Quanto Vale um Abraco
A liberdade que nos aprisiona.
Talvez a liberdade seja um dos conceitos mais defendidos pela humanidade. Se formos olhar com calma o conceito de liberdade, veremos que em sua expressão maior, se destaca a qualidade de agir por seu livre arbítrio, desde que não prejudique outra pessoa. Sim, para ser livre é necessário que se cumpra a outra parte, pois somos livres para fazer nossas escolhas, desde que não prejudiquemos outras pessoas.
Se a liberdade está condicionada, logo, ela é relativa, inexistindo a liberdade absoluta, pois esta em algum momento esbarrará na liberdade de outrem. Então faço a provocação: Será então a liberdade apenas uma ilusão? Será que somos programados para acreditarmos que somos livres? Será que somos libertos?
O escritor Pablo Neruda cita que: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. O professor Steve Beckman diz que: “Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você”. A Bíblia em 1 Coríntios 6:12, está escrito que: “Todas as coisas me são licitas, mas nem todas as coisas convêm”. O Alcorão na sura 2:223, revela: “Desfrutai, pois, da vossa semeadura, como voz apraz...” Ele diz: “Se tivessem decidido ir, ter-se-iam preparado para isso” Alcorão 9:46. Seja na literatura, nos escritos sagrados, na sabedoria popular, a ideia de liberdade sempre está atrelada a alguma condição.
Desde que nascemos, somos doutrinados a viver dentro de um padrão de comportamento. Padrão este aceito pela maioria social; quem quebra este pacto, é naturalmente excluído do grupo. Ora, é sabido que a sociedade evoluiu em razão das regras e normas necessárias para o desenvolvimento desta. Normas, leis, regras, costumes, são apenas métodos que visam o pacificamento do ser e a sua aceitação em um determinado meio.
Mas, este condicionamento social é amplo e permeia toda a sua vida lhe aprisionando.
Somos presos às convenções sociais, as regras familiares, aos costumes e até mesmo as “modinhas sociais” que ora surgem. Nosso comportamento é regrado e observado. Somos eternos vigilantes da liberdade própria e alheia.
Se a minha vida está condicionada, então, não sou livre, sou no mínimo escravo das convenções. Um prisioneiro feliz, dos usos e costumes sociais a qual pertenço. E o pior, eu acredito que sou feliz mesmo!
Quando acreditamos que tudo está funcionando bem, apesar das situações controversas e as vezes bizarras do cotidiano, posso entender que chegamos ao ápice da liberdade aprisionada, pois, nossa capacidade de pensar fora da bolha, se esvaiu.
Será que a nossa capacidade de discernimento tem força suficiente para romper a bolha na qual estamos aprisionados? Ou, ficamos felizes em seguir aquilo que a sociedade aceita como normal, para não ser um estranho nesta?
Tais rompimentos e observações podem ser vistos e analisados, inicialmente nos costumes de um determinado grupo ou sociedade. Muitas vezes algo que é proibido hoje, será tolerado amanhã, aceito depois de amanhã e obrigatório algum dia. Isso porque a sociedade é sensível aos seus impulsos e desejos e, nunca fica inerte. A estagnação não é aceita no universo, embora alguns movimentos, possam se mostrar inicialmente ou futuramente prejudiciais a esta mesma sociedade que implementa tais ações.
Somos livres para pensar, mas, qual pensamento é de fato original? Qual pensamento é livre de influências ou puro em sua origem? Se, somos um ajuntamento de experiências diversas, de saberes distintos, adquiridos através de outros seres e observações feitas, não somos de fato “originais”. Neste momento, quando escrevo, questiono a minha originalidade.
Se sou livre para apenas seguir as regras, se minha liberdade é condicionada as regras, sou na verdade um ser aprisionado. Um preso-livre, mas feliz.
Talvez por essa questão o pecado e o erro exerçam sua atração. Nós momentos íntimos, escondido no recôndito de nosso ser, as vezes quebramos em pensamento as regras e as convenções sociais. Ora, quem nunca imaginou poder fazer algo, além de suas capacidades? Se afirmei há pouco que a liberdade nos aprisiona, posso neste momento aceitar que as ideias classificadas como estranhas, podem nos trazer sanidade.
Esta dualidade tem que ser melhor compreendida, se a liberdade gesta qualquer tipo de prisão, ela inexiste.
Massako
Como você percebe o mundo a sua volta?
