Quando a Gente se Encontrou
Quando Deus nos criou, primeiramente Ele estabeleceu em nosso coração a consciência da sua existência e vontade.
Ah, o que acontece quando nos decepcionamos? É como se morressemos por dentro e ninguém se importasse, como cair em um buraco escuro e não haver ninguém para lhe tirar de lá. É simplesmente como levar uma facada no peito: Você sente seu coração explodir, mas tenta se manter forte nos últimos segundos de vida. Você não grita, não pede ajuda, sabe o porquê? Porque seu tempo acabou e você morreu, ninguém viu e ninguém liga.
Eu estava aqui em casa deitado quando me veio um pensamento na mente "Porque temos medo?" então resolvi refletir sobre isso e descobri uma resposta e decidi compartilhar.
O maior medo de todos é a morte e desse medo vem seus derivados (todos os outros medos) se você for pensar todos os medos que você sente se originam do medo da morte.
Teoria do Risco criado
Quando te vi,
Foi encantador demais...
Ainda não te conhecia,
Mas era tudo previsível...
Seu charme estridente,
Seu sorriso indecente,
Seu corpo reverente...
Mostravam que você tinha
Risco inerente!
Quando me envolvi,
Foi tarde demais...
Em você eu me conhecia
Apesar de ser imprevisível...
Seu carinho devido,
Seu beijo exibido,
Seu prazer deferido...
Faziam a gente apresentar
Risco adquirido!
A culpa então foi concorrente,
O grau de culpabilidade era evidente,
Só não sei quem foi a vítima
E quem foi o agente.
E naquela consumação,
Não existia prevenção
Ou contra-indicação.
Era para acontecer
Conforme o nosso dever-ser,
Queríamos que fosse assim
E deveria-ser assim.
Pois quando se ama
Não se dá importância
Ao perigo que está ao nosso lado,
Só depois a gente percebe
A Teoria do Risco criado.
E foi tudo mesmo arriscado,
Mas assumimos os riscos
E os danos causados
Pela periculosidade
Adquirida e inerente,
E fica assim combinado:
Você responde pelo amor procedente
E eu respondo pela felicidade da gente.
Braço do meu violão
Quando estou abraçado ao meu violão,
Deixo a tristeza e a angústia distante,
Sempre dedilhando uma linda canção,
Entre os acordes normais e os dissonantes.
Através das letras escrevemos uma poesia,
E com as suas rimas faremos encaixar,
Com muita habilidade e grande maestria,
Em lindas músicas faremos transformar.
Ao ferir a tua corda lentamente,
E o som de uma bela nota escutar,
Trazendo-nos a alegria permanente,
Como o som de uma orquestra a tocar.
Espalhando a música pelos ares,
De uma forma perfeita e natural,
Sendo ouvida na terra e nos mares,
Transformada em idioma universal.
Muitas interpretadas por vários cantores,
Ao longo de algum tempo muito se viu,
Em vozes diferentes, mas de grandes valores,
Como Gal Costa, Caetano, Raul e Gil.
Grandes vozes que muito nos encantaram,
E que até hoje permanecem em nossos corações,
Muitas por determinação de Deus já se calaram,
Outras continuam ainda nos trazendo emoções.
Tenho na musica uma grande fonte de inspiração,
Mas que tenha uma bela letra e uma boa melodia,
Que seja executada na guitarra, saxofone ou violão,
Ou mesmo nas violas caipira nas rodas de cantoria.
Aprecio a execução de vários instrumentos,
Mas que possa ter um conjunto de harmonia,
Extraindo os mais profundos sentimentos,
Na combinação, músico, instrumento e a melodia.
Podendo ser de cordas, sopro, teclas e percussão,
Mas que possam trazer prazer aos meus ouvidos,
Tirando lagrimas dos olhos e emoção do coração,
Executados por mãos de músicos perfeitos e atrevidos.
Como a guitarra nas mãos do mestre Pepeu,
O grande músico Ringo Starr e sua batera,
Altamiro Carrilho com sua flauta venceu,
E o Sivuca com a sanfona foi pra galera.
Todos fizeram da música uma grande profissão,
Sempre nos proporcionando muita alegria,
Conduzindo-nos ao ápice de grande emoção,
Utilizando o mais alto nível de maestria.
Du’Art 05 /07 /2014
Quando a saudade aparece
O tempo no tempo regressa
A dor no peito feri em prece
Misericórdia, vira promessa
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Amigo é aquela pessoa que quando nos diz um ‘não’, ao invés de querermos argumentar, nós sentimos necessidade de refletir.
Nosso valor.
Não me considero pobre
trabalho desde menino
quando o coração é nobre
não tem medo do destino
pois na luta se descobre
o valor de um nordestino.
SONETO EM SUSPIROS
Quando a saudade aparece
O tempo no tempo regressa
A dor no peito feri em prece
Misericórdia, roga promessa
Toda lágrima chorada, refece
A motivação é o que interessa
Se tristura ou júbilo, houvesse
É nela que a razão se expressa
E sempre se sabe, não esquece
Torna eternidade, na alma fenece
Pois, o vazio dói reto na saudade
E a solidão, pra ausência confessa
Suspiros, uivos, numa tal remessa
Que põe jogada ao léu a serenidade
Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
