Quanto Vale um Abraco

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Chega um tempo em que é preciso aceitar que as verdades que nunca quisemos são, definitivamente, as únicas respostas que temos. Aí, a crença nas cores apenas cansa.

Inserida por luverlymenezes

Vez ou outra, fazer-se um pouco surdo para a rudez do mundo não é tão mau assim.
Eu me permito.
Quem disse que todo grito é canção de aquarela?

Inserida por luverlymenezes

Ainda que o mundo seja um tanto torto e a vida um tanto imprecisa, a gente entende o tempo, refaz o caminho e salta.

Inserida por luverlymenezes

Sorria depressa, e sempre em favor dos passos ainda por dar. A melodia de um recomeço, mora inteira na coragem. Ainda que eu lembre das palavras escritas em minhas costas, o canto mais alto da alma seguirá sendo meus sonhos porque assim, sobre a imensidão sagrada dos cirros, é que caminham meus pés.

Inserida por luverlymenezes

Arrancando as cascas das coisas e dando a alma um grito e uma voz...
Que as palavras sejam borboletas e não pedras em nós.
Que os dias fortaleçam os sonhos e jamais aprisionem os fios dourados das ilusões que temos.
Que as noites sejam sempre de abraços, àqueles que nos acalantam e nos orvalham a alma cansada e vagante.
Que nossos mais íntimos e tímidos quereres de felicidade caminhem de mãos dadas com nossa mais resiliente coragem.
Que o frio da solidão que mora dentro de nós se aqueça de ternura e que as lágrimas forjadas de um palhaço, seja a única ironia possível em nós.
Que apesar do tempo e de toda sua pressa desleal, que sigam sendo teimosos e indomáveis nossos sorrisos.
E que a fé e o amor sem nada dizer, nos salvem e nos reescreva como infinitos inacabados todos os dias.

Inserida por luverlymenezes

Eu queria por um instante definitivo qualquer, ser a soberana artesã do desenhar de uma vida. Queria que esse hoje a àquele futuro mais distante, tivessem as cores, as formas e os cheiros dos meus sonhos.
Seria bom se por uma noite apenas, os fantasmas se fantasiassem de palhaço e sorrissem de si mesmos, experimentando o avesso do susto e rendendo-se à luz de um sorriso.
Quem dera mesmo se o fim existisse apenas para os medos e jamais para as nossas tão breves e raras vertigens de felicidade. O outono perderia a hora no manso sossego do sono e a primavera seria senhora do tempo que regala os olhos e suaviza a alma.
Eu queria que os afetos fossem livres e eternos como penso serem as borboletas. Morrer para em outra forma nascer, faz eterna uma existência. E não há nada mais legítimo à liberdade do que a promessa de um recomeço.
Se eu tivesse que pintar com tinta fresca as mais sublimes emoções, estariam lá estrelas que embalam redes, sereias que durante nossas viagens de sono, nos levam a passear pelos mares de Netuno, lá onde se é possível ver e sentir tudo aquilo que não podemos tocar, a emoção não vista que nos tira o ar. Eu pintaria ninfas que nos guardam em cama de folhas no alto das árvores, onde nada mais nos alcança a não ser as brechas de sol por entre os nimbos. Estariam lá, conchinhas misteriosas, ainda fechadas, com cheiro de algas, trazidas até meus pés pela espuma do mar fiel e cansado.
Eu pintaria com a mais fulgente das cores, um colo de afeto chamado minha mamãe. Braços com o alcance do céu, ternos e fiéis, acalanto de toda uma vida em cada abismo meu. Nem sei se todas as cores, dariam conta de tanta ternura, de tanto zelo, da soberania de um amor valente e incondicional, desses que só se tem um a cada vida.
Estariam lá também os meus sorrisos, os sorrisos de quem amo e de cada um que numa inesquecível passagem por minha vida, me fez sorrir. Os abraços, os mimos, minhas pérolas e afagos de afeto, estariam lá, por certo. E o que diriam todos.... Jamais conheci alguém que gostasse tanto de sorrisos e de abraços. E num cantinho à direita do quadro, com traços tímidos e quase imperceptíveis ao correr dos olhos, eu pintaria o que mais sou. Uma emoção desajeitada, um sonho não prometido, uma crença não corrompida, um sempre, um nunca. Um outono cinza que enevoa as flores, breve e clandestino em muitos, eterno e raro em poucos.
As decepções, os sofreres, as flechas DE TÃO PERTO em meu peito, essas eu não pintaria. Seria tornar-lhes perenes, epitáfio confesso de mim. Em meus traços não haverá pandora. As marcas feitas a ferro em brasa, devem ser vistas e traduzidas apenas por quem as tem em sua carne. A vida se já se encarrega de fazê-las retrato inexorável de nós. Ventanias infames ao amor mais puro, desertos de princípios que chocam, assim como as folhas tortas após a tempestade, é luz apagada dentro da gente, é esperança corrompida que, por fim, te embrutece e te esvazia a alma.
Pelos caminhos de um universo paralelo que tem os contornos de minhas buscas e de meus sonhos, encontro-me e, por vezes, perco-me. Talvez porque eu não seria uma boa artesã, talvez porque a ponte que deixa para trás o que só a ilusão permite viver e sentir, jamais me será possível atravessar.

