Quando Sorrimos
Eu não suporto quando as pessoas dizem "não tenho amigos" ou "ninguém se importa comigo". Por favor, me diga como cada pessoa que já conversou com você, nunca se importou com você. Cada vez que você diz essas coisas, você mente para si mesmo e faz com que cada pessoa que já conversou com você se sinta um lixo, como se cada pequeno esforço não fosse o suficiente.
Quando você entrou na minha vida deixou tudo de pernas pro ar. De um dia para o outro perdi todas as minhas referencias, é como se a minha bússola interna tivesse quebrado e apontasse em uma única direção: você, você, você! Ou como se o mundo tivesse ficado deserto e restasse uma única ilha chamada nós. Foi assim que comecei a me sentir só mesmo no meio da multidão... De repente as coisas antes deliciosas perderam o sabor.
E eu sempre achei que as cartas de amor fossem ridículas, escrevi muitas cartas para expressar o quando é grande o meu amor por você!
Vasculhei todas as poesias esquecidas no fundo da minha gaveta... Fiz de tudo para ser mais original do que um eu te amo. é verdade que muita gente achou que eu estava enlouquecendo, porque só os loucos passam a noite em claro construindo castelos de sonhos! Ou se penduram ao telefone a fio sem conseguir desligar... Porque será que nessa fase do amor nossas conversas parecem não ter fim? Talvez porque seja o momento de descobrir e construir afinidades. Nós dois compartilhamos a música preferida, o filme inesquecível, o lugar que sonhávamos, conhecer... E quando a afinidade não existia... a gente tratava de inventar. Eu mesma inventei muita coisa, mais foi porque eu queria parecer melhor do que eu era de verdade, fiz de tudo pra ser mais elegante e mais interessante só pra te merecer, mesmo que para isso eu tivesse que fazer grandes sacrifícios. Foi difícil porque sua beleza, parecia realmente inalcançável pra mim... Porém, meu coração dizia que um dia eu chegaria lá, e ''lá'' era o aconchego definitivo dos seus braços.
O mais incrível de tudo isso é que ao contrário do que todo mundo falava, esse amor não diminui com o passar do tempo. É que os outros não sabem, que tudo em você tem um gostinho de quero mais.
De vez em quando ao ouvir sua voz ao telefone ainda me da um friozonho na barriga, seu olhar continua iluminando ao meu redor, suas gargalhadas prenchem meu mundo com alegrias e seu silêncio é quase sempre meu único porto seguro... É claros que a gente também teve momentos difíceis. Quantas vezes a gente se desentendeu, quase sempre, e por coisinhas sem a menor importância? Mais acho que tudo, não passava de um truque para depois fazermos as pazes, poder sentir na boca o gosto de nossas lágrimas misturadas no momento de reconciliação, ouvir seu coração bater no mesmo ritmo do meu, escutar mil vezes a nossa música como forma de reafirmar nosso amor. É realmente nesses momentos, a nossa união se fortalecia mais do que nunca, tanto que a gente imaginava que nada mais poderia abalar a nossa felicidade.
É por isso que até hoje eu amo o cheiro da sua pele invadindo minha alma, sua presença é como um sol entrando pela janela.
Eu gosto dessa sensação mágica de não saber ao certo onde termina eu e onde começa você. Dessa impressão boa, de que vamos fazer parte um do outro por toda a vida. E meu coração se enche de esperarança, que continuaremos sendo abençoados com dias felizes, que vamos construir juntos um pedacinho de eternidade a cada dia, que veremos nossa familia crescer, crescer e crescer...
E que sempre encontraremos novas razões para permanecermos juntos, regando nosso amor, quando o tempo parecer árido demais, protegendo suas raízes das tempestades que a gente não tem o poder de evitar... Porque amar é mesmo um eterno correr riscos e só quem tem coragem pode amar de verdade.
Amar é se atirar em queda livre sem rede de proteção, e ainda assim eu posso dizer que fui imensamente recompensada, porque você é um dos maiores acontecimentos da minha vida.
É como se o tempo antes de conhecer você não tivesse existido... É por isso que eu não posso viver sem você... tudo perde o sentido se você não estiver comigo.
A única promessa que eu posso fazer, é de tentar ser pra sempre melor do que eu sou para continuar vivendo cada dia ao seu lado, Porque eu sei, eu sei que vou te amar por toda a minha vida.
O Ônus e o Bônus do Silêncio
O silêncio pode ser uma arte — uma escolha sábia quando as palavras seriam navalhas afiadas. Mas já parou para pensar no turbilhão de pensamentos de quem espera, desesperadamente, ouvir ao menos uma palavra?
Há uma tortura cruel em tentar decifrar o que se esconde nesse vazio. O que se passa no outro lado do silêncio? Talvez seja um ato inteligente calar-se quando tudo o que temos a dizer reflete dor ou ressentimento. Mas será que já pensamos no quanto esse silêncio pode ferir profundamente quem escolhe sufocar suas palavras, engolindo cada sentimento como se fossem cacos de vidro?
Existe toxicidade no silêncio? Sim, quando ele se torna uma prisão que sufoca experiências não verbalizadas e necessidades não atendidas. Quando não dizemos o que nos incomoda, essas emoções se acumulam até explodirem de forma destrutiva.