Começarei com um pequeno conto.
Havia uma senhora muito bondosa que não via maldade em nada e nem em ninguém.
E, certa vez, apresentaram a ela, uma pessoa que acabara de ser preso. E esse preso havia cometido inúmeras maldades e crimes.
Foram falando para a senhora todos os atos cruéis que ele havia cometido, e ela ficou ali, ouvindo e olhando atentatamente o criminoso a sua frente.
Após falarem sobre os terríveis atos cometidos pelo criminoso, perguntaram à senhora o que ela achava a respeito dele.
Ela olhou calmamente para as pessoas a sua volta, olhou para o criminoso e disse: Ele tem os olhos tão bonitos.
Apesar de ser um conto, ele reforça que: Os olhos são a janela d'alma.
Quanto mais bela for sua alma, mais beleza verá e viverá no seu dia a dia.
Para que possamos ter uma visão mais bela sobre as coisas, é condição primária não tirar conclusões apressadas sobre qualquer assunto, principalmente se você estiver passando por algum problema. Pois poderá projetar esse problema a sua percepção sobre aquele assunto, naquele momento.
Quanto mais dificil a fase, maior deve ser o silêncio. O que é ruim, acabará por si só, não será necessário ficar acumulando sentimentos ruins. Isso só nos faz nos cegar ante as várias possibilidades que nos cercam.
Não devemos deixar que nossos pensamentos sejam envenenados por nós. E observe, toda ação ruim, quando transformada em palavras, encontra coro. Cuidado com o que acumula.
Pense e reflita.
Ilumine seu dia.
Paz e bem.
Seja luz
Flores de um jardim.
Quão bela é a visão das flores de um jardim.
Você consegue parar e se deleitar com tal beleza?
Você consegue sentir a delicadeza das pétalas, o perfume exalado e, com carinho tocar seus espinhos?
Ou você, ao ver uma bela flor, a arranca e a guarda para si, condenando-a a morte, somente pelo prazer de tê-la?
As flores, tal qual a vida, é cheia de graça, beleza e desafios.
Da mesma forma que você não colherá uma flor pegando-a pelas pétalas. Na vida, toda experiência e processo de aprendizagem diz que você não começará pelo topo, mas, pela base.
No caminhar você encontrará espinhos, se tiver cuidado, estes espinhos não lhe machucarão, antes entenderá que eles existem para lhe ensinar a proteger das agruras que você encontrará em sua vida.
As flores trazem beleza ao mundo, como tudo que existe nesta vida e, não há nada que não seja humano, que não seja belo.
Sim, de toda criação, somente o ser humano, pelas suas ações, não é perfeito. Somos dominadores através da destruição e, não conseguimos viver sem uma classificação para todas as coisas.
Classificamos: raça, gênero, classes sociais, animais, plantas, e até o universo.
E após esta classificação, coisificamos.
Tudo é transformado em coisas, e tudo perde o real valor.
Se queres ser um jardim florido, cultive a beleza, esparrame perfumes e, o mais importante, não arranque as flores do jardim alheio, aprenda a tão somente a admirá-las.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Me dê a mão, mas, não me carregue.
Precisamos das pessoas e isso é um fato.
Da vinda ao mundo, até a sua partida, dependemos das pessoas.
Dentro desta ideia de dependência, que é natural ao ser social, falarei de uma dependência que é deletéria a nós.
A cada dia vejo pessoas mais dependentes, vejo pessoas que não conseguem dar um passo, sem pedir a opinião de alguém.
A frase: "Me ajude por favor", transformou-se em: "faça tudo para mim".
Um excedente de pessoas mimadas, cheias de inteligência e conhecimento teórico, mas, nenhum conhecimento prático da própria vida que o cerca.
"Mamãe frita meu ovo." Talvez essa pequena frase demonstre o mundo que muitos vivem.
Um mundo de total dependência e pouco reconhecimento.
Querem tudo à sua maneira, e se possível para ontem, e por favor, não os contrarie.
Não querem saber do esforço ou sacrifício feito por quem o faz. Querem somente usufruir e descartar, para depois, pedir mais e mais.
O auxílio imediato se transformou em algo perene. Há uma escravidão permissiva neste processo no qual esforço não há. Virou um ato de heroísmo pessoas fazerem café. Fritar um ovo então, um ato de bravura.
