Quando as Pessoas Deixa de Amar assim

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o silêncio não resolve nada,
só deixa feridas abertas em quem ama de verdade.

A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.

"Apoiar a ambição alheia é um ato de generosidade com o futuro. Quem ajuda a subir deixa sua marca na história do outro."

“Minhas pernas pedem calma, cansadas de sustentar.. Mas é a alma teimosa que não me deixa parar.”

"O valor de uma vida não se mede pelo que ela acumula, mas pelo impacto que deixa na vida de outras pessoas."

"Toda família deixa um legado. Nem sempre em objetos. Quase sempre em sentimentos."

⁠A saudade é como uma velha amiga, que volta e meia vem nos visitar, mas sempre deixa um gosto de "fica mais um pouco?".

ADEUS

Não diga "adeus"
pois é dor que se deixa no peito.
O adeus vai além dos limites
retirante dos acordes futuros.
A distância sem esperanças
no ventre da mente perdida e vazia.
Entre dissabores, decepções
atravessamos vendavais e desertos!
Não diga "adeus"
para que envergonhado depois
não tenha coragem de retornar.
Mesmo com o coração partido
mesmo pelo mal que assola
sofrimentos vertendo dores e lágrimas
tranquilize-se com o passar do tempo.
O perdão conserta, clareia, alivia
faz através do esquecimento
diluir as sequelas do "adeus".
Quando pensar em dizer um adeus
raciocine cá entre os seus botões
pois Deus é quem direciona o nosso destino
pois Nele a fé fortalece e remove montanhas.
Para mim Ele nunca virou as costas
e jamais o Senhor me disse um "adeus"!

A embriaguez louca adormece
Deixa o maluco beleza sem prece
No primeiro gole ele vira leão
Bravo demais, um valentão!

Quem bebe se acha o tal
Não vê tamanho o mal
Vira comédia real
Ri e pula como macaco.

O tempo envia suas dores
Nos limites dos sofrimentos
Perdem-se em ruas de tremores.

O etílico não sente sabores
Sua voz sem argumento
Tropeça e cai no vazio dos horrores.

A quietude do silêncio , acalma e eleva nossa alma, nos deixa plenos e sem ressalva , e ,a vida fica assim mais calma !
João Batista Barbosa

ASSIM OU ASSADO

Se não for assim vai ser assado
Deixa pensar que tudo é passado
Se eu não for assim amado
Vou cair fora pra outro lado
Quantas vezes falei do meu amor
E você só fala decepção e dor
Causada por quem nunca te amou
E não enxerga que tudo passou
Mas a sua memória que travou
Na linha que não quer desprender
Para uma nova história viver
Se for assim de jeito sem jeito
Vou sair sangrando meu peito
Porém a dormir no meu leito
Mesmo chorando sei que vai passar
Vou contar pra Deus meu sofrimento
E sei que Ele vai entender meu lamento
Se for assim ou mesmo assado
Se por assim ou por acaso
Eu seja pra você só mais um caso
Mas que nos laços que o destino traçou
Ainda vou te mandar lindas flores
Dizer que mesmo em pranto e dores
Vou vivendo de um jeito meio louco
De amar você sem ser amado
E nas trilhas de sonhar acordado
O brilho do sol pra mim tao intenso
Depois um tempo nublado
E no corrimão dessa estrada
Seguro forte pra seguir em frente
Mesmo que peça em minha mente
Que Deus faça um novo milagre
Enquanto provo deste vinagre
Que pra mim parece tão doce
Já não sinto a tal realidade
Somente um amor de verdade
Mesmo que entre a saudade
Entenda que não é por maldade
Simplesmente é assim ou assado !

João Batista Barbosa
Poesia

Hoje a Lua brilha
Sobre o meu quintal.
A luz do Sol que trilha,
Mas não deixa rastro
Sobre a escuridão.

Eu penso nas noites passadas,
Penso sobre densos nevoeiros,
Flechas atravessadas
Quando os olhos pouco viam.
Do pouco que viram,
Traduziram pouco… ou quase nada.

