Quando Perceber que me Perdeu
No decorrer de certas noites, quando o tempo se mostra oportuno, cercado por uma escuridão densa, iluminado apenas pela luz da lua, fico em silêncio e passo a ter uma conversa sincera com Selene, dando voz aos meus pensamentos mais frequentes como se ela conseguisse ouvir todos eles
Assim, prontamente, consigo ficar imerso em um momento particular, permitido por Deus, um dos meios da minha mente desabafar, estando diante de uma ouvinte perfeita, que a ouve atentamente lá do céu, sem expressar nenhum sinal de desconforto, ouvindo tudo até o final, um respeito desejoso
E levando em conta o meu alívio mental, de acordo com um prisma lúdico, imagino que toda vez que conversamos, ela ouve e responde de uma maneira sábia a cada pensamento meu que decide falar sobre vários assuntos, paixão, rotina, sonhos, imaginação, amor e outras coisas da vida.
Acho que você não se atentou,
Que a nossa alquimia é intensa,
Só vou dormir quando você,
Me libera um beijo para que ele
Chegue do jeito que eu permitir...
Querendo saber de você, curiosa
Pergunto como você passou o dia,
E escrevendo tudo sobre nós dois,
Faço versos que a poesia espera,
Somos de nós dois e temos um ótimo
Motivo para sorrir...
Tenho um plano além da amizade,
Há uma certeza e uma vontade
De juntos não darmos mais espaço
Para a saudade - esse é o meu
Jeito de te esperar de verdade.
Às vezes tenho medo
Que você me esqueça,
Por isso escrevo versos intimistas
Para que eu não saia da tua cabeça;
Que chegue logo o real dia,
Que você virá
Para que a gente se aqueça
Até a hora que a noite adormeça.
Quando você sair
em busca do amor,
desejo que ele
permita ser
encontrado,
e quando ele
te encontrar
que você
se permita
da mesma forma,
porque quando
um for encontrar
o outro não se sabe
exatamente a data,
e muito menos a hora.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
A gente pode chamar de memória seletiva quando a pessoa não tem a razoabilidade de assumir que mudou de opinião.
A vida não avisa quando vai te testar, ela simplesmente aperta.
E é nesse aperto que você descobre quem é abraço e quem é só aperto mesmo.
Tem dias que o corpo até levanta, mas a mente fica deitada no chão.
Sorrir cansa quando por dentro tudo pede silêncio.
A mente não grita, ela sussurra… e é isso que mais dói.
Quando o amor era só desejo,
ele cabia nas mãos do controle.
Agora que é real,
exige entrega,
e isso assusta.
O amor é intenso,
e o medo dele não nasce da fraqueza,
nasce da consciência.
Não é falta de querer,
é o entendimento do peso do que foi pedido.
Enquanto era busca,
era idealização.
Quando aparece,
vira risco,
responsabilidade,
vulnerabilidade.
O coração que pediu
percebe:
“isso pode me transformar”.
Quem foge do amor
não foge do outro,
foge da própria rendição.
E, às vezes, fugir
não é rejeitar,
é aprender a confiar
no tempo certo.
É dar passos para trás,
para observar, absorver e aceitar
que aquilo que tanto se desejou
chegou.
A religião se torna cárcere quando oferece salvação em troca de comportamento.
Ela não liberta do sofrimento, ensina a suportá-lo em silêncio.
27/01/2026
Desiludir-se é o luto de uma mentira, é quando o espelho da expectativa quebra para que possamos, enfim, enxergar o rosto nu da realidade. Dói porque a verdade é fria, mas liberta porque o engano cansa.
Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.
Quando transformamos pessoas em inimigos, corremos o risco de não reconhecê-las quando Cristo as alcança.