Uma geração marcada pelo macarrão instantâneo, nada contra o macarrão, mas...
Complicando a equação temos uma gama de cuidadores, que ao invés de ensinar a plantar, prefere dar a fruta já colhida, lavada e cortada. Com a desculpa do cuidar, mimam demais, estragam demais.
Tudo que é muito alisado se desgasta e fica frágil. Cuidado.
E lembre-se, há uma diferença entre obrigação e privilégio.
Você tem a obrigação de dar a mão à quem necessita, desde que a outra pessoa não tenha mão para se agarrar na sua.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Qual o valor de um sorriso?
Já ouvimos dizer que um sorriso é capaz de mudar o mundo. Penso então, ser impossível valorar.
Confesso, já vi sorrisos de todos os tipos, de sarcásticos a amáveis, e todos levantaram um sentimento.
Um sorriso, expõe o que o nosso coração quer dizer.
Um sorriso ou a falta dele, é um indicativo de que estamos bem ou mal.
Um sorriso posto e falso, é reconhecido de imediato. Já um sorriso nascido do coração esse sim é capaz de ser visto, até na escuridão.
Temos essa capacidade de transmitir sentimentos através dos gestos que exprimimos, e isso é bom, pois nos desnuda.
Sorrimos quando estamos alegres, e lhe pergunto, quantas vezes você tem sorrido ultimamente?
Espero que muitas.
Se você não consegue se alegrar com as coisas a sua volta, algo está errado.
Se o sorriso faz bem, devemos cultivá-lo.
Comece sorrindo para você mesmo, se alegre com as coisas que você já fez, faz ou que irá fazer. Se alegre com suas falhas, com seus famosos furos e situações inusitadas. Traga alegria para sua vida, e sorria.
Toda situação pode ser encarada através de um filtro de interpretação dual.
Você escolhe essa interpretação.
Escolha uma em que ao final você poderá sorrir e ter alegria.
Afinal, a vida é curta e os imprevistos são grandes e, quanto mais lamúrias menos sorrisos, quanto menos sorrisos, mais angústia, quanto mais angústia, mais doenças.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
A caverna foi uma das mais importantes descobertas da humanidade. Colocar porta na caverna, um insight divino.
Pense.
Me dê uma boa palavra.
Acompanhando o nosso dia a dia, observo um comportamento interessante.
Pessoas que no afã de se pronunciarem agindo muitas vezes de forma inconsciente e, sem medir as consequências de seus atos, postam em redes sociais, situações que estimulam a violência, o preconceito, a humilhação de algumas pessoas, enfim...
Uma noticia ruim, chega mais rápido que uma boa notícia, isso é fato.
Nossa natureza alarmista ajuda nesse processo.
Agora imaginem, você sendo bombardeado diuturnamente com mensagens de intolerância, violência e notícias sem o devido filtro. Isso impacta em nosso ser.
Estimula-se a violência e o ódio e querem que o ser humano seja de paz. Impossível.
Que há mazelas, isso é fato, mas, cultivar as mesmas, é opção.
Quem distribui violência, mesmo que justificada aos nossos princípios, alimenta essa fogueira, e ela irá mais cedo ou mais tarde, nos queimar.
Fico imaginando se as redes sociais tivessem um filtro e só fossem permitidas mensagens positivas e de elevação pessoal e espiritual. Penso, que já não usaríamos as mesmas, com tamanha frequência.
O que choca é bom, viraliza, aumenta os likes, gostamos disso. Pare, só estamos jogando lixo no mundo.
Penso que poderíamos enquadrar esse comportamento dentro de algum tipo de poluição visual deletéria à situação humana.
Pois é isso que ela faz, destrói a capacidade de vermos o que há de bom no ser humano, destrói a nossa capacidade de sermos lúcidos e termos mais simpatia pelas boas causas alheias.
Você pode pensar que tal situação poderia ser um exagero, que não há mal algum nessa ação e que tal não muda comportamentos. Pois bem, citarei alguns exemplos bem sutis, que com o tempo foram absorvidos e aceitos, graças ao poder de comunicação e impacto visual. Fumar, era algo charmoso, associado ao bem viver e ao esporte. Me lembro que homem usar brinco era coisa estranha, isso até um galã famoso aparecer usando. Tatuagem era visto como uma coisa marginal, isso até alguns famosos mostrarem as suas. Ora, mas, isso não nos faz mal. Será?
