Professor Carlos Drumond de Andrade
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Um grande crime glorificado ocasiona e justifica todos os outros crimes e atentados subsequentes.
Pouco espírito inutiliza muito saber.
As verdades mais triviais parecem novas quando se enunciam por um modo mais elegante e desusado.
Somos muitas vezes maldizentes para nos inculcarmos perspicazes.
A beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda.
Os que mais possuem não são os que melhor digerem.
O tempo pretérito se torna presente pela memória, e o futuro pela nossa imaginação.
De nada vale a celebridade, quando os grandes crimes também a conseguem.
Os homens probos são menos capazes de dissimulação do que os velhacos.
A mocidade é um sonho que deleita, a velhice uma vigília que incomoda.
Os velhos erram muitas vezes por demasiadamente prudentes, os moços quase sempre por temerários.
O ignorante espanta-se do mesmo que o sábio mais admira.
Com pouco nos divertimos, com muito menos nos afligimos.
O louvor fecundo distingue menos que a admiração silenciosa.
A intemperança da língua não é menos funesta para os homens que a da gula.
Os grandes homens, ao ensinarem os fracos a raciocinar, colocaram-nos sobre a estrada do erro.
Como o espaço compreende todos os corpos, a ambição abrange todas as paixões.
Os velhos caluniam o tempo presente atribuindo-lhes os males de que padecem, consequências do passado.
A ambição é um enredo que nos enreda por toda a vida.
Há crimes felizes que são reputados heróicos e gloriosos.