Quando Morremos Sorrimos
Quando não sabemos para que vivemos, vivemos de qualquer jeito, um dia depois do outro; ficamos contentes porque o dia terminou, porque a noite terminou, e até no sono sou engolido pela maçante questão de saber para que vivi aquele dia e para que vou viver o dia seguinte.
Memórias são o auge da poesia apenas quando são lembranças de felicidade. Quando roçam em feridas sobre as quais cicatrizes se formaram, elas se tornam uma aflição dolorosa.
Você se torna livre quando renuncia a algo que não convêm na vida, e ao se tornar livre a sua responsabilidade aumenta.
Não é por que algumas pessoas mudam quando estão bem de vida.
É por que elas sempre foram mal caráter por que sai do pior para querer se achar melhor.
VOU DAR UM TEMPO
E quando eu chorar
Vou dar um tempo
Um tempo de as lágrimas
Secarem.
Mas se for inverno
E a chuva cair
E as lágrimas não fugirem
A terra vai alagar.
Pode ser que ninguém vê
Porque talvez a terra
Esteja dentro de mim, de você.
Ou que o barro seja nós!
Pode ser que alguém se afogue
Nesse barro da infinitude.
Vou dar um tempo
Quando eu chorar
E pode ser que a terra esteja
A me habitar, ou aí dentro de você.
Se eu não der meu tempo
Vou me afogar.
Saudade só existe, quando a magia do coração e o brilhantismo da alma, foram tocadas pela imensa força do amor.
Quando o amor e a compaixão de um homem vencem sua compulsão para o Egoísmo com os indefesos animais ... ai sim, este homem estará pronto para ser livre e Feliz neste tempo !
Da mesma forma, quando começamos a inventar as regras e as formas de uma sociedade de indivíduos separados e autônomos, logo naquele momento começamos a sonhar com o abraço de comunidades unidas e fraternas.
É engraçado e ao mesmo assustador como a nossa percepção muda em relação às pessoas, quando somos nós que estamos do outro lado. A gente percebe que o outro não faz por nós o que fizemos por ela. A gente percebe que naquela amizade o amigo era só você. É triste no início, mas libertador no final. A gente ver que por várias vezes nadamos em rios rasos, que gastamos a sola dos nossos sapatos em vão andando atrás de quem se quer dar um passo na sua direção. No início dói, pois como eu disse, havia amizade, por mais que só de uma parte, mas é preciso se afastar, o outro se quer vai perceber o que está acontecendo, que você está se afastando, que não liga mais, que não procura mais, até o dia em que precisar de você... aí sim irá perceber que aquele amigo troxa não está mais lá pra ajudá-lo, aí sim vai doer, não pela amizade perdida, mas sim pela falta que aquela ajuda faz.