A velocidade da informação e sua amplitude, nos aproxima das muitas coisas ruins e das poucas coisas boas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Massako 🐢
Um pequeno conto.
Certa vez alguém perguntou ao mestre: Mestre por que o ser humano sofre tanto?
O mestre respondeu: O ser humano sofre pelas dúvidas e pelas certezas que possui. Sofre pelo controle das coisas que tem e que não tem. Sofre por sonhar e ter pesadelos. Sofre por amar e odiar. Enfim sofre pela dicotomia presente em sua vida.
Então o discípulo perguntou: Mas, o que pode o ser humano fazer para então, sofrer menos, já que a dualidade das coisas se faz presente em nosso ser?
Muito simples, disse o Mestre: "Aceite"
E continuou. Aceite as coisas com são. Aceite que as coisas são mutáveis, aceite a transformação do tempo, aceite a transformação das pessoas. Entenda que a cada momento acrescentamos uma experiência a mais em nossa vida. Tudo se renova, você já não é a mesma pessoa de segundos atrás.
Ora, perguntou o discípulo: Mas, se eu aceitar as coisas como são, devo aceitar também as coisas ruins? Não seria uma ação passiva demais ante há um problema?
O mestre lhe respondeu: A aceitação lhe trará compreensão. Se você aceitar que o ser humano possui falhas, isso é um sinal de que você conseguiu enxergar as fraquezas e as reconheceu, compreender isso lhe impulsiona para a busca de um resultado melhor para si mesmo.
E continuou. Imagine uma pessoa que busca algo e não consegue. Isso abrirá vários caminhos, a pessoa pode escolher sofrer pelo acontecido, se recolher em sua inação, culpar as pessoas pelo seu infortúnio, culpar a si mesmo pelas suas fraquezas e acreditar que não é capaz. Ora, se você se encher desses sentimentos, logo, eles estarão em primeiro plano.
Por sermos seres dicotômicos o bem deve vir antes do mal, o esforço deve vir antes do fracasso, a virtude deve vir antes do vício. Aceite que há coisas ruins, aprenda com elas, mas, que as coisas boas, sejam sempre a primeira linha de seu caderno da vida. Aceite que você não tem um controle total e efetivo de sua vida, pois você sofre a cada momento influências diversas, mas, ainda assim, você pode controlar o resultado que aquilo ocasiona em você. Se alguém lhe maltrata, adiantará você nutrir ódio por aquela pessoa? Teu ódio é teu, fará mau somente a você. Aceite que essa ação lhe incomodou e procure uma solução. Se não gosta da casa que moras, mude.
O sofrimento e o ranger de dentes sempre existirão e ficarão orbitando em nossa volta, isso é um fato. Atraí--los, depende de nós.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Não valorize desgraças.
Ontem a noite, ao término de uma aula, fui surpreendido com um notícia ruim. Que um grande apresentador de televisão, havia morrido em um acidente doméstico.
Procurando melhores esclarecimentos, observei que tal óbito não ocorrera, apesar do quadro inspirar cuidado.
Mas, me assusta o alarmismo e o óbito prematuro anunciado por muitas pessoas.
Observei que as diversas reações davam como certo, o seu passamento. Ora, as pessoas estão tão entorpecidas que sequer avaliam melhor uma notícia?
Dizer que a pessoa morreu é melhor do que dizer que a pessoa está sob cuidados? Será que a teoria de quanto pior melhor, está valendo?
Sejamos sensatos, paremos para refletir melhor nossas ações. Se tiver que noticiar algo, noticie algo bom. Chega de desgraças, o mundo já está poluído demais com tanta coisa ruim acontecendo.
Valorizar, divulgar ou esparramar qualquer notícia ruim, sem a devida checagem, é no mínimo um alarmismo desnecessário.
Quando receber notícias neste nível, avalie com calma, e se possível, não repasse. Ainda há fontes confiáveis de informação.
Se o pior tivesse acontecido, penso que o respeito e uma oração seriam mais bem vindos, do que mensagens alarmistas.
Reflitamos nossos atos, quanto mais desgraças esparramamos, mais nos cercaremos por elas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Você e o Estado.
Somos seres sociais, isso é um fato. Somos integrados em uma sociedade que exige de nós uma participação que pode acontecer de forma direta ou indireta. Essa integração social, faz com criemos uma dependência das outras pessoas que também desfrutam dessa mesma sociedade.
