Quando a Gente se Encontrou
Vendo gente colocando
o mapa errado da Venezuela,
ainda penso que pode
ser até de propósito
para que o Esequibo
seja apagado da História.
Eu penso em você
que cuida todos os dias
que vem mostrando
o mapa verdadeiro,
e respeita o meu solo brasileiro:
(Vendo que existe gente
insistente em recontar
os fatos de maneira
surreal assumo que tremo).
Contando o quê vem acontecendo
em meus versos latino-americanos
no mundo, no continente e por todo
o Hemisfério: sou eu é que não
deixo cair no esquecimento a injusta
prisão de um General acusado falsamente de instigação a rebelião
e de uma tropa em igual situação.
Para uns pode ser devaneio
o culto a liberdade como miragem
nos meus desertos e silêncios,
Alguém tem que crer no fim
da tempestade neste milênio.
Onde tem muita gente falando alto,
se for para levantar a voz que seja só para cantar. A vida já está bastante estressante para todo mundo
e o cérebro só retém aquilo que nos faz mais leves e receptivos.
Não dá para "forçar" ninguém a pensar como você, e sim dá para se afastar de gente que não pensa como você.
Iraceminha
Pequenos lábios de mel,
sonhos gigantescos
e bem brasileiros,
A tua gente gaúcha
com coragem te ergueu.
Iraceminha querida
e hospitaleira como
ninguém tu bem sabes
ser amável e por esta
nossa Pátria guerreira.
Pequena saída de mel
e com amor inesquecível,
é deste jeito que a sua gente
com constância te devota.
Iraceminha é
na poética do teu Lajeado
que leva o teu nome
é onde até hoje o meu
coração permanece apaixonado.
Região bonita, Maravilha!
És minha estância poética
onde a imigração que honro
inoxidável por tudo o quê
foi, tem sido e assim será:
Minha Iraceminha em tupi,
guarani ou no idioma pátrio,
a minha poesia sempre homenageará.
Uma cultura que não educa afetivamente as pessoas e existe gente que não sabe ouvir o outro com tolerância não é cultura de liberdade.
Jardinópolis poética
Este poema gravado
na tua madeira,
é para exaltar a tua
gente honrada
que sabe trabalhar,
e vive para te amar.
Alimentada pela tua
bravura na agricultura,
Não me canso de amar
a tua gente e este lugar.
A tua bonita História
de colonização italiana,
cabocla, alemã, polonesa
e teu modo de vida
quem te conhece
de perto sempre volta.
Quem te ama nunca
cansa de elogiar
o quê de belo conserva
no coração e na terra.
Querida Jardinópolis poética
tudo o quê tu fostes, és
e para sempre serás na vida:
és fé, razão e orgulho
para quem aqui vive
e para toda a Santa Catarina.
Jaraguá do Sul
Senhor do Vale em tupi-guarani
a tua gente veio de todos
os lugares para erguer
cidade e fazer da terra
o ponto-chave de liberdade
A tua gente veio de longe
o deslocamento foi interno
Da Princesa fostes parte de dote
e de São Francisco do Sul
conseguiu não pertencer mais
Sob os mimos dos rios
Itapocu e Jaraguá cresceu
A tua gente soube empreender
Minha linda Jaraguá do Sul
vale a pena te amar e viver
O Morro Boa Vista me guia
ao destino da Schützenfest
e lembrando de quando
tudo começou neste recanto
bonito do Norte Catarinense
Vou me esquentando no ritmo
das canções das bandinhas
que coloquei no rádio para tocar
até a gente se encontrar
e você me tirar para dançar.
Luís Alves
Meu Paraíso do Vale Verde
erguido por muitas gentes
e a boa gente italiana,
Luís Alves querida,
tens o nome do ilustre
morador e no peito
tu és o meu sublime amor.
Destino da Costa Verde e Mar
para o coração amar,
a tua gente hospitaleira
não canso de adorar.