Inserida por luverlymenezes

Pelas esquinas de tempo por onde passo, deixo um tanto de mim, Um tanto do que inevitavelmente fui, um tanto do que, de abraços com a ilusão, quis ser. O que fica no linear paralelo de um novo caminho é o que neste hoje sou. Um “sou” mais rico da lucidez que preciso, mais empobrecido em limites, mais prudente em perceber que alguns passados, apenas passam, jamais se superam em nós. Assim são os amores, as saudades, os sonhos e os quereres que, sem perceber, por essas muitas e inconfessas esquinas, deixei. Pelos caminhos desse presente, vou reinventando cenários e neles acomodo novos castelos, às vezes de mármore, às vezes de areia branca, bem leve ao vento.

Inserida por luverlymenezes

Tem um bilhete na porta da geladeira me dizendo das tardes e das noites de ventos. Isso, para que eu jamais esqueça de abrir as janelas e soltar os cabelos.

Inserida por luverlymenezes

Numa dessas insônias rotineiras de dúvidas, a coragem gangorra.
A gestação de um sonho perde se temporariamente da crença no inédito possível.
Mas a dúvida finalmente dorme.
É quando o valor do motivo se agiganta e faz a gente estacionar de regresso no alto.

Inserida por luverlymenezes

Estou presa à prece que faz cada curva um canto infinito e bonito de aprender.

Inserida por luverlymenezes

EU POR MIM...
Entre um pouso e um salto, um exagero de quimera aqui outro acolá, fui decifrando vontades, poetizando olhares, fazendo correr alto meus passos sobre céu de arado, sem jamais exilar por entre as nuvens minhas prenhes e perenes verdades.
Dancei bailados de alquimia que misturam os sonhos e os rumos, fiz nascer deles o chão que me sustém, embora o canto que ribalta o manto nem sempre me tenha sido de gentilezas e de sorrisos. Embora o horizonte de reverente poente que se quis ver, nem sempre tenha estado ao alcance do enquadrado das janelas através da quais ousei olhar.
Arte inacabada, não sacra, não casta, rabiscada pelas trilhas que andei, moldurada pelos versos que cantei, forjada em berço e preço pelas óperas ruidosas que encenei. Por vezes vulto e sombra para uns, àqueles os quais a retina que olha do centro do peito, não me foi possível atravessar. Mas o tanto maior de mim é alma sentida, é emoção alcançada, existência sem baço e névoa conhecida. Assim traduzo-me. Assim entalho-me no tronco cru e maciço das árvores que eternizam quem por elas passou e por ter algo a dizer, parou.
Por estes tantos andos e desandos de instintivos e dementados quereres, dizeres lavados de mim, em êxtase de crenças, em avidez de sonhos, sem mistérios e anteontens largados...
Que nestes, chegue sempre soberano e ímpero o TEMPO, maestro e juiz da vida. Tempo de aquietar as pressas permitidas e permissivas que, em cegueira luzidia, inundam e, por vezes, afundam. Tempo grato, polissêmico tempo que coaduna-se com as costuras consolantes, fiéis e pacientes a remendar e a refazer os rasgos e os vagos que pelas esquinas da alma vai se deixando ficar.
Pelo dito que sou, não sei se livre ou condenada estou, mas se nada mesmo ainda assim, fizer sentido, que eu NUNCA deixe de, incorruptivelmente, FLUIR. Que a emoção seja sempre dilúvio, redenção calçada de rosas e prosa em mim.

( Lu Menezes )

Inserida por luverlymenezes

Chega um tempo em que é inevitável trancar - se pelo lado de dentro de si, lá no canto onde as paredes são espelhos e não gaiolas. O salto é ao sair. Não aceitar - se ninguém além de si mesma.

Inserida por luverlymenezes

Que cada querer mais querido seja a próxima página lida, o próximo roteiro de um feliz e largo vivido.
Na escolha, no intenso, na ousadia, nas entranhas, na poesia, na perdição, na calmaria...
De todo modo, que nos ACONTEÇA VIVER!
Alertas da certeza e da gentileza de que somos nós a melodia, a gravidez do ato, somos nós a potência, a autoria da existência, a boniteza sentida, o tamanho e a largueza do passo ...
Somos nós, irremediavelmente, a LIBERDADE E A CORRENTEZA da vida!

Inserida por luverlymenezes

⁠A arte é luta e luz pois só como um luxo é lixo.

Inserida por ricardovbarradas

O universo é tão largo e profundo, e até mesmo numa célula cabe um imenso mundo.

Inserida por NelciRangel

A mente humana é um caminho nebuloso, obscuro e imprevisível.

Inserida por PierredaGama

Amar não é abrir o coração, mas senti-lo se abrindo em um momento mágico e inesperado, que se tornará inesquecível.

Inserida por PierredaGama

Para mim
Você é assim
Um jardim
Sem fim

Inserida por PierredaGama

♥ Se você tiver o prazer de alguém entregar um coração em suas mãos, cuide bem dele. ♥ Regue-o diariamente com muito amor e carinho, depositando-o num mar de tranquilidade, assim evitará que tenha hipertensões que poderiam destruí-lo.
♥ E passado algum tempo irá perceber com facilidade o quão saudável e feliz estará o seu.

Inserida por PierredaGama

Tudo o que começa como um sonho, e é construído com amor e pertinácia, torna-se eterno depois de realizado, e nada ou ninguém poderá destruí-lo.

Inserida por PierredaGama