Quando Morremos Sorrimos
A Natureza tem um poder espiritual ímpar; quando em contacto com a mesma, consegue-se contemplar a própria alma.
Outono é quando a Natureza poetifica as suas próprias cores e devagar desnuda as sombras dos arvoredos.
O voo repentino de um olhar consegue atravessar o mundo quando sente a intensa veracidade de nidificar.
Quando estou embrenhado na Natureza, entendo que, só neste lugar: o planeta é constituído pela matéria dos sonhos.
Quando alguns nos seus descomedimentos realçam queixume sob o conforto do mundo, existem os que conseguem com a própria humildade e veracidade sorrir sem mundo.
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
A paz quando se acende é uma luz maior que a do sol. A luminosidade humana é uma claridade de parafina.
É isto que me faz feliz: o meu sonho termina quando adormeço e inicia quando acordo. E isso jamais desagregará de mim.
Quando necessitares de aprender a ser genuinamente hipócrita, procura a sociedade, esta ensina-te com excelência e perfeição.
Quando quero procurar sociedades incorruptíveis, coloco as cidades na algibeira e sigo em direcção à Natureza.
