Próprio
"(...)é o seu próprio inimigo. Consome seu próprio corpo em cada sonho desistido, no amor perdido, nas conquistas renunciadas, nos relacionamentos esquecidos.”
Sozinha,
calada,
em meu próprio abismo,
te vi.
Não precisou de toques,
não precisou de sentir.
Quem me dera,
quem me dera te tocar,
sentir seu cheiro entrar em meus pulmões,
sentir teu calor.
A solidão não abraça —
ela te despedaça até destruir.
Corrói a alma,
te cansa até não sobrar nada.
Mas ao te encontrar,
senti que a luz viria.
E agora?
Quem me dera,
quem me dera ouvir sua voz como música,
ver seu sorriso como uma pintura cara…
Se a solidão vencer,
procure sua luz.
Não se afogue na incerteza.
Todos temos nossa luz —
eu sou a sua?
pois você é o meu.
“Que possamos prosperar sem competir nem derrubar ninguém. Que cada um viva o seu próprio tempo, sua vitória e sua cura, e que tudo dê certo para mim e para todos aqueles que são de bem.”
“Que a nossa prosperidade dispense a competição e que cada um honre o seu próprio tempo, sua vitória e sua cura. Que o fluxo do bem alcance a minha vida e a de todos aqueles que caminham com fé a um novo horizonte rumo a um maravilhoso futuro.”
Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras
Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.
"Exatamente. Cada um enxerga o mundo através das lentes do próprio coração. Quem transborda bondade, vê luz no outro; quem carrega amargura, só consegue enxergar sombras. O julgamento alheio fala muito sobre quem julga e absolutamente nada sobre quem é julgado. Sigamos firmes em nossa essência, pois a única aprovação necessária para a verdadeira paz é a nossa própria."
John Rabello de Carvalho
#jrabellodecarvalho
@j.rabello.c_888oficial
O abandono dói porque rompe expectativas, mas também ensina sobre limites, amor-próprio e sobre a natureza impermanente das conexões humanas. Não é vingança nem ressentimento que traz paz; é reconhecimento..
você ainda é inteira, valiosa, mesmo quando alguém decide caminhar por outra trilha.
O desligamento e o encontro consigo próprio
Desligar não é fugir. É parar de sangrar por dentro por coisas que não te escolhem. É cortar o ruído, as expectativas alheias, a necessidade de explicar tudo. Dá medo porque o silêncio não aplaude. Ele só mostra.
No começo, vem o vazio. Normal. Sem plateia, o ego entra em abstinência. Depois, aparece o essencial. Aquilo que sobra quando ninguém pede nada de ti. O corpo desacelera, a mente para de negociar migalhas, e a verdade começa a falar sem maquiagem.
Encontrar-se é um processo nada romântico. Envolve encarar limites, lutos pequenos e grandes, e a constatação incômoda de que nem tudo foi culpa dos outros. Também envolve perceber a própria força, que estava ali o tempo todo, soterrada por ruídos.
O desligamento limpa o terreno. O encontro constrói. Um exige coragem. O outro, honestidade. Quem passa por ambos não volta igual. Volta mais simples. E muito menos disponível para o que não é real.
Quem escolhe com coragem escreve o próprio norte,
quem se banca de verdade não negocia a própria sorte.
Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.
Eu tenho urgência de viver. Urgência de amar. Porque a vida não espera por quem adia o próprio coração.
Se Deus existe e não consegue proteger suas crianças de serem abusadas sexualmente em seu próprio lugar de adoração, então quem ele é?
"Quando você se torna o seu próprio refúgio, a partida dos outros deixa de ser um abismo e passa a ser apenas uma constatação. Se faço falta para alguém, a vida responde no tempo dela. Mas enquanto esse tempo não chega, minha missão é garantir que eu nunca mais faça falta para mim mesmo."
— Ginho Peralta
Para uns, fazer o bem é a âncora que dá sentido à vida; para outros, fazer o mal é o próprio combustível da existência.
Ser uma grande mulher ou um grande homem pressupõe sustentar o próprio caráter até que não exista mais plateia, aplauso ou reconhecimento. Porque a verdadeira grandeza está em permanecer fiel aos seus princípios, mesmo quando não há recompensa alguma por isso.
O pior tipo de gente não é a que sangra.
É a que transforma o próprio sangue em licença para fazer os outros sangrarem.
Toda tragédia merece memória. O Holocausto merece memória. Não para fabricar santos, mas para lembrar do que o homem é capaz quando decide que existe uma raça, uma religião ou um povo que vale menos que ele.
Mas a memória apodrece quando vira escudo.
Quando um crime de ontem passa a ser usado como salvo-conduto para justificar o sofrimento de hoje, a história deixa de ensinar e começa a servir de álibi.
Não existe povo imune à crueldade.
Quem sobreviveu ao horror não recebe, por isso, um certificado de inocência eterna. O poder corrói qualquer bandeira. Corrói qualquer governo. Corrói qualquer fé.
Se alguém grita pela morte de outro povo, pouco importa o idioma, a religião ou a bandeira que carrega. O ódio continua sendo o mesmo animal. Apenas muda de uniforme.
Os mortos não escolhem lados.
São os vivos que escolhem transformar cadáveres em propaganda.
E talvez essa seja a maior obscenidade de todas: usar os fantasmas de ontem para impedir que o mundo enxergue os cadáveres de hoje.
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