Prosa para Crianca
E hoje, dei uma saída e encontrei uma criança, que costuma brincar com os filhos de uma vizinha, e ela me disse:
- Tia, ontem te chamaram de abusada!
Olhei, e falei:
- Liga não! As vezes eu sou abusada mesmo!
Aí ela falou:
- Mas, foi um adulto tia, ah tia eu não aguentei e xinguei!
Hahaha ri a alto e disse:
- Calma!
- Ah tia!
Cheguei em casa rindo e pensando:
- Nossa ser defendida por uma criança, não tem preço!
Hahahaha
Laços de Inocência
Entre as mãos infantis, a inocência
Cuidando de outra criança desprovida
Um século de mãos, em negligência
Que negam amor e segurança à vida
Mas na escuridão, uma luz reluz
A compaixão, como estrelas a brilhar
Aqueles que estendem a mão, a sua luz
Podem nas almas feridas, cura plantar
Assim, na correnteza da existência,
Onde a dor e o amor se entrelaçam,
Encontramos na nossa experiência,
Que é no ato de dar que nos abraçam.
Que o mundo se encha de mãos que doem,
E o amor nasça onde antes havia só poeira,
Pois é na ajuda mútua que floresce o que é ser humano,
Nessa dança de dar e receber, a vida verdadeira.
Luz na Infância
O mundo gira, e na sombra do descaso,
Crianças sofrem, perdidas na tristeza.
Negligência, indiferença, nesse abraço,
Onde a esperança se perde na incerteza.
Oh, Humanidade, que em tua compaixão,
Devolva à infância a alegria e a luz,
Pois cada criança é a nossa redenção,
E nelas reside um futuro que reluz.
Que a luz da esperança em seus olhos brilhe,
E o futuro delas seja cheio de amor.
Neste ato, que a todos inspire,
Cuidar das crianças, eterno louvor.
Que o mundo se una por esse ideal,
Proteger a infância, nosso dever ancestral.
A lenda do arco-íris
Conta a lenda, que no principio moravam apenas crianças e animais no mundo, naquele tempo as cores existiam, mas não estavam nas coisas. Assim, o planeta ficava cada vez mais cinzento e frio e a tristeza tomava conta do lugar.
No pequeno planeta sem cor moravam crianças que sonhavam com o mundo colorido. Elas ouviram falar das cores e conheciam seus nomes, só que não sabiam como colorir seu mundo. Seus nomes eram iguais aos das cores, tamanha era a vontade de ver um dia seu querido planeta todo colorido.
No entanto, morava ali, uma menina chamada Rosa, que era muito sonhadora, pulava e cantarolava o tempo todo afirmando que aquele mundo era colorido. Admirava tudo e conversava com os pássaros, flores e borboletas.
– Que céu maravilhoso, todo azul com esse sol dourado.
– Olá borboleta amarela! Tudo bem? – Como vai linda flor? Que vermelho radiante.
– Oi papagaio Taco, que verde fantástico!
Os outros amiguinhos de Rosa sabiam que as cores existiam, mas as cores não estavam nas coisas. As cores deveriam estar dormindo em algum lugar escondidas. Os pássaros, as borboletas, o céu, o mar, as flores, os peixes, nada para eles tinha cor. Rosa, inconformada, às vezes perdia a paciência e dizia:
– Por que só eu vejo as cores? Ah! Deixa pra lá. – e saía mais uma vez pulando e cantarolando... ♪♫♫♪ Lá la lá lá lá... Lá la lá lá lá lá ♪♫ ♪...Os amigos de Rosa não acreditavam nela, achavam que era tudo mentira, só para provocá-los.Os dias se passaram e Rosa continuava vendo as cores.
– Só o meu planeta tem coor...Lá La la lá á ♪♫♫♪.- provocou.
Verdinho muito zangado gritou:
– Eu em Rosa! Pare já com isso, sua mentirosa!
Azul, que estava por perto levou um grande susto com a atitude de verdinho:
– Que grito é esse? Eu em Verdinho! - e deu gargalhada.
Verdinho achou muito engraçado o susto que Azul levou e começou a dar risadas também repetindo a mesma frase.
– Eu em Azul!
Todas as crianças que estavam por perto começaram a dar gargalhadas repetindo a mesma frase de Verdinho com os nomes dos outros amiguinhos.
– Eu em Amarelo!
– Eu em violeta!
– Eu em Vermelho!
– Eu em Lilás!
E assim por diante. Foi um tal de “Eu em” pra lá e “Eu em" pra cá de todas as cores em meio a muitas risadas que rompiam como pipocas. Foi tão contagiante a corrente que se formou de nome de cores e de gargalhadas, que as cores despertaram e começaram a explodir, espocar sem parar e voltaram para as coisas colorindo todo o planeta sem cor.
