Professor Carlos Drumond de Andrade
É cada um com o seu cada qual.
E no final das contas, verdade seja dita, nenhum ser humano, deveria ser considerado plenamente normal.
Quando falamos, nos revelamos.
Portanto, cuidar do que se fala é muito importante quando se trata de relações humanas.
É muito importante analisar a situação, agir com tranquilidade.
Infelizmente, a maioria acredita que calma é fraqueza e paciência é submissão.
Não se preocupe tanto com as vitórias ou com as derrotas.
Valorize, sobretudo, o que aprendeu com cada uma delas.
Aqueles que não se acomodam com determinada situação, sejam por quais motivos forem, tentam melhorá-la.
Isso tem um nome muito bonito: chama-se progresso.
Se dedique integralmente ao que está por vir; o passado é um território estrangeiro onde você não tem mais cidadania.
Os sonhos, diferentes da realidade, não te dão a opção de acordar. A realidade, diferente dos sonhos, não te dá o prazer de experimentar o novo sem sair do mesmo lugar. O sonho te dá o direito de transformar a realidade em algo novo. A realidade te dá o dever de sonhar.
No marketing, de forma ainda mais específica, no marketing digital, o tesouro está na contramão dos mapas do tesouro.
Querer não é poder. Agir é preciso!
O verdadeiro poder nasce da união entre querer, planejar e agir, transformando intenções em atitudes concretas.
O homem tem toda vantagem em fazer endossar por Deus os códigos que fabrica: e, particularmente, como exerce sobre a mulher uma autoridade soberana é útil que esta lhe seja conferida pelo ser soberano. Entre os judeus, os maometanos, os cristãos, entre outros, o homem é senhor por direito divino: o temor a Deus abafará no oprimido toda veleidade de revolta.
Ideias são como fezes: o autor consome diversos frutos, processa-os em seu interior e os expele. Não é adequado ou sequer saudável consumir as fezes, mas o esterco é útil para adubar um terreno e produzir frutos que nos sustentem.
O Soneto da Hora
A hora passa,
A vida em massa,
O tempo voa,
A alma à toa.
O relógio bate,
O peito late,
No silêncio,
Do momento.
A sombra cresce,
O dia esquece,
De quem ficou.
Na escuridão,
Só o coração,
Que não parou.
RUA
A rua mastiga os homens: mandíbulas de asfalto, argamassa, cimento, pedra e aço.
A rua deglute os homens: e nutre com eles seu sôfrego, onívoro esôfago.
A rua digere os homens: mistério dos seus subterrâncos com cabos e canos.
A rua dejeta
os homens: o poeta,
agiota, o larápio,
bêbado e o sábio.
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