Um cinzeiro sobre a mesa,
A luz da Light na calçada,
Tantas diferenças,
Tênues relevâncias.

A noite flutuante
Paira sobre a noite enluarada.
Madrugada avança sobre horas de sonhos,
Meu sono acanhado,
Meus olhares, cada vez mais poucos,
Traduzindo a cada noite
Muito mais do que enxergam —
Pouco ou quase nada.

O silêncio da noite
Chega a ser maior, mais denso
E mais abrangente que a própria noite.
Até que sobre pouco:
Muita luz, muita neblina, silêncio demais.

Paz por sobre a rua,
Luz do poste, que,
Goste ou não goste, não passa da esquina.
Meus olhares cansados também não.

Edson Ricardo Paiva

O ENIGMA DA VIDA.
A vida, quando interrogada com rigor, não se deixa aprisionar por uma única lente. Ela exige do espírito humano uma travessia entre campos diversos do saber, como se cada disciplina fosse apenas um fragmento de uma verdade maior, ainda velada. Assim, ergue-se este exame como uma conferência de múltiplas vozes, que se entrelaçam até culminarem na síntese consoladora da visão espírita.
Sob a ótica positivista, a vida é observada como fenômeno verificável, circunscrito ao domínio da experiência sensível. O ser humano, reduzido à soma de funções orgânicas, é compreendido como produto de leis naturais imutáveis. Não há mistério, apenas mecanismos. O nascimento e a morte tornam-se eventos biológicos, delimitados por causalidades físicas. Contudo, tal perspectiva, embora meticulosamente ordenada, carece de resposta para as inquietações mais profundas do ser, aquelas que não se medem, mas se sentem.
O materialismo avança ainda mais na redução. Para ele, a consciência não passa de secreção cerebral. Amar, sofrer, sonhar, tudo se dissolve em reações químicas. A vida perde sua transcendência e se torna um episódio efêmero no vasto teatro do acaso. Mas aqui surge uma fissura. Se tudo é matéria, por que o homem aspira ao infinito. Por que chora diante da morte e busca eternizar o que sabe ser transitório.
O musicista, ao contrário, percebe a vida como harmonia. Para ele, existir é vibrar em frequências invisíveis, é compor-se com o ritmo universal. Cada emoção é uma nota, cada experiência uma melodia. A dor, longe de ser um erro, torna-se dissonância necessária para a beleza do conjunto. A vida, então, não é apenas vivida, mas interpretada.
O poetista eleva essa percepção ao campo da linguagem simbólica. A vida torna-se metáfora. Um jardim que floresce e murcha. Um crepúsculo que anuncia tanto o fim quanto o recomeço. O poeta não explica a vida, ele a revela em sua dimensão sensível. Ele intui aquilo que a razão ainda não alcançou.
O romancista, por sua vez, vê a vida como narrativa. Cada indivíduo é personagem de uma trama complexa, onde escolhas, conflitos e redenções se entrelaçam. Não há existência sem enredo, nem sofrimento sem propósito dramático. A vida ganha sentido quando compreendida como história em construção.
O astrônomo ergue os olhos ao céu e contempla a vastidão. Diante das galáxias, a vida humana parece ínfima. Contudo, é justamente essa pequenez que desperta o assombro. Como pode um ser tão diminuto conter em si a capacidade de compreender o cosmos. A vida, nesse olhar, é um ponto de consciência no infinito.
O cientista, fiel ao método, investiga os processos da vida com precisão. Descobre estruturas, decifra códigos, manipula elementos. Mas, ao final de cada descoberta, encontra uma nova pergunta. A vida revela-se inesgotável, como se sempre escapasse ao domínio completo da razão.
O filósofo mergulha no problema do ser. Pergunta-se não apenas o que é a vida, mas por que ela é. Reflete sobre sua finalidade, sua origem, sua essência. A vida torna-se problema ontológico, exigindo não apenas respostas, mas compreensão profunda.
O psicólogo, atento à interioridade, investiga os movimentos da alma humana. Observa conflitos, desejos, traumas, aspirações. Percebe que a vida não é apenas externa, mas profundamente interna. O verdadeiro drama humano ocorre no silêncio do espírito.
