Quanto Vale um Abraco
"Doce Redenção"
Ó meu amor, no canto há um violão,
Ecoa suave uma doce canção,
Que em teu nome faz vibrar o ar,
E ao som dos céus me faz sonhar.
No silêncio que a calma traz,
Sonhos florescem, o tempo refaz.
Da janela, a vista encanta o coração,
Corcovado e Redentor em sua amplidão.
Quisera a vida sempre assim,
Com tua presença junto a mim,
Até que a chama do tempo adormeça,
E a eternidade, em nós, permaneça.
E eu, que da tristeza era herdeiro,
Descrente do mundo, eterno estrangeiro,
Ao encontrar-te, vi o céu se abrir,
E soube, enfim, o que é sorrir.
Felicidade, doce descoberta,
Teu amor, minha alma desperta.
Entre gestos e encantos
Há um sorriso, e nele me desfaço.
Um lume breve, cálido, vasto,
como quem derrete o gelo das horas.
No charme, me perco, sou chão deserto
onde a paixão brota, inesperada flor.
O olhar, um farol que risca a noite,
e nele, meu mundo se refaz em cor.
A fala, tão mansa, afaga o silêncio,
despindo a alma do peso do dia.
Deliro, sou barco sem porto,
à deriva na música dessa harmonia.
A Chama que Ilumina
Nasceu o que merecia,
Entre rimas e versos, enfim,
Um amor que não feria,
Mas me fez melhor em mim.
Quero um rei, coração sereno,
Sem dores, sombras ou luto,
Diferente do amor pequeno
Que confunde o sentir absoluto.
Se ao lado tens dúvida e vazio,
Se tua luz se apaga ao amar,
Fuja, corre do amor sombrio,
E busque o riacho que vira mar.
A nascente está em tua sede,
Na coragem de te reencontrar,
Pois o amor é ponte e rede,
E nunca prisão para sufocar.
Que seja além do mel da vida,
Que arda em chama infinita,
Morada eterna, sem medida,
Céu que a alma habita.
Amar é um sentir que floresce,
Do rugir às brumas do não,
É luz que cresce e aquece,
É eternidade em cada ação.
Por isso, ame no gesto, no dia,
Na atitude que diz sem falar,
Pois amor é juventude, poesia,
É chama que ilumina o amar.
A maior prova de amor é a cumplicidade
Pela luz dos olhos teus,
nasce um amor que não se explica,
um amor tão puro, tão imenso,
que me faz querer ser mais, só por merecer o teu tudo.
Ainda bem que amar também é cuidar,
e que a maior forma de cuidar de um homem
é nunca deixar que ele duvide do lugar
que ocupa no teu coração,
porque o amor, ah, o amor é certeza,
é porto, é chão.
Cadê os apaixonados?
Pra quê poetas, se agora tenho você?
Milhares de olhares me cercam,
mas o meu… ah, o meu busca apenas o teu,
porque é ali que o mundo faz sentido,
é ali que a vida acontece.
Ah, a beleza que existe em você…
não é só a beleza que os olhos enxergam,
é a beleza que se sente,
que me invade e transforma,
que faz o mundo inteiro se encher de luz,
como se o universo tivesse sido criado
apenas para guardar o teu sorriso.
E o amor que você traz é como o verão,
não apenas quente, mas vivo,
um calor que não queima, mas acolhe,
como o pulsar de dois corações
que dançam no mesmo ritmo.
Você é o verso mais bonito que eu já escrevi,
e o arrepio que corre em mim,
toda vez que penso em nós,
é a maior prova de que amar é entregar-se,
é viver na cumplicidade que só quem ama de verdade entende.
A promessa e o ponto final
No começo,
o mundo era um sim.
Um sim com emojis,
respostas rápidas
e uma sede de futuro
tão doce que até o tempo queria parar pra assistir.
Vendia-se o amor a prazo,
com entrada emocional e juros de reciprocidade.
Falava-se em planos,
como quem monta uma casa
antes de saber se o terreno é firme.
E eu, ingênuo comprador de ilusões,
assinei com o coração.
Mas veio o silêncio.
Não o poético, o denso,
mas o silêncio burocrático das desculpas,
dos "hoje não",
dos "tá corrido",
dos "não posso nem no primeiro encontro".
E eu pensei:
como é possível construir castelos
sem ao menos visitar o terreno?
Era indisponível.
Mas isso,
só depois.
Depois da propaganda afetiva,
de um trailer bonito de nós dois
que nunca virou filme.
Fiquei com os créditos
e nenhuma história.
No fim,
não houve começo.
Houve só vontade vendida
sem entrega.
E eu aprendi:
há quem diga "vamos",
mas vive parado no "não posso".
A Parábola da Rosa e do Jardim
Havia um homem que caminhava por um campo florido e, certo dia, viu uma rosa selvagem desabrochando com toda a sua beleza. Era livre, viva, e exalava um perfume que não se encontrava em nenhum outro lugar. Ele se encantou profundamente.
Quis então levá-la para casa, para que fosse só sua. Arrancou-a com as próprias mãos, cortando suas raízes, e a colocou num vaso bonito. Mas, com o tempo, a rosa começou a murchar. Sem a terra que a nutria, sem o vento que a acariciava, sem o sol que a despertava, ela perdeu sua cor, sua força, sua essência.
O homem, frustrado, dizia:
— Por que você não floresce mais? Eu te rego, te cuido, te mantenho protegida.
Mas a rosa, se pudesse falar, teria respondido:
— Você me amava ou amava a ideia de me possuir? Eu nasci para o campo, para o risco da chuva e a liberdade da manhã. Você confundiu o encantamento com controle, o amor com captura.
Moral da história:
Algumas pessoas não querem se conectar, querem capturar. Confundem sentimentos com posse, cuidado com domínio. Mas o verdadeiro amor não arranca a flor do jardim — ele aprende a visitá-la, a respeitar o seu tempo e o seu espaço, mesmo que nunca a leve para casa.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
Às vezes penso que sou um tipo raro de pessoa ou uma anomalia diante de outros costumes e tradições de outros seres.
O amor é um quebra cabeça as vezes está tudo desordenado Mais em outra ocasião apenas falta uma peça.
Aquele que amigo que conversa com você, sempre se exaltando, lhe ver como degrau e Não como um amigo.
É necessário gerar o caos desconstrutor dentro de si,sofrer extrema pressão, Para que através de um cisco possa se acender um espírito vulcânico cristão
Aqueles olhos, falam de um amor que vive mais no pensamento do que na realidade…
O artista se apega nos olhos de alguém que ele ama tanto, mas que parece distante, uma pessoa que talvez nunca tenha sido dele de verdade.
E mesmo enfrentando o medo, o estresse e a solidão das ruas.
O sorriso, e o olhar dessa pessoa, sempre foram o refúgio dele, só que tudo isso acontece no sonho...
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Para quem não tem propósito
Meu propósito não é um ponto fixo,
é um plano em construção.
Não busco um fim,
eu desenho caminhos.
Como o rio,
não importa onde começa ou termina —
importa o que cria enquanto flui.
Levo ideias, traço sentidos,
dou forma ao invisível.
Se há um segredo, é este:
não espere encontrar, cuide das suas águas.
- Relacionados
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
- 31 mensagens de aniversário para a melhor amiga ter um dia incrível
