Profundo
Os acordes da noite
pela janela entraram
e as estrelas vestiram
o veludo azul profundo
de total amabilidade,
Para aconchegar
o meu sonho de ser
amada de verdade
no descanso noturno,
O plenilúnio gentil
entre as nuvens que
em coreografia sutil
em mãos entregaram
a inspiração divina,
Para que prossiga
e faça valer a pena
cada impressão
de poetisa digital,
No campo terrenal,
há tanta gente ainda
que não encontrou
um sentido para a vida;
E eu por aqui em busca
de um amor para
a além da eternidade,
Ando escrevendo
poemas como
um artista que
pinta lindas paisagens,
Mesmo neste mundo
em esvaziamento
de grã afetividade,
E se tens de fato
um coração repleto
de amorosidade,
irá entender esta inquietação
de quem te aguarda
no meio desta tempestade.
Sagrada Camoruco
que alimenta a todos
desde que mundo é mundo
símbolo do Panamá profundo.
Balançando pela ventania
que até parece dançar
Salsa com cada Camajón
em forma de coração.
Linda Anacahuita camajón
que encanta a atenção
até mesmo quando floresce.
Sob ela quero olhar nos teus olhos
com nossas mãos entrelaçadas
agradecer o amor com uma prece.
Coração é ave em rumo
à Ilha do Xavier,
é de mergulho profundo,
acredite, se puder.
Na beirinha da praia
é atenta para que
ninguém jamais distraia
para quando vier.
Não teme ser quem é:
um santuário oculto
na viração do mundo.
É além do o Atlântico Sul,
é a vida buscando festa
ignorando qualquer promessa.
Feito a Ilha do Macuco
de águas calmas,
Tal qual canto profundo
de ave que toca as almas.
Terra, água e ar por cada
canto a me espalhar,
Não testo e nem desafio
o quê há e não se deve domar.
Dever de ficar no seu lugar,
e se não for para respeitar,
melhor nem mesmo começar.
A tranquilidade que dou
é o quê realmente sou,
e dela na vida jamais me vou.
No silêncio noturno
ilhéu da Ilha do Quiriri
Um olhar profundo
como um banho de estelar
Dos pés a cabeça
a amorosa emergência
A fortuna poética
que não dá para disfarçar
Navegando neste estuário
tenho consagrado
a rota do atemporal rimário
Daquilo que ninguém conta
sobre a Baía do Babitonga
reafirmo o pacto com o tempo.
Meditação é: mergulho profundo no vasto oceano dos pensamentos, trazendo à tona a concórdia dos sentimentos.
Cada vez que perdemos um ente querido, nos voltamos para o mais profundo do nosso interior, e escutamos os gemidos inexplicáveis da nossa alma, em uma classe de dor, que somente o nosso espírito tem o dom de interpretar.
E enquanto as lembranças continuam a escrever as nossas histórias, os que ficamos, viveremos apoiados na esperança, de que algum dia, em algum lugar divino , voltaremos nos encontrar ... Em uma vida incorruptível e eterna.
AMAR MUITO
(Ellen Ketlen Soares Botelho)
Amar um sentimento tão profundo
Que torna o alimento do coração
A cada instante, a cada momento
A iluminação dos meus dias, tardes e noites
O amor chega sem avisar
Não há dia, nem hora e nem lugar
Não há momento marcado
O amor vem e se aloja no coração
O caminhar juntos pela areia da praia
O admirar do nascer e o por do sol
O cair da chuva e nela se molhar
Amar todos os dias
Sabendo que depois poderemos estar juntos
Sem que a despedida se faça presente
Em nosso momento mais escuro
Em meu desespero mais profundo
Você ainda vai se importar?
Você vai estar lá?
Em meus julgamentos e atribulações
Em nossas dúvidas e frustrações
Em minha violência
Em minha turbulência
Por meus medos e confissões
Minha angustia e minha dor
Minha alegria e meu sofrimento
Na promessa de um outro amanhã
Nunca te deixarei partir
Porque você está sempre em meu coração
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. (...)
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Nota: Trechos da crônica "O Medo do Amor" de Martha Medeiros: Link
Cada suspiro meu é um convite para um mergulho profundo no oceano dos meus desejos mais íntimos e ardentes.
