Quando Morre Alguém que Amamos

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o apressado morre na areia

Naturalmente as tempestades do mar da vida induzem-nos a fazer grandes petições. Quem não reza morre pecador, quem reza se transforma num grande pescador.

⁠O poeta nasce, vive e morre sozinho!

Um Mestre para a Eternidade.


Morre o Homem; nasce a Lenda.
Minas Gerais amanhece mais silenciosa. A ciência penal brasileira perde uma de suas mais elevadas consciências, e o Direito, órfão, curva-se em reverência. Parte um mestre; permanece um legado. O professor Geraldo Barbosa do Nascimento atravessa agora o limiar do tempo humano para habitar a eternidade dos justos — daqueles que ensinaram não apenas normas, mas valores; não apenas leis, mas humanidade.
Foi no alvorecer da década de 1990, em Teófilo Otoni, quando ingressei na Faculdade de Direito, que tive o privilégio raro de conhecer aquele que se revelou o mais completo professor de Direito Penal que Minas Gerais já produziu. O Dr. Geraldo Barbosa não ensinava códigos: formava consciências. Sua sala de aula era um espaço de reflexão ética, de densidade filosófica e de profundo compromisso social.
Com sabedoria incomum, ensinava a ciência penal brasileira dialogando com o Direito Comparado, trazendo à vida autores clássicos e modernos, como o mestre espanhol Sebastián Soler, e tantos outros que encontravam, em sua voz serena, tradução viva e atual. O “Dr. Geraldinho”, como era carinhosamente chamado, possuía a rara virtude de tornar o complexo compreensível sem jamais empobrecer o conteúdo — sinal inequívoco dos grandes mestres.
Sua atuação profissional foi marcada por ética inabalável, zelo acadêmico e distinção intelectual. Em tempos de superficialidade e pragmatismo raso, o professor Geraldo Barbosa era resistência: acreditava na função civilizatória do Direito Penal, na dignidade da pessoa humana e no papel do jurista como guardião da justiça e da razão.
Hoje, o Direito brasileiro perde uma de suas maiores autoridades. A academia perde um farol. A sociedade perde um intérprete sensível da dor humana. Mas o céu — se houver salas de aula na eternidade — ganha um professor completo, incumbido de ensinar princípios éticos, valores morais e o verdadeiro sentido da justiça.
Aos familiares, amigos, alunos e admiradores, ficam as mais profundas condolências e o abraço solidário diante dessa perda irreparável. Que encontrem conforto na certeza de que o professor Geraldo Barbosa do Nascimento não partiu: foi eternizado na memória jurídica, moral e humana de todos que tiveram o privilégio de aprender com ele.
O mestre se vai.
O legado permanece.
E a ciência penal agradece, em silêncio reverente.

⁠Deus é eterno. O homem foi criado. Não existia. O homem morre. Não é infinito. O homem perante Deus é e será sempre finito. Deus é infinito. O homem tem vida eterna, mas não é eterno no sentido da eternidade de DEUS.

⁠Malandro de verdade, não morre de velhice...

⁠O amor não morre, ele se contenta.

Por amor:
Se mata.
Se morre.
Se afasta.
Se isolamos
Se sofre.
Se enlouquece.
Qual a origem e a função dessa gosma chamada amor?

Saudade é um amor que não morre por ser muito puro e verdadeiro.

Na vida, só ficamos bons mesmo quando estamos no final.
É por isso que elogia-se tanto a quem morre, porque torna-se perfeito. Perfeito quer dizer "feito por completo". Enquanto estamos vivos, estamos nos fazendo e refazendo.
É ruim ver que o ano passou rápido, mas ao mesmo tempo é muito interessante olhar para trás e ver o quanto crescemos, o quanto foi feito e refeito enquanto os ponteiros do relógio giravam.
E assim seguimos, aperfeiçoando até o dia em que seremos chamados de "perfeitos", feitos por completo. É uma pena que esse tipo de elogio sempre seja dado a quem não pode mais ouvir, mas de certa forma, é o trajeto da vida.

⁠A crueldade da vida, não é entender a condição do hoje!!! Mas o pulsar da esperança que nunca morre...

Só é vitima quem não luta.
Quem luta é guerreiro.
Quem morre lutando é herói.

A zona de conforto é confortável aos olhos, mas estéril na essência: nada cresce, apenas morre. Não é zona de vida, é de morte.

Quero viver e esquecer que se morre.
Não viver apenas porque nasci, mas permanecer vivo porque amo ser quem sou.

África Não Se Morre


Em África, não se morre.