Silenciar e esperar que o tempo resolva tudo é uma ilusão cômoda. É angustiante esperar que o tempo cure feridas que poderiam ser tratadas com um diálogo consciente e empático. Às vezes, bastaria a vontade de escutar — e ser escutado.
Por outro lado, o silêncio pode ser transformado em arma. O tratamento de silêncio é uma forma cruel de manipulação, abuso e punição. Ele faz com que o outro se sinta inseguro, ansioso, rejeitado, invisível e, muitas vezes, culpado por algo que nem compreende.
É preciso sabedoria para respeitar o silêncio do outro, mas também coragem para verbalizar esse respeito, validando os sentimentos de ambos.
Então, o silêncio é sabedoria ou covardia? Depende. O mérito está em saber quando calar — e quando falar, pode libertar.
Quando amo,
amo intensamente. Choro, corro atraz… mas quando esse ‘amor’ se transforma em odio, meu querido, saia de baixo!
Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias.
Ele vai embora e é como se nunca tivesse existido paz. Ele leva todo o meu melhor quando sai porta afora com meu coração no bolso. Sabe qual o pior disso tudo? Ele não dá a mínima. Sabe o quanto sou louca por ele e o quanto me esforçaria para tudo dar certo então, a solução parece simples, não? Se nada der certo, ele me procura. Porque não? Me coloca na reserva como se esperasse qualquer crise existencial aparecer, só pra correr pra me abraçar, como se nunca me machucasse, como se estivesse fazendo um favor para mim. E eu adoro. Conto os segundos para ele desorganizar o meu sossego e ir embora como se eu nunca tivesse existido em sua vida.
Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo, há então uma morte anormal. O nunca mais de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter nunca mais quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo.
Um pai sabe que cumpriu a sua missão quando tem a certeza de que seus filhos tornaram-se pessoas do bem, pois possuem humildade, humanidade, caridade e senso de justiça no caráter. Sinto-me vitorioso. Obrigado, meus filhos!
Quando atingimos um certo OBJETIVO à nossa volta e conseguimos esta VITÓRIA, acredite, é o amadurecimento que nos chega para dividirmos com o mundo nosso grito de ESPERANÇA."
É estranho que para se desfazer laços, baste uma palavra, quando para construí-los de verdade, bem mais!
Ouça bem tristeza, mas contenha as lágrimas. Ainda que tenha sido minha amiga e companheira quando muitos esqueceram de mim e o mundo resolveu me ensinar duramente grandes lições de vida, além daquelas velhas razões de sempre, felizmente não é a sua fria e lógica argumentação que irá guiar meu coraçãozinho daqui por diante. Quero relembrar das coisas boas, das gargalhadas intermináveis, dos abraços apertados, dos momentos que vivi, quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Tenho que te dizer tristeza, é uma pena, mas você não é engraçada, não tem senso de humor e não posso continuar à mercê de você, pois eu sei que nunca irá mudar, isso não está me fazendo bem, minha imunidade fica baixa, isso não é bom. Pensei bastante pra tomar esta decisão, eu não sabia como, mas encontrei uma maneira de te falar, sem doce e bem direta te peço: Vá resolver as suas broncas em outro coraçãozinho, porque o meu, neste momento está fechado pra você. Me desculpa, mas vai logo tristeza, vai embora... Não fique assim, não estou sendo ingrata, te agradeço por ter sido tão amiga quando me senti só, mas não iremos nos entender mais, minha linguagem agora é ALEGRIA e sei que você não entenderia, além do mais ultimamente não estamos nos entendendo bem mesmo. De qualquer jeito, sei que estou ligada a você, de uma forma ou de outra pelo resto da vida. Mas por hora, te peço: Me deixe em paz e vá embora, a solidão te espera lá fora.
Quando parece mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas são fruto da imaginação humana, retratos de realidades criadas dentro da nossa cabeça, simulações às vezes utópicas da vida 'como deveria ser'. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sábios, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como 'seres superiores' que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por aí, em todo lugar.
Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja por alguns segundos, nem que seja só um pouquinho. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-defesa programa-se para fazer com que a gente ache que tudo aquilo não passa de um placebo para uma doença da alma. Uma doença sem cura.
Aí, há uns 4 ou 5 meses atrás, eu, que sempre fui sábia, cética e conformada com a finitude do amor, com os limites do que se sente e ávida defensora do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos. E não estava na TV, no papel, nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos.
Hoje eu vejo que os filmes, os livros e as músicas não estão aí por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divino, que paira no ar, mas é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.
Digo isso porque eu encontrei o meu.
Difícil querer definir a palavra Amigo: Amigo é aquele que te da um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do Céu, se é o sonho que te faz falta. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria e medo. Amigo é aquele que te diz EU TE AMO sem medo de causar mal impressão. Amigo é quem te ama e “pronto”. É verdade é a razão, sonho é sentimento. Amigo é pra sempre. Amo.
Ontem, quando cheguei no portão de casa, olhei para trás e vi um cara esquisito, com uma expressão cansada, parecia que carregava o mundo nas costas. Era eu, quase não reconheci.