- Eureca! Era isso que faltava, a autêntica alegria das crianças! - concluiu Verdinho.
A alegria das crianças fez todas as cores se revelarem... Rosa, vermelho, laranja, amarelo, verde, violeta, preto, branco e mais cores se misturavam e novas cores surgiam.
E tudo ficou colorido! Como puro encanto e magia, os pássaros, as borboletas, o céu, o mar, a floresta, as flores, os animais, a cachoeira, as nuvens...Tudo renasceu!
Rosa olhava espantada para toda aquela festa e disse:
– "Eu em rosa!" De repente, uma faixa colorida desapontou no céu, como se Rosa tivesse dito a palavra mágica. Nunca ninguém havia visto algo tão espetacular. Deram o nome de Arco-íris a esse fenômeno.
- O Arco-íris nasceu da verdadeira alegria das crianças! - disse Rosa feliz.
Com isso, o pequeno planeta passou a se chamar Arco-íris. As crianças que viviam ali descobriram que ser feliz era o que faltava para o mundo ficar colorido e que eles tinham o poder de serem artistas de seu próprio mundo.
– E VOCÊ AÍ! "EU EM ROSA!"
Quem eu sou?! Eu sou aquela eterna criança que brinca de vida de vez em quando para sair um pouco da minha responsabilidade de ser alguém na vida. Tá bom, confesso que sempre brinco, mas é que sinto um bem danado sendo assim, não adianta tentar ser alguém e não se sentir feliz com isso. Temos que fazer aquilo que nos deixa eufóricos, aquilo que faz o coração vibrar de alegria e o corpo sorrir de emoção. A única coisa que eu não costumo brincar é de sentimento, esse eu costumo levar bem à sério. Estou sempre me desculpando, me explicando e dando satisfações da pessoa que sou. Me cobro sempre que cometo um erro para não cometê-lo novamente, mas eu sei que um dia tudo se resolve e a vida trata, bem lá na frente de nos tornar bem melhores do que somos hoje, por mais tristes que sejam os nossos erros durante todo esse tempo.
Sou uma pessoa à moda antiga, que gosta de almoço de domingo com a casa cheia de criança correndo de um lado para o outro, que gosta de tomar banho de chuva, raspar a panela de canjica da vovó, andar de pés no chão, assistir filme comendo brigadeiro e pipoca, enfim gosto de tudo que tenha sabor de infância, pois esta é uma fase em nossas vidas que passa tão rápido e muitas vezes nem aproveitamos tanto quanto deveríamos.
O amor já me deixou noites sem dormir. Já me fez chorar e rir. Já me fez criança de novo. Já me fez velha chata cheia de cuidados e preocupações. O amor já me levou ao céu só com um sorriso. Já me fez sonhar acordada por ter alguém do meu lado. Já me fez levitar com um simples cheiro. O amor já me fez amar mais que a mim mesma. O amor me fez mãe.
Sabe queria te amar profundamente você merece, mas me desculpe eu já não não sou mais criança para ter um amor de infância, não sou mais adolescente portanto já tive a minha primeira paixão, já sou mulher e já sei o que é amar e do amor de adulto só me restou desilusão. Porém posso apenas ser a tua companheira.
Quando criança vivemos naquele parque de diversão. Crescemos inocentes pela razão, e entendendo tudo com a fragilidade do coração. Mas na adolescência vem as vontades de ser notado. Neste ponto é que você precisa ter consciência daquilo que quer. Aponte sua mente e trace sua estrada, pois este é o perigoso, a adolescência, onde você pensa que é dono do mundo, e, na verdade, quando crescer, vai entender que não é dono do mundo, mas filho dele e com muitos irmãos.
Gostaria de ser uma eterna criança, brincar de ciranda, amarelinha, ré de pegar. Ser criança é ter esperança e ficar sempre na confiança. Quando a gente cresce os problemas aparecem, se complicam. Ser gente grande é ter responsabilidade, resolver até problemas da alma, e isso dói, mas com isso a gente cresce.
O poder pode ser inebriante, mas também pode ser ilusório, minha criança. Nunca se esqueça de que a verdade e o amor são tão poderosos quanto qualquer outra fonte de energia. Não fomos feitos para destruir. A natureza nos ensina a resistir, reinventar e recomeçar, mesmo quando as esperanças parecem perdidas
Tenho um bocado de coisas pra aprender, meu coração ainda é criança. Sofro por coisas bobas, me preocupo com o que ninguém vê. O invisível sempre me interessou demais. Aquilo que a gente não consegue tocar, mas que consegue sentir profundamente. E eu sinto tanto, tanto. Me confundo no meio de tantos sentimentos bons, contraditórios, sem nome, sem nexo. Nem sempre sentir esclarece as coisas, não. Muitas vezes o sentir só atrapalha tudo e deixa a gente ainda mais enrolado. Mas que graça a vida teria se não fossem esses gostinhos doces e salgados, alternando, se misturando, lutando entre si? Nenhuma. Por isso, aceito resignada o que me foi destinado. Nasci pra andar sempre de mãos dadas com a minha liberdade e com o amor que me move e me faz sentir cada coisa de forma arrebatadora. E vou viver assim até o último dia da minha vida.
