Quando Perceber que me Perdeu

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⁠26/03

Quando alguém te falar
com ironia ou te diminuir
não vale no contato
virtual ou real insistir.

⁠21/06

Quando tudo faltar
vista-se com poesia
para se encorajar.

⁠28/05

Quando conspirarem
não tema de jeito nenhum,
Sempre existirá uma
outra porta para que você
foraja para não se pôr a perder,
A poesia é a melhor forma
de sair sem ninguém perceber.

Frustração

A frustração nasce quando o desejo de mudança encontra as circunstâncias que criámos e a esperança nasce quando assumimos autoria delas!
António CD Justo

Com os meus pensamentos
eternos de noiva em fuga,
não preciso de televisão
quando abro determinado
a janela do delicado coração
e do meu quarto para que
a brisa do Rio Itajaí-Açu
amavelmente e me refresque.


Fixa no rebanho de nuvens
gentilmente se abrindo
para que venham as estrelas
para me pôr sorrindo,
e fazer companhia aqui
nesta cidade silenciosa cercada
pelo Médio Vale do Itajaí.


Assim terna me encontro
como o eco das vozes
não ouvidas pelo poder
nesta América Austral,
O silêncio forte e gutural
e de pacto rompido pela poesia,


Que te põe nos andares
do heroísmo implacável,
do amor realmente inevitável
e impulso inescapável
feito para toda a sua vida,
alcançando ser notícia
de ser a mulher por ti elegida.

Os sinais de Deus são orgânicos, você nota quando está bom ou ruim no ambiente em que está.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

​“Fé não é ouvir uma voz trovejante; é confiar mesmo quando o céu parece de bronze.”

— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

​“A graça de Deus é suficiente para nos manter de pé, mesmo quando os joelhos fraquejam.”


— Douglas Santos, em O Deus Silencioso

Eu perdi o meu pai
No auge da pandemia
Quando a vacina ainda não vinha
E o silêncio do mundo era feito de incertezas
Sem proteção, sem respostas —
Só a dor crua da perda.


Quatro anos depois
Perdi a minha mãe
Quase lado a lado com os seus aniversários:
Ela em 19 de dezembro,
Ele em 20 de janeiro…
Como se o calendário guardasse um luto
E os dias se recusassem a passar
Sem lembrar de quem tanto amei.


No meu mundo existem memórias,
Milhares de lembranças que doem
E me moldam,
E me ensinam que a ausência é presença disfarçada:
Nos risos que ecoam,
No silêncio das manhãs vazias,
No sabor da saudade que não se despe.


Saudade do filho caçula
Que mesmo sem vocês
Segue o legado.
Segue a força, a coragem e a verdade
Da Família Araújo de Vasconcelos —
Que não se acaba,
Que não se perde,
Que vive em mim.


E no meu eu…
O amor permanece,
Imenso, indelével, eterno.

Quando o espaço é liberado em sua vida, o que é certo tende a manifestar-se

Resiliência


Quando crescer, quero ser como essa formiga…
Pequena no corpo, gigante na coragem.
Quero sair da zona de conforto, quebrar padrões,
enfrentar as dificuldades que eu mesma escolhi atravessar.


Ser chamada de louca
por não aceitar o raso, o fácil, o morno —
enquanto tantos preferem o comodismo,
mesmo morrendo um pouco a cada dia.


Vão desistindo dos sonhos,
deixando as expectativas pelo caminho,
com medo da morte…
sem perceber que respirar não é, necessariamente, estar vivo.


Quero ser como essa formiga,
porque o céu nunca foi o meu limite.
Aprendi que não existe sacrifício sem aprendizado,
nem queda que não ensine sobre altura.


E nem todos que estão à beira do abismo querem pular…
Às vezes, estão apenas em silêncio,
admirando o quanto precisaram escalar
para, enfim, sobreviver.

O sol ligou o farol, mas a lua não quis olhar para trás, até quando? até quando os dois astros vão viver assim? é melhor viver infeliz longe de mim, do que feliz ao meu lado? minha luz incomoda você? eu diminuo meu brilho, posso até jogar baldes de agua em mim até nada mais queimar, mas me ajuda, acredito que precisaremos de muitos baldes de água para isso, mas com você, eu literalmente poderia contar grãos de areia no deserto.

Quando o nosso coração encontra a verdadeira Paz, nossos olhos vêem os desafios como oportunidade para trabalhar nossa fé.

Um olhar para dentro.


Aprendo muito sobre mim mesmo, quando observo o outro. Nesta observação não há nenhum juízo formado nem qualquer tipo de preconceito. Contudo, quanto mais observo mais gosto do eu que me governa. Posso viver só? Claro que sim, tenho-me, e, porque me sou, basto-me ! Há uma multitude de coisas que me fazem sobejar a mim mesmo.

Quando a pergunta é boa, a gente consegue deixar de lado velhas ideias que já estavam fixas na cabeça.
Perguntar sobre quem somos, qual o sentido da vida e o que é real nos ajuda a entender melhor como as pessoas se relacionam com o mundo.

Quando penso em destino, penso em escolhas sutis. Não em decretos gravados em pedra, mas em trilhas. Cada pequena escolha é nó que nos define. Às vezes desfazemos, outras apertamos ainda mais. E o resultado é essa tapeçaria que somos.

sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar

quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava

por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar

que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar

que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar

A noite avançava lesta, como só acontece quando as palavras se unem para dançarem uma valsa perfeita.

⁠É a maior dor do mundo,
quando a Bolívia sofre,
Também sofro junto,
um sentimento rotundo.