sobre saúde mental, ansiedade, autoestima, felicidade, propósito, relacionamentos e qualidade de vida, mas continuamos terceirizando aquilo que deveria começar dentro de nós: o pensamento.

A tecnologia responde.

O algoritmo recomenda.

A rede social influencia.

A inteligência artificial produz.

E você? Pensa ou apenas reage ao que fizeram você pensar?

Nem tudo o que aparece na sua mente nasceu em você. Existem pensamentos aprendidos, herdados, repetidos, sugeridos e até impostos silenciosamente pelo ambiente, pela cultura e pelo mundo digital.

Por isso, informação não é conhecimento.

Conhecimento não é consciência.

Convencimento não é conhecimento.

E pensamento não é necessariamente verdade.

A mente mente.

Talvez uma das maiores formas de liberdade do nosso tempo seja aprender a questionar aquilo que pensamos antes que nossos pensamentos decidam quem seremos.

Enquanto discutimos o futuro da inteligência artificial, talvez estejamos deixando em segundo plano uma pergunta muito mais urgente:

Qual será o futuro da inteligência humana?

Não temo uma sociedade em que as máquinas tenham cada vez mais respostas.

Preocupa-me uma sociedade em que os seres humanos tenham cada vez menos perguntas.

Porque a verdadeira revolução não acontecerá quando a tecnologia conhecer profundamente o ser humano.

A verdadeira revolução começará quando o ser humano conhecer profundamente a si mesmo.

No mundo dos algoritmos, pensar por si mesmo tornou-se um ato de liberdade.

No excesso de informação, discernir tornou-se uma necessidade.

E numa sociedade em que quase todos querem influenciar aquilo que você pensa, talvez o verdadeiro protagonismo seja não entregar a ninguém a autoria da própria consciência.

Não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.


Carlos Eduardo Balcarse

Escritor, pesquisador e autor.
Reflexões sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação, tecnologia e sociedade.

“Quanto mais tentamos PARECER, menos conseguimos perceber quem deixamos de SER.”

“Quanto mais você precisa provar quem é, mais precisa perguntar por que ainda não consegue simplesmente SER.”

“Quanto menos pensamos sobre o pensamento, mais o pensamento pensa por nós.”

“Quanto mais pagamos a dívida da dúvida, mais conscientes ficamos daquilo que ainda devemos.”

“EstranhaMENTE, quanto mais a MENTE mente, mais verdade parece dizer.”

A mente mente.

Por isso preciso pensar no que penso.

Ao pensar no que penso, descubro o quanto não sei.

Ao descobrir o quanto não sei, nasce a dúvida.

E da dúvida nasce a possibilidade da sabedoria.