Quando as Pessoas Deixa de Amar assim

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Engatinhando...




Foi engatinhando que eu aprendi a amar.


Descobrir o poder transformador desse sentimento me apresentou novas perspectivas sobre a vida, sobre o mundo.


A momentos sobre o inicio dos acontecimentos que são totalmente velozes e vorazes e vão desde os instantes do engano, passam pelo breu das adivinhações e permeiam até os acolhedores conchavos da segurança, tipo aquele abraço quente no meio do inverno congelante.


Quando a vida começa a contar as suas próprias historias de amor , ela encontra uma criança vivendo seu melhor momento no espaço/tempo de cada brincadeira oferecida por esse tão sensível aprendizado.

Recomece!


Você pecou quando quis brincar de me amar ou me perder,


Agora tente se teletransportar para o dia do nosso primeiro encontro e recomece, ai talvez os seus delírios consigam esquecer que você existiu um dia.

Fácil querer amor, difícil amar.
Fácil falar, difícil agir.
Fácil pedir, difícil oferecer.
Fácil julgar, difícil se colocar no lugar.
Fácil ser indiferente, difícil fazer a diferença.
Fácil ouvir, difícil compreender.
Fácil tolerar, difícil transformar.
Fácil derrubar, difícil construir.
Fácil guardar, difícil compartilhar.
Fácil ter, difícil ser.
Fácil estranhar, difícil aceitar.
Fácil imaginar, difícil viver.

Fácil passar pela vida, difícil viver de verdade.

Num mundo dominado pelo ódio, amar é uma declaração de guerra e a paz,
Uma utopia!

Fotografia em 3000

Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam vitória,
E eu canto mais amar.
Ah, eu sei bem é da glória.
Eu fico para a história,
Eles ficam para ganhar.
Senta limpo na estrada,
Molha o pé na calçada,
Meio fio de Ninguém.
E na hora da Pedrada,
outra bruxa. Ah, Coitada.
Liberta e é refém.
Nessa minha geração
Que não conhece nada
Por inteiro
Nunca abre o livro, então,
Diz que ele é
Feiticeiro.
Viver na sombra lenta
Junto aos subestimados
Na verdade, acalenta
Todos os gênios cansados.
A cultura na fogueira,
Brutalmente assassinada
E na fulgura, berradeira,
O povo faz outra piada.
Prepotente, berra um.
Suicida, berram dois.
“Eu sei mais do que o comum”
E pediu feijão com arroz.
Ah, eu sei bem da história
De quem levanta seu cartaz
Faz a arte, ganha escória
Apenas por tentar demais.
“Não levante tanto a voz”,
“Não fale tanto de si”,
Ah, eu tiro bem os pós
E esfrego no que li.
Todos morrem sem flores
E florido é o caixão
Ah, querem mais é dos autores
Do: “calados vencerão”.
Ah, eu sei bem da história,
Eles cantam a vitória
Com meu sol escaldante.
Mas
Quando tudo for memória
Veremos a dedicatória
A quem morreu com
Seu berrante.

(Vanessa Brunt)

"Amar é como estar no miolo de um furacão, uma enorme segurança dentro e uma destruição sem limites fora..."

Nada é mais revolucionário que amar num mundo que lucra com o sofrimento.

Sim, vamos todos morrer e ser esquecidos. Mas entre agora e a morte, podemos amar, criar, lutar, construir. O niilista enxerga só a morte. O humanista enxerga o "entre".

A grande tragédia não é que a vida termine, mas que alguns nunca se permitam amar profundamente enquanto existe.

Amar é um ato de rebeldia contra o vazio, uma afirmação de que importamos uns para os outros.

Amar o virtuoso e o canalha sob a mesma medida não é bondade, é uma injustiça contra a virtude.

Ser conservador é amar o passado tanto que prefere repetir os erros a corrigir o presente.

A humanidade é a única espécie capaz de amar e destruir o que ama, e ainda chamar isso de progresso.

Negar verdades absolutas é fácil; difícil é amar a realidade o suficiente para não mentir sobre ela.

Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.

"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!

Amar ao próximo implica rejeitar o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo. Por isso, amar ao próximo é incompatível com votar na direita.

Se o cristianismo é verdade e devemos amar os inimigos, então julgar e ameaçar os ateus é o mesmo que abraçar o capeta!

Se amar o próximo define o verdadeiro cristianismo, as igrejas atuais não passam do maior esquema de recrutamento para o inferno já inventado! Mas fiquem tranquilos: padres e pastores terão o privilégio da primeira fila, já que passaram a vida enriquecendo através da miséria alheia e vomitando ódio ao próximo!

Talvez o problema seja o conceito de "amor": para o religioso médio, amar parece ser o ato de odiar fervorosamente qualquer um que não se curve ao seu delírio coletivo.