Quando a Gente se Encontrou
Paradoxo: quando mais eu penso menos entendo; quando eu mais entendo menos compreendo; e quando eu mais compreendo mais alienado fico e, pasmem, feliz!!
Quando as pessoas se desassociam por opção de caminhos mas, até o epílogo, era um reino do sentimento, do apreço, da consideração e do respeito, escrito ficará no diário de bordo das suas vidas e, assim, jamais será deletado ou esquecido.
Quando você se imagina sensitivo, fazendo uploads e downloads, conexões no e com o amor, está numa furada. Amor é físico em atos, atitudes e convivência ou seja, você não é Wi Fi.
Dor silenciosa, maquiavélica, sorrateira, aliada fiel da tristeza e quando acha que irá dar uma trégua, que o tempo está colaborando para cura, vem a vida, do nada, sem compaixão, mostra uma simples foto e começa tudo de novo. A dor da Perda é implacável.
Quando mais procurava, não encontrava.
Quando finalmente encontro, perco.
Quando definitivamente perco, vem a desesperança.
Quando a desesperança vira escuridão, acende a luz.
Quando a luz acende, o ciclo restabelece e continua, da vida!
Quando na última etapa da existência, constatamos ausentes sonhos, caminhos e soluções, crer na reencarnação é o grande estímulo.
Baixo astral mesmo para os vitoriosos, que chegaram ao pódio dos veteranos, quando constatam a fadiga de material cerebral: procurar chaves de casa que estão no próprio bolso; a suprema indelicadeza de trocar Vanda por Vânia, Alberto por Roberto e, pior, Joaquim por Alexandre; esquecer o carro no estacionamento do shopping; e a total dependência da agenda do celular. Portanto, destino urgente: geriatria.
Pior quando constata que sua intuição não é mais a mesma. Funciona com uma versão antiga e não consegue se atualizar, pelo tempo de uso e fadiga de material, da sua mente. Mesmo assim, apesar da frustração, não a descarte; aos trancos e barrancos ainda poderá ajudar.
Delegação de felicidade quando, de longe, muito longe, vimos pessoas que tanto gostamos em evento iluminado de alegria e descontração. Pode ser até um eremita isolado no Himalaia mas, moderno, com celular, será contagiado e, como estivesse presente, feliz!
Quando chegamos aqui, uma estrada é colocada à nossa frente e iniciamos a jornada, guiados. Com o tempo, por conta própria, passamos a decidir a direção nas bifurcações que surgem. Sem acidentes que possam antecipar, na aproximação da chegada, já lentos, nos deparamos com várias placas: 'proibido parar', 'proibido estacionar' e, a pior de todas, 'proibido retornar'.
Bobão é pejorativo. Por definição, pessoa tola, ingênua e fácil de enganar. Porém, quando alguém se define como tal, todo cuidado é pouco.
Amor real, sincero, do espírito, dimensão e essência só existe quando não há ‘olho espichado’ ou preocupação com a ‘grana’ do outro. É difícil, raro, como ficar rico jogando no ‘Tigrinho’, mas existe.
Uma noite maldormida pode levar a um mergulho tão profundo da sua existência que, quando o dia amanhece, você se surpreende por estar vivo.
O que é corriqueiro: amor sempre é e sempre será vítima, quando compete com o orçamento, com o ego e a materialidade mundana.
O que é fato: nunca foi amor!
Luz é algo que, quando carregamos nas mãos, além de iluminar aqueles nos cruzam, ilumina a nós também. Todo amor que damos às pessoas recebemos de volta como uma recompensa natural.
Quando andava por este mundão livre, solto e em busca, o mês que mais gostava era junho: pela alegria das festas, pelo aconchego do inverno e pelo céu especialmente belo. Contemplava e confidenciava um pedido de um grande amor. Um dia, me presentearam, a busca acabou. Mas logo levaram a felicidade, virou uma estrela. Hoje, a busca continua como nunca, mas no firmamento, para saber onde a encontrar.
Há um ditado ou adágio popular que diz: “Cada maluco com as suas manias”. O problema é quando o maluco de plantão acha legal te jogar num precipício e, pior, com um bando de outros malucos seguidores batendo palmas.