"A separação dos pais, para a criança, é um absurdo. Não é um drama moral, é uma tragédia cósmica. Não é conflito de duas pessoas, é conflito dos elementos constitutivos do universo. O mundo enlouqueceu se os pais se separam. Na mente infantil, a repercussão afetiva e intelectual significa um abalo de todas as fundamentais experiências até então colhidas. É como se a água deixasse de molhar, o sol deixasse de brilhar, a pedra deixasse de ser dura."
Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar. Porque se tem uma coisa que é verdade, é que joelhos ralados saram mais rápido que corações partidos. Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo.
Sabe aquela história em que uma criança fica presa debaixo de um carro e seu pai encontra uma força super humana para levantar o carro e salvar a vida da criança? Eu sempre imaginei se era real. Se alguém com quem eu me importo estivesse machucado ou preso, meus instintos iriam aparecer? Eu saberia o que fazer? Eu levantaria o carro? Pular em frente a uma bala? Eu seria capaz de bater em alguém sem parar? Eu gosto de pensar que sim. Quando alguém que você ama está em perigo físico, encontrar a força que você precisa para salvá-lo é fácil. Mas às vezes a ameaça não é física. Às vezes, é mais fundo, e nesse caso, os instintos não podem te salvar. Nenhuma força super humana, nenhuma descarga de adrenalina. Você não pode sair da batida do carro. Tudo o que você pode fazer é sentar e esperar e desejar que as coisas fossem diferentes.
Sinto-me diferente. Sempre me senti assim. Não sei explicar. Quando criança, eu era excluída da rodinha de amigos ou ficava na reserva. Eu falava de coisas que os outros não gostavam. Eu tinha gostos peculiares. Futebol, música velha, bonecas. Nem todas as crianças querem saber disso. Hoje continuo me sentindo diferente, mas encaro isso positivamente. Martirizei-me muito quando criança, mudei para que me aceitassem, hoje eu tenho orgulho de ser diferente, pensar diferente, agir diferente. Gosto de ser peculiar, pois quando alguém gosta da gente, ela gosta do nosso jeito peculiar e, como é algo estranho, poucos se atrevem a se aproximar.
Lembro-me do tempo em que quando criança, meus problemas se resumiam as brincadeiras no intervalo do colégio. Esse tempo passou, e junto com ele, inúmeros problemas começaram a fazer parte do meu cotidiano. Naquela época, a vontade de crescer era enorme, me tornar adulto e poder fazer tudo aquilo que não era permitido. Hoje, sinto saudades daquela época, e vejo que se tornar adulto, não são as mil maravilhas que plantam em nossa cabeça. Se pudesse, gostaria de ter vivido ao inverso, começasse minha vida como um velho e a terminasse como um bebê. A sabedoria da vida adulta me faria aproveitar muito mais minha infância e saber que, todos os problemas que temos quando jovens, não são nada perto daqueles que enfrentamos ao envelhecer.
Tenho certeza que ser um adolescente é bem difícil. Você tenta deixar para trás a criança que era e começa a imaginar o adulto que quer ser. E descobrimos que o adulto que seremos é bem diferente do que imaginamos. E essa dissonância entre quem você queria ser e quem realmente é pode ser dolorosa.
Quando criança a maioria dos meninos pensam em ser jogador de futebol, pensam em fama, dinheiro, carrões. Eu Já pensava no amor, na minha felicidade, na paz pro mundo, na minha crença. Crianças, sempre tão inocentes, meninos quase homens. Sempre com um sorriso no rosto, e um amor maior que o coração. Coisas simples, coisas que me fizeram ser diferente. Ser homem não significa ter músculos, e sim saber quais são os verdadeiros valores de ser uma pessoa melhor. Não sou perfeito, mas sou o que sempre quis ser.
"É justamente para preservar o que é novo e revolucionário em cada criança que a educação deve ser conservadora. Ela deve proteger a novidade e introduzi-la como uma coisa nova num mundo velho, mundo que, por mais revolucionárias que sejam as suas ações, do ponto de vista da geração seguinte, é sempre demasiado velho e está sempre demasiado próximo da destruição."
