Professor Carlos Drumond de Andrade

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Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.


Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.


Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.


Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.

A vida não avisa quando muda; ela simplesmente vira a página e espera que você aprenda a ler de novo.

Viver é aceitar que nem toda resposta vem clara, mas toda experiência deixa um vestígio.

A vida amadurece quem tem coragem de sentir, não quem foge da dor.

Às vezes, a vida silencia para que você finalmente escute a si mesmo

A vida não se mede pelo tempo que passa, mas pelos instantes que permanecem

A vida não fere por crueldade, fere para revelar quem você é quando nada sobra

Quem perde a própria essência para caber no mundo, acaba vivendo uma vida que não reconhece

Amar é um ato de fé: você se entrega sem garantia de retorno

Mesmo pequena, a abelha sustenta mundos inteiros sem jamais pedir reconhecimento

A abelha ensina que propósito não é barulho, é constância

A abelha trabalha em silêncio, mas seu legado floresce em cores

A doçura do mel nasce do esforço que ninguém vê

A vida faz sentido quando você deixa de perguntar “por quê?” e começa a viver “para quê”

A vida perde o sentido quando você vive para agradar o mundo e se abandona por dentro

Talvez o maior sentido da vida seja transformar sofrimento em consciência

A abelha não compete com a flor; ela coopera, e juntas criam sentido

Meu pai me ofereceu duas ferramentas e um destino em silêncio: a caneta, para quem carrega o peso do pensar; a enxada, para quem sente o peso da terra no corpo.

É preciso amar para se importar, portando não adianta implorar, se não é amor não vale a pena chorar.

Coração incompreendido



O meu ser ninguém entende, meu olhar não compreendem,
Minha voz é um zumbido, vêem a dor no meu sorriso.
Quem me pode entender, minha dor ver o meu ser,
Sinto tanto pouco posso, quero a morte e não a sorte.
Meu falar é zombaria, minha peste contagia,
Muitos olham, de mim fogem, esperando a agonia.
Quão vazia estou agora, me socorram, por favor,
Não sou nada sem carinho, não sou nada sem amor.
Quero tanto ser feliz, ver a vida colorida,
Pintar os sete, ver o outono, sentir a brisa do inverno.
Ninguém pode me entender, falo grito, me esforço,
Mas quem pode me escutar, quem me pode acalentar?
Sou apenas um humano, desfaleço de atenção,
Sufocada, sem carinho, sem amor no coração.
Caso fosse um ser pacato, poucos me vêem de fato,
Pouco faz do meu querer, muito riem desta dor,
Porque sofro o mal do amor.
Este eu que é meu em prantos, só reflete a esperança,
De encontrar nalguma esquina, o olhar de uma criança.
Assim espero ser amada, com transparente coração,
O amor é limpo é puro, o amor é solução.