Quando mais Precisei de Ti
SIMPLESMENTE EU.
Quando a emoção toma conta não dá pra segurar, as palavras vêm com força tamanha, estranha, incontroláveis. Neste momento uma avalanche de frases interrogativas, imperativas, exclamativas e conclusivas formam um turbilhão em minha mente e o caminho mais certo é falar. Não há princípios para o certo, incerto, coberto, descoberto e no brilho dos teus olhos busco respostas, justificativas e o que vale é jogo aberto.
Quando alguém para de reclamar, pode ser que o problema não tenha sido resolvido. Ela apenas desistiu.
Senhor,
lembrei-me de momentos dolorosos,
por amizades e também por amor.
Quando eu achava que tudo havia acabado pra mim,
Tu aparecias, e mesmo sem estar visível, eu via
como era presente a Tua presença.
Tua mão, Teu toque, são tão reais,
e Tua voz, tão audível.
Com a mão, me seguraste,
e com a voz, me acalentaste, dizendo:
“Filha, Eu estou aqui, e vou te ajudar.”
Mas admito, a dor era tão grande que eu mal Te escutava.
Minha alma gritava,
e mesmo com meu corpo querendo reagir,
Tu me seguraste.
Mais uma vez, Tua mão me amparou
e me impediu daquilo que só o Senhor sabe.
Tu me enxergaste no meu pior momento
e ainda assim me amas.
Não tem como não questionar o porquê
simplesmente: por quê?
“Por quê?” - dizes: “Ah, se tu soubesses como te vejo…”
Queria ver-me como Tu me vês,
porque tudo o que eu vejo é escória.
Mas Tu, me tratas como uma pedra preciosa.
Por isso, sei
não importa o quanto eu entregue minha vida a Ti
nunca serei merecedora de tamanho amor
de tanto cuidado
e de Ti nunca serei merecedora, meu Deus.
E no fim, Tu entregas a mim
o Teu amor e a Tua confiança.
Como podes ser tão bom
tão bom assim pra mim?
Por: Gabrielle Torok
Ninguém O anunciou ao meu ouvido,
mas quando Ele falou,
minha alma reconheceu lar em Sua voz.
Não precisei de sinais,
nem de provas.
A eternidade tocou meu espírito
e eu soube:
era Ele.
Quando me afastei,
não foi por causa d’Ele…
mas foi d'Ele...
No dia do reencontro,
nenhuma mão humana me trouxe de volta.
Bastou abrir as portas da casa
e as janelas do coração.
Ele entrou como quem sempre pertenceu,
olhou para mim
e perguntou com doçura:
“Há espaço para Eu ficar?”
Em um suspiro,
o mesmo da primeira vez,
respondi com tudo o que sou:
“Tu és meu primeiro amor.
Aqui não há reservas,
nem territórios fechados.
Tudo é Teu.
Não precisava nem perguntar.
Senti a Tua falta, Pai.”
E ali,
onde antes houve distância,
Deus fez morada.
Não foi apenas um retorno…
foi um alinhamento.
Não foi só reencontro…
foi restauração de uma aliança perdida.
Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele
Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.
Diane Leite
A honra acompanha quem não esquece suas origens e escolhe a humildade mesmo quando poderia escolher o orgulho.
Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo
Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.
Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.
Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.
Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.
Fiquei parado. Não consegui seguir andando.
Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?
Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.
Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.
Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.
A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.
E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.
Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?
Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.
E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?
Ysrael Soler
Precisamos parar de querer que as coisas sejam sempre do nosso jeito ... Pois quando paramos de querer que tudo seja do nosso jeito aí sim conseguimos ver que o que realmente temos não é tão ruim como se imaginava... Mas o ruim é o modo que quero ver as coisas, naquele momento, e não como realmente são.
Há dores que apertam o peito e fazem acreditar que a luz se apagou.
Mas quando o coração se abre, o sol nasce de dentro, e a vida floresce outra vez.
As mãos que nos levantam, visíveis ou invisíveis, lembram: nunca caminhamos sozinhos.
O Amor nos sustenta, transforma a dor em força e devolve o brilho da alma.
Respira… a luz já está em você e sempre esteve ❤️
Quando terceirizamos nossa conexão com o Divino, entregamos a chave do sagrado ao controle de pessoas ou estruturas que muitas vezes não conhecem a Deus, ou que buscam nos aprisionar por meio da fé, sustentando a ideia de que só existe uma “casa de Deus”.