Luís Alves minha amada
de lábios de cachaça
e doce como mel,
não te troco por outra
cidade porque tu me põe
sempre no coração
e me faz com que eu esteja
a cada dia mais perto do céu.
Tem gente em tempos de guerra dando a vida pela própria bandeira para protegê-la do invasor, e aqui no Brasil em tempos de paz tem gente que acha ruim exibir a nossa bandeira e a usa para agredir os próprios compatriotas. Façamos um exame de consciência urgente.
Major Gercino
Rincão catarinense
erguido formoso por tua
gente luso-brasileira,
italiana, alemã e polonesa,
é para quem visita
um brinde e para quem
habita é um orgulho,
Major Gercino és
o nosso amor profundo.
Tesouro mui radioso
do Vale do Rio Tijucas,
O teu amável povo
tem História de luta
e ternura imensurável
que ergueu esta cidade
acolhedora e adorável.
A Bacia do Rio Tijucas
que as matas beija,
É nos ribeirões Cara,
Nova Garcia e Rio do Alho
que me encontro
pela tua poesia apaixonada.
Sob as bençãos infinitas
do Senhor Bom Jesus,
de primavera toda vestida,
esplendorosa aniversaria
e beijada pela poesia novembrina.
Rodeio Aprecia
A nossa gente de Rodeio
aprecia a Natureza
e é grata ao Bom Deus
por ter toda a beleza
em paz e bem aqui,
Rodeio é a joia da coroa
do Médio Vale do Itajaí.
A nossa gente de Rodeio
aprecia arte, artesanato,
dança, canto e teatro,
e tudo aquilo que faz
o coração quentinho
e põe no rosto o sorriso.
A nossa gente de Rodeio
aprecia a origem trentina
sempre se orgulha e exalta
a herança da sua cultura,
e aplaude toda a poesia
de viver em Santa Catarina.
A celebração de hoje
não é enfeite,
É construção do amor
da gente,
Bem feito, lindo
e perfumado
como o pinho
beijado pelo orvalho
das nossas manhãs.
O amor da gente
sempre se manteve
forte como granito diante
de todas as tempestades,
e permanece incrível;
Celebramos agradecidos
por tudo o quê passamos
e continuamos unidos.
Com o amor é preciso
ter cuidado entre
passos lentos e moderados,
Para manter a gente
sempre enamorados
no passo da nossa vaneira,
e para nada ser maior
do que a poesia campeira.
Chemtrails cruzando
o céu neste anoitecer,
O ar anda pesado
no meio dessa gente
que se cala ou fala
com você como
não fosse meritório
de receber o mínimo
de respeito e educação.
Balão espião que
atravessou as fronteiras
da Soberania
_metáfora lúcida,
e sem poesia nenhuma
para o cardápio do dia.
Não estamos em época
de São João,
O trem para a roça
descarrilhou
e ninguém anda fazendo
questão de colocar
de novo no trilho:
O transtorno para muitos
tem sido o objetivo.
O melhor que posso
fazer daqui adiante
nesta estranha vida
é conversar sozinha
ou nas entrelinhas
esperando pelo fim do mundo.
(Não consigo viver de mentiras).
A animação da gente
no bailão dançando
a dança do caranguejo
que não apagou
da lembrança do coração,
A minha saia suspensa
por cada uma das mãos,
As tuas esporas fazendo
parte da percussão,
É a poesia do encontro
se espalhando pelo salão.
Nós na fila entre
gaúchos e prendas,
A poesia da gente
já estava no olhar,
Você parou de repente,
bateu as esporas duas vezes,
Começou a fazer dois
passos para lá e dois para cá,
dançamos a Quero-Mana,
pude captar a sua manha
e a vontade de me namorar.
O Trenzinho vai cruzando
a serra até chegar no mar,
Foi na dança do Pau de Fitas
que a gente começou a namorar.
O Zigue-Zague das fitas
fez a gente se encontrar,
Foi assim que tudo
começou e não vai parar,
Além da altura do mastro,
poesias vou declamar
para quando você chegar.