Mesmo os transgressores das leis sociais oferecem uma perspectiva. Ao romperem normas, revelam tensões ocultas da sociedade. Sua existência, ainda que desviada, denuncia imperfeições coletivas. A vida, aqui, surge como campo de luta entre ordem e liberdade.
Todas essas visões, embora distintas, apontam para uma incompletude. Cada uma toca uma dimensão da vida, mas nenhuma a esgota. É nesse ponto que se impõe a necessidade de uma síntese mais ampla, que não negue a razão, mas a transcenda.
É então que se ergue a luz da doutrina espírita, codificada por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos. Ali, a vida deixa de ser enigma insolúvel e passa a ser compreendida como expressão de uma realidade espiritual mais vasta.
Na questão 132, encontra-se uma das respostas mais esclarecedoras. Pergunta-se qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos. A resposta é categórica. Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação. Para outros, missão. Em todos os casos, é prova.
Na questão 134, define-se o que é a alma. Um Espírito encarnado. Assim, a vida não é criação da matéria, mas manifestação do Espírito através dela. A matéria torna-se instrumento, não causa.
Na questão 115, afirma-se que os Espíritos foram criados simples e ignorantes, destinados a progredir. A vida, portanto, é caminho evolutivo, não episódio isolado.
Na questão 166, aborda-se a pluralidade das existências. A alma reencarna tantas vezes quantas forem necessárias para seu aperfeiçoamento. A vida atual é apenas um capítulo de uma longa jornada.
Na questão 919, recomenda-se o autoconhecimento como meio de progresso moral. A vida, então, adquire sentido ético. Não basta existir, é preciso transformar-se.
Essas respostas, quando analisadas em conjunto, oferecem uma visão profundamente consoladora. A vida não é acaso, nem castigo sem sentido. Ela é oportunidade. Cada dor carrega um propósito. Cada encontro, uma lição. Cada existência, um degrau na ascensão do Espírito.
A Boa Nova, ensinada pelo Cristo, ressurge aqui como essência dessa compreensão. A vida é amor em movimento. Não se limita ao instante presente, mas se projeta na eternidade do progresso espiritual. Viver bem não é acumular bens, mas cultivar virtudes. Não é dominar o outro, mas compreender-se.
E assim, ao final desta reflexão, o enigma da vida já não se apresenta como abismo, mas como convite.
A vida é escola, é caminho, é reencontro. É lágrima que purifica e esperança que renasce. É silêncio que ensina e voz que consola. É dor que lapida e amor que redime.
E quando o coração humano, cansado de buscar respostas fragmentadas, encontra essa verdade, algo se transforma em seu íntimo.
Já não teme a morte, pois compreende a continuidade. Já não se desespera diante da dor, pois reconhece sua função. Já não se perde no vazio, pois descobre que jamais esteve só.
A vida, afinal, não é um enigma para ser resolvido, mas uma realidade para ser vivida com consciência, dignidade e amor.
E naquele instante em que a alma compreende isso, mesmo em meio às lágrimas, ela sorri, porque enfim percebe que viver é participar de uma obra divina, onde cada sofrimento é semente, cada gesto é eternidade em construção, e cada ser é chamado a tornar-se luz.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

" Aquele que transforma o sofrimento em disciplina moral deixa de ser prisioneiro da dor e torna-se artífice da própria ascensão. "

“O verdadeiro progresso humano começa quando a inteligência deixa de negar a transcendência.”

" Ao despertar e desejar oferecer alegria a alguém, o indivíduo deixa de existir apenas para si mesmo e passa a participar conscientemente da vida coletiva. "

Cada beijo que você deixa no meu rosto é como um carimbo de amor,
lembrando-me, a todo
instante, da sorte que tenho em te ter.

A insegurança deixa o ser humano fragilizado com a sensação de impotência e menosprezo.

"A morte não é o fim da história, mas o momento em que ela deixa de ser escrita por nós para ser lida por todos os que nos amaram."

"O amor só é quando deixa de exigir e começa a oferecer."