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Quando Morremos Sorrimos

Cerca de 153167 frases e pensamentos: Quando Morremos Sorrimos

⁠Era inverno quando Laska chegou. Ao contrário do que esperava, não me colocou no colo, não me aqueceu muito menos tirou aquela agonia familiar do meu peito.
Chegou não sei se altivo ou nervoso, só sei que tirou tudo do lugar. Tirou todos os móveis do canto da sala, jogou minhas gavetas no chão, esvaziou meus armários, jogou as roupas na cama. Nem mesmo meu lugar secreto de bugigangas escapou daquele ataque estranho. Tirou as cortinas das janelas, bagunçou a cozinha. Eu olhava aquilo tudo primeiramente estática, sem entender. Depois, nervosa, pulei em seu pescoço tentado frear aquela disseminação da desordem, em vão. Ele continuou sua missão que durou pouco mais de uma hora.
A noite estava fria, ventava e caia uma chuva fina e triste e eu assistia desolada e derrotada aquele espetáculo da porta, sentada no chão, onde eu estava. Quando ele se deu por satisfeito, virou pra mim e disse: “Pronto, agora arrume.” Confesso que chorei. Era só uma casa, tudo bem, eu sei, mas era a MINHA casa, toda bagunçada, revirada de ponta a cabeça e com aquela imensa nuvem de descrença pairando no ar.
Esfreguei os olhos com as costas das mãos, como fazia quando criança. Olhei pra ele, nos olhos. Nem brigar consegui. Ele saiu pela porta me deixando ali com minha bagunça, com aquela bagunça tão parecida com meu interior. Sentei perto da cama. Não sabia sequer por onde começar, mas comecei. Furiosa, entristecida, descrente, fui pegando primeiramente minhas coisinhas pequenininhas. Encontrei um porta-retrato do 1º ano da faculdade, uma carta do primeiro namorado, uma foto envelhecida do meu saudoso pai, um cartãozinho de um natal antigo em família, e de repente, meu rosto de triste começou ter aquela leveza que a nostalgia das boas lembranças produz.
Encontrei também um tanto bom de recibos de contas antigas, molduras de tempos ruins e mais alguns outros resíduos de lembranças doloridas. Do guarda-roupas, acabei encontrando várias coisas que não mais deviam estar ali. E assim prossegui minha faxina forçada, encontrando em cada canto alguma coisa que me fazia chorar e sorrir, me livrando de algumas, guardando com ainda mais cuidado outras tantas. A faxina não acabou em um dia. Demorei semanas para colocar tudo em ordem. Creio que nem na última mudança vi tanta bagunça. Laska estava sabe-se lá onde… desde o dia do seu ataque que eu não o via.
Quando terminei a faxina no interior da casa, reinava do lado de fora caixas e caixas de coisas que precisavam ganhar novos donos, novos rumos e também o caminho do lixo. Sai de casa e encontrei novas casas para as coisas que precisavam de novos donos, deixei também um bom montante de caixas no lixo e dei aqueeeele tanto de papel de um passado não tão legal para o cara da reciclagem da esquina. Voltei pra casa leve. Até de sapatos eu havia me desfeito. Cheguei e observei como minha varanda estava linda. Nunca tinha notado o quanto parecia iluminada, limpa. Límpida.
Entrei e aquele ar que gosto de chamar de “esperança” me acolheu e abraçou. Achei tudo mais lindo e espaçoso. Havia me livrado daquela mesa de canto que nunca havia tido serventia alguma além de ocupar espaço. Havia me livrado também da cortina escura e a janela do jardim agora estava aberta deixando o cheiro do finalzinho de inverno entrar. Eu ainda estava ali, enamorada quando ele entrou. Entrou, me deu aquele abraço que só ele sabia dar, envolvendo meus braços, por trás e sussurrou no meu ouvido:”Será que agora você entendeu?”
Eu me virei e fui preenchida por aqueles olhos que me desmontavam por inteiro sem necessitar de palavra alguma e ao invés de raiva, repulsa, eu o abracei. Me joguei nos seus braços, com aquele choro de alívio regado a riso silencioso.
Não sei muito bem quando a ficha caiu, quando entendi. Só sei que foi bem no dia que Laska chegou e tirou tudo do lugar que entendi que amor só é amor quando de alguma forma te tira do ócio do comodismo e te relembra que para coisas boas chegarem é preciso arrumar “espaço”.
Naquele dia, “Laska” entrou de vez na minha vida, e desde então, nunca mais me questionei sobre o que é amor, “Laska” arde todos os dias em meu peito me lembrando que está ali.

Inserida por matt_lopes

As pessoas se tornam mais ignorantes, quando o assunto é religião.

Inserida por danmelga

De que adianta dizer que ama Jesus, quando você nem sequer segue seus ensinamentos?

Inserida por danmelga

Apenas nos preocupamos com nossos defeitos, quando tomamos ciência deles.

Inserida por danmelga

Se nem com a ciência de hoje, podemos provar quando o mundo surgiu; o que dirá que pessoas a milhares de anos atrás, conseguiriam provar seu fim?

Inserida por danmelga

Quando está sozinho, o homem revela seu verdadeiro caráter.

Inserida por danmelga

Quando criticam nossos interesses, nos tornamos ignorantes.

Inserida por danmelga

É muito fácil desistir de alguma coisa, quando você não fez nada por ela...

Inserida por danmelga

É díficil controlar o sentimento, até mesmo quando a razão sabe das consequências.

Inserida por danmelga

Corra atrás do que te faz feliz. Mas quando a sua fonte de felicidade for você mesmo, você não precisará ir à lugar nenhum.

Inserida por danmelga

Nós abdicamos das coisas, quando conseguimos algo aparentemente melhor.

Inserida por danmelga

É muito mais fácil julgar um problema, quando se está isento dele.

Inserida por danmelga

Quando eu não puder mais pensar, o que sobrará de mim serão os meus textos.

Inserida por danmelga

Às vezes só será possível descobrir o caráter real de uma pessoa, quando seu relacionamento com ela der errado.

Inserida por danmelga

Quando nossas atitudes são as mais errôneas, ao contar aos outros, minimizamos ao máximo.

Inserida por danmelga

Sustenta trote de faculdade, mas passa direto quando vê um mendigo na rua.

Inserida por danmelga

Quando uma pessoa não se convence nem com os melhores argumentos, sabemos que estamos lidando com uma mente fechada.

Inserida por danmelga

São POUCOS os que tem a humildade de se desculpar quando estão errados.

Inserida por danmelga

Lutar pelo o que é seu é um direito pleno. O problema é quando as pessoas nos fazem acreditar que temos o direito de lutarmos por elas, quando na verdade elas não são nossas.

Inserida por danmelga

Só há como eliminar todos os sentimentos ruins de si mesmo: saindo de casa. Quando saímos de casa, também saímos de nós mesmos.

Inserida por danmelga