Nós comemos, bebemos, vestimos, enfim, tudo que fazemos tem a participação de algo ou de alguém. Alguém produziu, alguém fez e nós partilhamos ou desfrutamos. Essa troca existente entre os seres, faz com que a sociedade se mantenha, como a engrenagem de um grande relógio. Todas as peças têm uma função, todas trabalham em conjunto para o funcionamento ininterrupto da máquina.
E como a sociedade não é tão homogênea em razão das diferentes formações pessoais e culturais, essa sociedade, entendendo isso, delega parte de seu controle, criando o estado.
Em cada país o estado fornece algum tipo de controle, visando em um primeiro momento a perpetuação e o desenvolvimento daquela sociedade. Esse controle é muitas vezes consuetudinário, o que acaba por ser absorvido pela maioria ou a totalidade daqueles que vivem sob aquele estado. Temos leis, decretos, normas, atos, enfim, uma infinidade de mecanismos de controle que nós mesmos acabamos criando e por consequente empoderamos o estado.
Com esse poder, o estado se torna maior que o indivíduo e ouso a falar que dependendo da situação, maior ainda que seu próprio povo. Basta vermos os grandes massacres, misérias e fomes, produzidos em nome do estado através da história.
Ora, perante o estado, muitas vezes agimos e somos tratados como semoventes. Criamos algo que pela nossa falta de interpretação e inércia, aprendemos a temer. E tememos justamente por não entender que o estado é cria nossa, é nosso filho. Nós o fazemos, nós o criamos, nós o alimentamos.
Abrimos mão de nossa individualidade para nos somarmos ao todo, mas, neste processo, acabamos por criar uma dependência doentia, na qual não conseguimos dar um passo, sem este estar sendo ditado por outros.
Basta acompanharmos os noticiários que veremos que o ser humano ficou para trás. Discutimos ainda, em pleno 2020, questões que provam que a nossa sociedade pouco evoluiu. Discutimos questões como: gênero, raça, crenças. Penso que todas essas questões em uma sociedade evoluída, deveria fazer parte apenas nos anais históricos. Talvez por isso ainda precisemos que alguém nos dite o que fazer e o que comer.
Somos extremamente motivados pelo todo, e perdemos a capacidade de pensar por si mesmo. Não distinguimos mais o certo e o errado. Nas trágicas coisas talvez, mas, nas coisas simples do nosso cotidiano, preferimos que alguém dite o que nós devemos fazer. A modinha virou moda, que virou conceito, que virou verdade, que mudou sua vida.
Partindo do princípio que devemos ser todos civilizados, penso ser estranho quando normas reguladoras me dizem o que posso ou não posso fazer. Fato, tal situação não se aplica a quem vive a margem social e não consegue ter convivência com outros seres humanos. Neste caso toda regulação e restrição, ainda será pouco. Aos humanos, humanidade.
Neste momento você poderá achar que estou me considerando um ser acima da lei e da média. Mas, a questão não é essa. Se você sabe quais são suas obrigações sociais, se precisar ser cobrado a todo instante sobre elas, logo, podemos concluir que: ou você não sabe, não internalizou ou você a quebra continuamente.
O estado regula aquilo que nós damos para ele regular, simples assim. Quem manda em sua vida? Você ou o estado. Lhe digo que é o estado. De tanto empoderarmos o estado, fizemos dele nosso pai, ou mãe se preferirem. O estado lhe diz: Use cinto de segurança, senão você poderá se machucar, use capacete, senão você poderá se machucar. Se cuide, senão te puno. Ora, essas questões nem sequer deveriam fazer parte de uma lei em um mundo civilizado. A própria consciência do ser humano, deveria entender que para sua proteção individual, essas ações são necessárias, independentemente de uma norma regulatória.
Poderão aos gritos dizerem: Ora, não evoluímos a esse ponto, precisamos de regras senão a sociedade desmorona.
Observem o quão essa afirmação é perigosa: “Precisamos de regras”. Quando afirmamos isso atestamos nossa animalidade. Mostramos que como seres humanos, temos que ser domesticados, adestrados, senão não conseguiremos viver em sociedade.
O estado que criamos não é nosso porto seguro, antes, é a coleira que nos mantém presos, é o forcado que impede que atravessemos a cerca.
