Quando menos Esperava Voce Aparece
Não se impressionem quando os falsos mestres usarem a Bíblia! O próprio inferno conhece as Escrituras. O diabo não cita a Palavra para iluminar a sua mente; ele a cita para arrastar a sua alma para a condenação eterna através do engano!
O verdadeiro conhecimento de Deus nunca é apenas intelectual; a teologia mais profunda nasce quando a erudição da mente se dobra diante da majestade divina no altar do coração, pois só conhecemos verdadeiramente a Deus quando o adoramos de joelhos.
Quando a alma conforma seu querer ao divino beneplácito, a realidade terrena frutifica aquilo que o Céu, em sua graça, já providenciou.
A ruína de Eva não aconteceu quando o fruto foi tocado; o processo da queda iniciou-se quando ela cedeu espaço ao diálogo com quem questionava a Palavra de Deus. Aprenda a reconhecer o perigo das conversas que minam sua fé e corte-as pela raiz, antes que o questionamento sutil se torne uma ruína absoluta.
O crescimento espiritual raramente acontece na comodidade. Quando Deus nos convida a expandir nossas fronteiras, Ele permite que nossas estruturas atuais sejam abaladas para que não fiquemos estagnados. Se hoje você sente o peso do desconforto, receba isso com paz — pode ser a graça divina sussurrando ao seu coração que é tempo de avançar para um novo propósito.
Quando Deus promove a maturidade espiritual, Ele não apenas preserva a nossa estrutura; Ele transforma o nosso status quo. O desconforto providencial não indica que a graça se encerrou, mas que ela está nos impulsionando para um novo tempo.
“a vontade do homem tem seu lugar próprio na questão da salvação [...]. Quando um homem recebe a Graça Divina de Cristo, ele não a recebe contra a sua vontade [...]. Nem mais uma vez, note bem, é a vontade tirada. Deus não vem e converte um agente livre inteligente em uma máquina”.
C. H. Spurgeon, "God's Will and Man’s Will", n. 442 (Newington: Metropolitan Tabernacle; 30 de março de 1862)
Num país, a cultura multiplica-se ao somar-se. A cultura divide quando se impõe, mas multiplica-se quando se soma.
Diminuir-se diante do abismo é um erro. O tamanho de África só se descobre quando ela pensa a uma só voz.
O Tatu Comedor de Defuntos
Eu tinha uns doze anos quando fui morar com minha irmã e meu cunhado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Tinha uma sede bonita, daquelas que impressionam qualquer menino do interior, mas não havia energia elétrica. Quando a noite chegava, a escuridão tomava conta de tudo.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como sabia que eu tinha medo de fantasmas, inventava uma história diferente a cada noite.
Na fazenda havia um cemitério muito antigo. Segundo ele, era da época da Guerra do Paraguai. Sempre que passávamos por perto, surgia uma nova história de assombração.
Apesar disso, eu preferia ficar perto dele do que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto.
Numa noite, resolveu sair para caçar nas proximidades do velho cemitério. Antes de sairmos, contou mais uma de suas histórias.
Disse que naquele cemitério vivia um tatu gigante que havia comido todos os defuntos enterrados ali. Depois de se acostumar com carne humana, passou a procurar gente viva.
— Deu moleza, o tatuzão traça mesmo! — garantiu ele.
Mesmo assustado, escolhi acompanhá-lo. Entre ficar sozinho na sede e sair para caçar, achei que a segunda opção era menos perigosa.
No caminho passamos perto do cemitério. Era possível ver os túmulos no escuro. Dali até o local da caça, rezei todas as orações que conhecia e inventei mais algumas. Proteção nunca é demais.
Chegamos a uma árvore onde ele havia construído um girau, uma espécie de plataforma entre os galhos. Subimos e ficamos esperando algum bicho aparecer.
As horas foram passando. Encostei-me num galho e acabei pegando no sono.
Foi então que aconteceu.
Comecei a ouvir uma voz estranha me chamando. Como ainda estava meio dormindo, parecia vir de muito longe.
Era uma voz chorosa, vindo da direção do cemitério.
Assustado e confuso, procurei meu cunhado ao meu lado.
Nada.
Ele havia desaparecido.
A voz chamou meu nome outra vez. Dessa vez veio acompanhada de grunhidos estranhos, parecidos com os de um animal.
Na mesma hora tive certeza:
Era o tatu comedor de gente.
Como desci daquela árvore eu não sei explicar. Só sei que, em questão de segundos, eu estava dentro do jipe. O veículo havia ficado estacionado bem distante por causa do cheiro da gasolina, que poderia espantar a caça.
Até hoje desconfio que naquela noite eu voei.
Mas o pior ainda estava por vir.
De repente ouvi novamente o grito.
Agora bem ao meu lado.
Quase morri de susto.
Era meu cunhado.
Ele ria tanto que mal conseguia falar.
Na volta para a sede da fazenda, ainda havia várias porteiras de arame pelo caminho. Em cada uma delas eu precisava descer para abrir e fechar a passagem.
E toda vez acontecia a mesma coisa.
Ele me deixava para trás no escuro e saía gritando:
— Corre, que o tatu está vindo!
Eu nunca vi o tal tatu.
Mas tenho certeza de que naquela noite ele correu atrás de mim mais do que qualquer bicho daquela fazenda.
Quando o cidadão engana o Estado, isso é considerado crime. Quando o Estado engana o cidadão, isso é chamado de política. Eis a curiosa moral dos poderes constituídos: o que é delito quando praticado pelo indivíduo torna-se virtude estratégica quando praticado por quem detém o poder.
Quando nasci, minha mãe disse que pensou que eu fosse um menino. Meu pai reclamava de ter fêmeas em casa. Passei a vida tentando provar que eu não fui um erro.
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