Quando a Gente se Encontrou
Quando encontramos uma forma, a qual podemos ser úteis ao próximo, encontramos também, um significado para as nossas vidas.
Toda decisão exige um sacrifício em detrimento de algo. Quando é imposto a nós o dilema da escolha, alguma coisa você perde em detrimento de outra
Seja discreto quanto à tua vida, quando revelas a tua intimidade, até o mais próximo dos amigos saberá onde te atingir.
Quando o conhecimento e a educação te alcançam, você passa a ter um mundo inteiro de novas oportunidades para ser livre, feliz e saudável.
O conhecimento é doce como o mel, mas seu sabor torna-se ainda mais significativo quando é compartilhado e transmitido de geração em geração.
Quando o amor é verdadeiro, a atração se torna constante, e até as memórias mais distantes ganham um toque adorável.
Quando não lemos as escrituras perdemos a Beleza e quando perdemos a Beleza perdemos o sentido da vida.
A pregação que glorifica a Deus é aquela condensada na Trindade (Pai, Filho e Espírito). Quando tiramos a Trindade do centro da pregação, restará, apenas, “comédia vulgar.”
A verdadeira fidelidade não precisa de plateia:
O religioso é fiel quando está sendo observado e aplaudido.
O cristão é fiel mesmo quando as arquibancadas estão vazias.
Em Cristo Deus realizou todas as coisas de maneira satisfatória e nos provou o quando Ele é confiável.
As três maiores alegrias na vida de um homem são quando ele conhece a mulher da sua vida, quando tem filhos, vindo dessa mulher e quando ele percebe que é amado por todos esses.
Eu escrevi sobre amor a minha vida inteira mas só entendi de fato o que é amor, quando tive um filho.
Ouço a beleza de algumas músicas, o amor nos poemas, leio a sabedoria nos livros, mas quando olho para o mundo me pergunto onde estão a beleza, o amor e a sabedoria... e chego a triste conclusão de que tudo não passa de fantasia!
Quem tem sede de justiça, tem fome de vingança.
Mas e quando a alma carrega no peito um amor que não sabe a quem não amar?
E quando nosso coração desafia loucamente a nossa capacidade de pensar, de enxergar o que nos cerca e de se preservar?
O Amor é cego, a justiça é cega, e a alma vive um desespero na busca pelo seu lugar de paz.
- Por quê eu não me basto? Por que preciso buscar em outro o que falta em mim?
Quantas das minhas aspirações eu não criei com as minhas próprias mãos? Quanto eu construí, e derrubei para construir novamente sozinha? Sem nenhum vislumbre de companhia? Pq não posso preencher meu próprio vazio? Por que me importa tanto ser amada? Por que fui eu amaldiçoada com tanto sentir sem poder gozar da paz de pertencer a algum lugar?
O véu que se rasga para a maioria na fase adulta se rasgou pra mim cedo demais. Me roubaram alguns anos e alguns entendimentos, em troca me deram uma mente dividida entre ascender e se esconder.
Talvez eu já saiba a resposta da questão que nem foi levantada.
Talvez o risco não possa ser do outro se o vôo for seu.
Talvez eu precise aprender a voar com o peso da solidão se eu não quiser arriscar o que eu amo.
Surto
Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.
O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.
E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.
Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.
É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.
É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.
Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.
Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.
O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:
— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?
