Quando os Bons se Unem
Lugar Secreto
Meu lugar secreto não é refúgio,
é onde me escondo quando o medo me encontra primeiro.
Ali estou aprisionada,
não por grades visíveis,
mas por silêncios que se repetem
e pensamentos que me paralisam.
Há um peso que não sei nomear,
mas que me impede de seguir.
Não é falta de desejo,
é excesso de cansaço.
O corpo até permanece,
mas a alma hesita.
Quis asas.
Quis distância suficiente
para não lembrar,
para não tocar no que ainda dói.
Mas fiquei.
Não por coragem,
mas por medo de ir
e por não saber quem eu seria do outro lado.
No meu lugar secreto,
aprendi a sobreviver em pausa.
A respirar raso.
A esperar que o tempo resolvesse
o que eu não consegui enfrentar.
Ainda assim, há fé.
Pequena, silenciosa,
mas firme o bastante
para não me deixar desistir.
Minha esperança não está em fugir,
mas em Deus,
que me encontra exatamente aqui,
onde estou paralisada
e já não consigo fingir força.
Se não consigo seguir,
que Ele me sustente.
Se não consigo voar,
que seja descanso.
Talvez o recomeço não seja partir,
mas permitir que Deus me alcance
no lugar onde permaneci.
Uma rotina mental e espiritual saudável é o que sustenta a vida quando o mundo exige demais. É nela que organizamos pensamentos, acalmamos emoções e realinhamos o coração. Quando cuidamos da mente e do espírito diariamente, criamos um lugar seguro dentro de nós para enfrentar o que vem de fora.
Metas diárias, mesmo pequenas, têm um poder silencioso. Um momento de leitura, uma oração, um pensamento alinhado, um silêncio respeitado. Nada muda de uma vez, mas tudo muda aos poucos. A constância transforma o que hoje parece pesado em algo possível amanhã.
Viver bem não é sobre grandes viradas, mas sobre escolhas simples repetidas todos os dias. É assim que uma vida se cura, se fortalece e floresce, passo a passo, de dentro para fora.
Me disseram que quando eu ficasse mais velho todos os meus medos diminuiriam
Mas agora eu sou inseguro e eu me importo com o que as pessoas pensam
Quando as pessoas falam, ouça verdadeiramente o que elas têm a dizer. A maioria das pessoas nunca faz isso.
A confiança se conquista com o tempo, mas, quando a perdemos, muitas vezes nem o tempo é capaz de recuperá-la.
Desculpas
Desculpe-me por me perder,
quando você quis me achar.
Desculpe-me por me esconder,
Quando deveria ir te procurar.
Desculpe-me por eu ser quem eu sou,
e não quem eu deveria ser.
Desculpe-me por te fazer me esperar,
por te enlouquecer.
Desculpe-me por só te deixar olhar,
enquanto eu estou a crescer.
Eu sei que desculpas para quem pede às vezes é muito
e para quem recebe, pouco.
Mas desculpe-me as vezes é só o que eu consigo encontrar.
Quando alguém cometer alguma ingratidão com você, reze por este alguém, o espírito dele é fraco e está precisando de luz.
Sucesso é questão de atitude. Quando você decidir fazer alguma coisa, faça o seu melhor e faça até o fim.
Mentira só se torna verdade quando a pessoa quer acreditar.
Um ser humano possui inteligência para saber quando deve recuar. Um animal possui instintos para saber quando deve recuar. Mas um idiota que põe a culpa de sua derrota nos outros e se recusa a recuar não passa de um monstro inferior até mesmo a um animal.
"Quando nos tornamos instrumentos efetivos do Plano Cósmico, não precisamos nos preocupar com a nossa própria condição."
Procure manter seu ego na coleira. Pois, quando a situação esquentar, ele sempre irá querer avançar e morder.
Uma vez ouvi um artista dizer que quando uma pessoa não tem problemas a mente automaticamente encontra um jeito de inventar alguns.
ele nunca soube se eu voltaria: chegava sempre alvoroçada, com pressa pra consumar o amor. quando me demorava no abraço, ele fazia eternidades daquele instante. envolvia-me com zelo temendo qualquer movimento que o afastasse, qualquer menção de buscar a roupa espalhada. ele o fazia cheio de delicadeza, não havia como me prender por mais que algumas horas. buscava um brilho do meu olhar em sua direção, uma entrelinha num sorriso breve, uma malícia qualquer na piscada de olho antes da ida para o banho. esperava meu convite, mas eu o tinha com tanta abundância que achava que não o queria. era como se nunca fosse se ausentar porque se doava inteiro e sem pressa. um dia ele chegou antes da hora do meu desejo cru. e ficou contemplando a minha ausência. não me abraçou como sempre, esperou que eu me aproximasse. disponível que estava, mas seguro da sua parte feita, esperou que eu me assustasse, que entendesse que eu poderia não voltar se eu não quisesse, que ele saberia conjugar a minha ida no pra sempre. com alguma dor, naturalmente. mas estava sereno, quase se despedindo, conformado. e eu me sobressaltei. porque nunca tinha imaginado que ele pudesse ir embora. nunca tinha imaginado a ausência do toque dele, a falta do beijo, a serenidade que cabia no desejo. eu esperava alguma coisa mais aflita, uma paixão que gritasse pra eu ficar, um desespero, os argumentos. mas não, ele me contemplou sem falas, sem pedidos, deixou que todo aquele tempo fosse preenchido por grossas gotas de silêncio e calma. naquela hora, naquele meu sorriso sem jeito, naquele olhar cheio de frases, um brilho, um brilho tão forte abraçou todo ele com as minhas retinas. e eu o vi como nunca tinha visto antes. eu o quis como se nunca o tivesse tido entre as minhas pernas. e abandonei o meu corpo no abraço dele, eternizada... ele que sempre esteve ali e era como se tivesse chegado só naquele instante.