Não porque os corpos não tombem. Não porque os cemitérios estejam vazios. Mas porque nunca aceitamos a morte como um fim natural — aceitamos apenas como erro, injustiça ou conspiração.
Entre nós, ninguém morre simplesmente.
Se a doença vence, houve feitiço.
Se o acidente acontece, houve inveja.
Se a idade chega, houve abandono.
Se o coração para durante o sono, houve mistério.
Em África, a morte nunca é destino — é sempre julgamento.
Recusamo-nos a aceitar que a vida tem prazo. Precisamos de culpados porque admitir o destino seria reconhecer a nossa impotência diante do inevitável. Preferimos acusar o vizinho, o médico, o parente, o sistema, o invisível… qualquer coisa, menos o facto de que nascer já é começar a morrer.
Mas e se a morte não for tragédia?
E se for apenas cumprimento?
Acredito que cada existência já carrega consigo o seu ponto final. O dia, a hora, o lugar — traçados num mapa invisível. Pode-se fugir de um país, mudar de continente, esconder-se na tecnologia ou na medicina mais avançada. Se o destino escreveu Moçambique, será Moçambique. Se escreveu doença, será doença. Se escreveu silêncio durante o sono, será silêncio.
A morte não consulta opinião.
Ela não debate cultura.
Ela não negocia crenças.
Talvez o verdadeiro drama não seja morrer, mas aceitar que não temos controlo absoluto sobre o fim. E essa é a ferida do ser humano: queremos ser eternos num corpo que nasceu com data de validade.


Chamamos de feitiço o que não compreendemos.
Chamamos de injustiça o que não controlamos.
Chamamos de culpa aquilo que é condição humana.


Em África, não se morre — porque não permitimos que a morte seja apenas morte. Transformamo-la em tribunal, em mistério, em acusação.


Mas a verdade permanece nua: nascemos e morreremos. E talvez a sabedoria não esteja em procurar culpados, mas em viver com consciência de que cada respiração é provisória.


A morte é um ladrão, sim — mas não porque rouba.
É porque nos lembra que nunca fomos donos de nada.

Não importa se você está longe ou perto, o amor nunca morre, e a saudade também não.

“Poema” Uma doce paixão
O amor nasce de um olhar,vive de sorriso...
Morre de um adeus.
Mas se for o amor verdadeiro,perdura-se eternamente...
Não ah nada que apaga um grande amor.
Nem a distancia...
Nem a ausência nem o tempo.
Tudo permanece como no primeiro encontro...
O primeiro olhar,o primeiro beijo.
O amor verdadeiro adormece,
e acorda regrado com gotas do suave perfume das flores nas tarde de primavera.
Sentir o doce gosto da paixão, mais inocente...
Deixando a alma transparente no aconchego suave de um grande amor.
O amor verdadeiro é como sentir o vento tocar o rosto...
Suavemente como sopra a copa das paineiras...
E suas plumas caem ao solo e logo germina trazendo a tona nova...
Vida a natureza.
Assim é o amor verdadeiro...
Natural puro e eterno.
O amor verdadeiro...
É como a fênix..
Renasce a cada segundo...
Com louco desejo de amar.
Um grande amor euma doce paixão entre dois corações.
Suspirando no mesmo caminho.
La no alto da serra...
Deitado sobre a terra, vamos morrer...
Bem juntinhos.

A FOME QUE NÃO É DE PÃO

Tem gente que morre de fome
Tendo o pão sobre a mesa.
Tem gente que adoece
Antes de qualquer tristeza.

Tem gente que envelhece
Sem ter vivido a beleza,
E carrega nas costas
O peso da própria leveza.

Tem gente que tem medo de fazer,
De pular, de cair, de tentar,
E passa a vida inteira
Apenas a observar.

Tem gente que vive no lusco-fusco
Em pleno sol de verão,
Com os olhos vendados
E a alma em escuridão.

Tem gente que nunca vê saída,
Nem quando a porta está aberta,
E prefere a cela conhecida
À liberdade incerta.

Tem gente que anda nu
Mesmo vestido de cetim,
Porque a nudez da alma
É a que mais assusta em si.

Tem gente que morre antes de viver,
Respira sem inspirar,
São estátuas de sal que se esqueceram
De como se deve andar.

Tem gente que ouve sem escutar,
Que olha sem enxergar,
Que fala sem dizer nada,
Que abraça sem apertar.

Tem gente que guarda o sorriso
Pra um dia que nunca virá,
E guarda tanto a alegria
Que a alegria definha no ar.

E seguem, cegos e mudos,
Cada um no seu lugar,
Esperando que um dia a vida
Os aprenda a despertar.

Mas o tempo passa em vão
Sobre os ombros de quem parou,
E a morte, paciente, espera
Por quem nunca começou.

Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.

A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.

A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.

Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.

Sonhar é preciso.
Aquele que não é capaz de sonhar morre a cada dia um pouco!