Mas o sagrado não cabe em paredes. Não se limite a uma única “casa”, busque aquela que te liberta, que não te prende em culpas ou dogmas. A verdadeira conexão não exige intermediários: ela já existe, pulsando em você desde sempre. São as crenças impostas que tentam nos convencer de que somos pecadores, de que precisamos evoluir para merecer, mas isso é ilusão
Nossa essência é divina, fragmento vivo do Todo. Não viemos à Terra para “pagar erros” ou provar valor, mas para experimentar a criação que nós mesmos tecemos. Você está em mim, eu em você, e todos somos UM
Quando você estiver um pouco perdido, em um lugar que ainda não sente seu. Quando seu único refúgio é roubado, você é abandonado por todos, (família, amigos, até um amor), e a solidão parece insuportável. Mas então, você sumiu prá todos, a profissão que você construiu com esforço torna-se seu renascimento. Enquanto ninguém via o quanto você batalhou, seu trabalho falou por você. Longe de casa, sozinho, você se reencontrou. Por isso, Chore em silêncio, depois trabalhe. Não perca tempo discutindo, apenas trabalhe. Não espere nada de ninguém, foque no seu trabalho. Surpreenda a si mesmo com sua própria força – trabalhe. Enquanto outros falam, você constrói. No silêncio do seu esforço, nasce a sua vitória. Trabalhe. E não se esqueça...
D'us é bom!
Alexandre Sefardi
Às vezes dá aquela vontade de namorar! Quando ela estiver pra baixo, animar. Fazer ela rir...
Se disser que te odeia, é sinal que quer ouvir que é amada. Reparar detalhes: no sorriso torto sem jeito, na cor da unha… Ela adora ficar tímida, mas não deixa não! Provocar uma competição besta ... quem é mais forte, quem beija mais rápido... e no final solta um “te amo”. Ela adora música e um perfume novo. E repito que eu ainda a amo, que fica incrível de rosa. E sinceramente? Toda felicidade do mundo pra quem gosta de namorar. Ser o cara mais feliz só por ver o sorriso dela. Às vezes dá aquela vontade de namorar...
A vida pode ficar sem graça
quando a gente olha para ela de um jeito fechado.
A gente fica entediado quando perde a capacidade
de se admirar com as coisas mais simples.
Para conseguir viver com um pouco de paz no coração,
a gente precisa conseguir rir.
Precisa ter esperança.
Precisa do amor das pessoas queridas.
Precisa saber enxergar a vida de um jeito novo.
E usar bastante a criatividade.
Quando você encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga te acompanhar. E quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa.
Quando você é arrogante demais e acha que está sempre certo, é como se uma parede fosse erguida ao seu redor. Você para de escutar os outros e fica preso nas suas próprias ideias. Acha que sabe tudo e que não precisa de ninguém.
Mas a verdade é essa: quanto mais você se fecha, mais longe fica da resposta certa. Ninguém cresce sozinho. A humildade não é fraqueza – é a sabedoria de quem entende que sempre há algo novo para aprender.
O orgulho excessivo cega. A vida tem um jeito de nos lembrar que, por mais que a gente pense que voa alto, sempre podemos cair. A verdadeira força está em saber que não temos todas as respostas.
Cuidado com excesso...
Mesmo que seja às vezes...
...coisa de gente!
Quando um "olá" é respondido com grosseria ou arrogância, a vontade de revidar é grande. Mas é aí que a frase de Nietzsche, "O que não me mata me fortalece", faz sentido.
Essas situações difíceis não devem acabar com você. Pense nelas como um treino para a sua força interior. Cada desentendimento que você supera sem perder a calma torna você mais resistente.
Você não manda nas ações dos outros, mas comanda a sua própria reação. Escolher não se abalar com a negatividade alheia já é uma grande vitória. Transforme o que machuca em aprendizado e fique mais forte a cada dia. A vida nos testa assim, e você está ficando mais resistente a cada prova.
Quando a saudade dói e fica martelando na gente como uma mágoa que não passa, a melhor saída é enfrentá-la de frente. Reservar um tempo para pensar, colocar os sentimentos no papel, desabafar com alguém, ou simplesmente chorar, pode ser o jeito de se livrar dela e se sentir livre de novo.
Se está causando uma angústia que não vai embora, enfrente-a. Refletir, escrever, conversar ou chorar podem ser a chave para superar esse sentimento e encontrar alívio.
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