Quando Morremos Sorrimos
‘’Criamos convicções de que é possível existirem amigos na e para vida, mas, quando menos esperamos, nos apercebemos que somos amigos do nosso próprio eu e, que os pseudo-amigos que ao longo da vida nos acompanham não passam de meros juízes, que censuram a nossa vivência com alguma credulidade.”
Quando os intelectuais do mundo usarem a sua capacidade para fabricarem dinheiro, usando a sua inteligência, tornando as instituições financeiras como suas fiéis parceiras comercias e empregadas indiretas, teremos uma humanidade cada vez mais próspera e pouco miserável.
Quando os governos africanos tiverem a consciência de que o povo é uma prioridade para que os países se desenvolvam na sua plenitude, o mundo conhecerá uma grande transformação política, econômica e social.
A fragilidade do amor, iguala-se a fragilidade do tempo, tão suave e sensível que quando passa, pela nossa vida, torna-se muitas vezes difícil alcançá-lo na mesma proporção que foi um dia.
Quando os representantes do povo tornam o parlamento do seu País um centro de recreação, não há estranheza possível, em como a vida do povo continuará a galgar para miséria.
Quando um amigo deseja viver a nossa vida como personagem da nossa história, este há muito que deixou de ser nosso companheiro e farol para o nosso caminho seguro.
Quando os jovens de um Estado, não se assumem como elementos fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, político e econômico do seu País, estes jovens são meros espetadores do declínio da sua Nação.
O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.
Quando te faltar o ânimo para sorrir, sorria apenas pelo simples motivo, mas, muito importante de ter acordado para viver mais um dia.
O amor institui regras de vivência e convivência, quando estas regras não são cumpridas ou apenas um dos consortes do amor as cumpri, este sentimento tarde ou cedo conhecerá o fim, mesmo contra a vontade das partes.
Quando o ontem passou sobre nós, sequer sabíamos o significado real de viver um dia de cada vez, mas, hoje somos parte de um mundo globalizado, que nos aconselha a sermos felizes, mesmo que o amanhã nunca mais chegue.
A competência é uma virtude que nos leva ao sucesso, mas, quando aliamo-la a promiscuidade, não passa de uma mera fantasia.
O ontem foi-se sem nós, quando hoje, pensamos ser responsáveis pelo amanhã, que nem sequer sabemos se irá chegar.
Quando pedirdes ao tempo que vos traga a paz, não vos esqueçais de preparardes antes as armas necessárias, para combater de forma ferrenha os inimigos impostos pelas adversidades da vida.
Quando não mais existirem folhas de papel para traduzir os meus pensamentos, usarei o teu corpo para tatuar os segredos sobre o mundo, escondidos na minha alma.
Paramos no tempo, quando nos deixamos consumir pela vaidade do que não somos e, nos esquecemos de viver em nossa própria realidade.
Quando as sociedades entenderem que os rios não servem só para alavancar a agricultura, acreditemos, nenhuma criança mais irá morrer de sede por falta de água.
Deixamos a honra ser despida pelo orgulho, quando assumimos cargos de destaque e assistimos o povo a morrer de fome, mas, ainda assim, utopicamente, atiçamos a sua esperança num programa de combate à pobreza que parece ser pós-morte.
Quando um político vende o seu carácter em troca da destruição da vida do povo, é porque este nunca teve dignidade.
