Quando Morremos Sorrimos
Quando começo a perceber a verdade e a adquiri-la, pelos fatos da vida. Expandindo o meu horizonte de visão e deixando de ser um idiota útil.
Quando começo a perceber a verdade e a aquisição, pelos fatos da vida e no caminho para expandir o horizonte da minha visão, deixando de ser um idiota útil.
Quando um filósofo como Nietzsche obtém, assim, a hiperconsciência, tudo isso não funcionará a menos que se obtenha primeiro a autoconsciência, para que se saiba como ela funciona.
Não é tão difícil quanto eficaz quando o livre arbítrio enobrece alguma escolha é urgente do que livrar-se do pecado.
E quando me disseram quem eu era, tive a coragem de esquecer. Porque só assim pude me lembrar de quem sou.
Toda ponte é uma escolha. Quando um portal é aberto, só a consciência define se ele levará à ascensão ou à queda.
O véu da ilusão não é uma prisão, mas um ângulo: uma dobra da luz sobre si mesma. Quando a consciência ascende pela espiral da Árvore, o mundo transmuta — o que antes era pedra, revela-se símbolo; o que era sombra, torna-se mapa. Os mundos não se empilham no espaço, mas se entrelaçam em camadas do ser. Cada mutação vibratória no núcleo do Eu reverbera pelas fibras do universo como um acorde no silêncio. Onde irrompe a Luz, projeta-se também o contraste que a delineia. E aquilo que recusa a emanação torna-se recipiente trancado — resistência é fome disfarçada. A alma que se afoga na noite, não é órfã da luz, mas cega de si mesma.
A Luz só se revela quando a escuridão é atravessada. Quem foge da sombra nunca verá a plenitude da Luz.
Antes de haver mundo, havia apenas Luz e quando a criação emergiu, a Luz se fragmentou. Mas um dia, cada centelha retornará à sua origem, e aquele que compreender esse mistério não estará mais separado da Eternidade.
Odeio o amor. Não, eu odeio a mim quando amo, amo tão intensamente que não me resta nada além do desprezo, me envolvo de adjetivos negativos, que funcionam como barreira pra qualquer elogio que me façam. Odeio minha intensidade, pois sinto que nunca me amarão da mesma maneira, demonstro demais e sou emotiva, chorarei por tudo que façam, seja um ato simples como andar de mãos dadas, como algo complexo, um encontro num restaurante chique. Às vezes me questiono sobre meus sentimentos, questiono se eu sequer os entendo, mudo muito rápido? Ou será que apenas não sei perceber o que sinto? Será que me odeio? Não me vejo negativamente, ou será que vejo e não aceito? Pois quero acreditar o que me é dito sobre mim, sobre minha imagem formada em outras retinas. Nunca me foi dito que sou feia, mas mantenho essa ideia sobre mim. Há mais comentários positivos do que negativos, porque não os acolho como fiz com os poucos negativos que recebi? Acho que nunca me entenderei, e questiono se alguém me entenderia, logo eu que vivo minha pele e habito minha mente, não compreendo, imagino a dificuldade que seria para alguém que tem seus próprios demônios, numa luta a entender os meus, tão confusos.