Quanto mais você evolui como ser humano, menos você necessitará do estado. Quanto mais você evolui, mais clareza sobre as coisas você consegue ter. Assuntos antes polêmicos, se tornam simples. Assuntos simples, viram poeira ao vento. Questões que hoje ainda enchem salões como: aborto, racismo e homossexualidade, perdem a importância, pois para um ser humano, a raça, o comportamento, o trato da vida, são apenas questões individuais e devem ser respeitadas por cada indivíduo.
O nosso mal, é que importamos demais com o alheio, opinando sobre como os outros devem conduzir suas vidas, e esquecemos que pessoas não são marionetes de nossos desejos e vontades. Muitas vezes queremos o melhor para a pessoa, mas, como saber o que é melhor para outra pessoa, sem se tornar ela? Usamos uma única receita para todos os males. Isso é no mínimo perigoso.
Você e o estado podem andar de mãos dadas, mas, não se esqueça, ele é sua cria, e não o contrário. Charles Chaplin, parafraseou: “Não sois máquina! Homens é quem sois! ” Pergunto, com tanta submissão e controle de sua vida, somos homens ou máquinas?
Pense e reflita.
Paz e bem.
Qual o melhor caminho?
Há um pequeno adágio que diz: "Nossa vida, nossa escolha."
Esse dito, não está errado. Somos donos de nossas escolhas, e seremos responsáveis por elas também.
Toda escolha, toda decisão tomada representa um caminho a ser seguido.
E nessa jornada, não há atalhos, você pode ir mais depressa, ou, mais devagar, porém entenda, você não conseguirá jamais cortar o caminho.
Peguemos uma escolha simples, você pode escolher ter uma vida carregada de vícios ou regrada deles. Você pode fumar, beber, usar drogas, enfim, você tem essa liberdade de escolha. Mas, você sabe que isso lhe trará problemas, e não é necessário alertas externos. Você pode ter uma vida saudável, mas, isso também não é garantia de longevidade, apenas de qualidade de vida. Ou seja, todas as escolhas, trarão e terão algum resultado.
O grande problema é que somos imediatistas, até porque vivemos no presente e queremos que as coisas se resolvam neste momento.
Mas, tudo são escolhas. Você tem esse poder de decisão. Os caminhos de sua vida você decide, mesmo que você não tenha a liberdade completa, pois isso também não existe. Por isso, todo caminhar presume em percorrer uma distância, e ao percorrer essa distância, com certeza o caminho só se tornará mais fácil, se você estiver preparado para percorrê-lo.
Como se preparar para o caminho? Bem, isso é uma escolha sua, você conhece suas necessidades, logo, a solução está e sempre esteve em você.
Qual o melhor caminho? Não há. Há somente escolhas e consequências.
Pense nisso.
Ilumine seu ser.
Seja luz, seja paz.
Massako🐢
Seja feliz, aprenda a dar um passo para trás.
Somos levados a acreditar que o caminhar deve ser contínuo e que andar para trás, figurativamente falando, é um retrocesso em nossa vida.
Nem sempre será assim, se você trilha por um caminho errado, nada impede você de dar meia volta e retornar, mesmo que você perca um precioso tempo, estará após, percorrendo o caminho correto.
Muitas decisões em nossa vida podem ser revistas a partir de uma pergunta simples: Será que, o que estou fazendo está me trazendo felicidade?
Quando falo de felicidade, cito ela em seu sentido mais amplo, abrangendo a felicidade pessoal, profissional e a relacional.
A partir do momento em que você reflete estas questões e, se chegar a conclusão de que algo não está bom, então é a hora de dar um passo para trás, e buscar enxergar aonde, e em qual momento você tomou o caminho ou a decisão errada.
Enxergar o erro não é fácil, pois dificilmente acreditamos que estamos agindo de forma errada e que o amanhã se mostrará contrário, e que as decisões foram acertadas. Ora, quem caminha para o abismo, chegará ao abismo.
Entenda que se você faz algo que te mantém no mesmo lugar, com certeza você está fazendo algo errado, afinal, você não está evoluindo.
O passo para trás é necessário para te dar um novo impulso, te preparar para um novo salto.
Se lhe falta conhecimento técnico, volte a estudar. Se lhe falta capacitações, aprenda. Se você não está feliz consigo mesmo, reavalie suas ações.
Quando varremos o chão, para que ele fique limpo, é necessário que sempre voltemos a vassoura, senão deixaremos sujeira no local.
Assim também é a nossa vida, nossos feitos passados, nos colocam aonde devemos estar no presente, se hoje, algo não está bom, olhe para trás, e reveja seus passos. Corrija-os.
Apesar de alinharmos o tempo com a nossa perecibilidade, pois o tempo nos brinda com o seu final a todos os dias, devemos entender que sempre há, enquanto vida houver, a possibilidade de confrontar nossos erros, reatarmos com o passado, e seguir em frente.
O passo para trás, lhe impulsionará.
Aprenda isso, entenda isso, seja feliz.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Sorria, mesmo na escuridão.
Massako🐢
Se não houvesse o amanhã?
Imagine se você descobrisse que para você, não haverá um amanhã. Como você reagiria?
Embora já tenhamos ouvido esse tipo de pergunta, nossa reflexão sobre ela normalmente é bem rasa.
Isso se dá porque acreditamos que o dia de amanhã virá, e que nada irá parar esse processo. Sentimo-nos quase que imortais, mesmo que a idade pese sobre nossos ombros. Não gostamos de pensar sobre isso, embora a vida seja uma caixinha de surpresas.
Mas, penso também que não gostamos de pensar sobre isso, pelo simples fato de que grande parte da vida é desperdiçada com futilidades, e nem sempre é aproveitada em sua plenitude. E não gostamos de ser confrontados nesse aspecto.
Vivemos em busca de coisas, não de vida.
Construímos coisas, mas, destruímos laços. Perseguimos sonhos, mas, desprezamos a realidade.
Queremos possuir tudo, mas, não levaremos nada.
Não quero que pense que devemos ser levianos, a ponto de abandonarmos tudo e sairmos pelo mundo, abraçando a tudo e a todos , isso também, seria talvez uma irresponsabilidade, a questão não é essa. O desafio é, será que é possível eu ter e ser ao mesmo tempo?
Quantas horas de nossa vida, desperdiçamos destilando veneno? Depois, quanto tempo gastaremos para simplesmente, retirar esse veneno, que nos mesmos ingerimos?
A vida é uma dádiva, qualquer que seja ela. Evolução não é sobre bens, posse, poder. É sobre o quanto o seu ser cresce, e evolui como ser humano.
Que é necessário trabalhar e construir uma vida digna, isso é fato, mas, não podemos nos perder nesse caminho.
Amar, abraçar, viver a vida, realizar seus mimos, derrubar os preconceitos, analisar seus conceitos e suas verdades, se adaptar ao novo, tudo isso faz parte da vida.
Temos pés e não raízes, ou seja, nos temos mobilidade para poder fazer as coisas acontecerem.
Não deixe que no final, só lhe sobre arrependimentos pelo que poderia ter feito ou pelas coisas que fez de errado e não deu tempo para reconciliar.
Antes tenha a certeza, que teve uma vida, repleta de vida.
Como diria uma frase atribuída ao imperador romano Júlio César: Veni, vidi, vice. Que significa: Vim, vi e venci. Pergunto, você veio, você viu, mas, será que você é um vencedor?
Pense nisso. Vença suas fraquezas, se liberte de seus conceitos.
Mude seu comportamento para melhor.
Reflita.
Paz e bem.
Seja luz.
Assim como a Lua,cada um tem suas fases.
Algumas fases ruins,outras boas...
Porém, assim, também como a Lua,devemos,sempre, levantar sabendo que,as fases ruins passaram e uma nova,boa,sempre virá.
014 - "A gratidão é o melhor remédio... Cura física, espiritual e emocionalmente. E ainda é uma potente vacina."
Idemi®
O doce sabor do inverno
Os ventos fortes prenúncios...
De um inverno rigoroso copioso...
Outrora também foi assim, aí de mim.
Cheia de paixão pulsou meu coração
Esperando por ti, que demonstrou...
Sentimento afim, mas logo partiu
Após um momento de pura emoção
Beijos calorosos frente à lareira com,
O maior fulgor puro amor? De repente!
Rumo à realidade perdeu-se o sabor.
Depois de tudo, nem um adeus...
O frio permaneceu sem teu regaço.
In memória: Uma história inacabada
Na verdade causos de um passado
Vivido guardado no baú da saudade
Espelhado no reflexo do meu olhar
Revivendo hoje aqui, diante do espelho.
Na retina ele mora e quando eu quero
Olho para sala preservada a recordação !
Mary Jun
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