Professor Carlos Drumond de Andrade
Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”
In Carta a Laura Saramago
... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas.
Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente.
Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
E se é tão grande, como os olhos que se
traduzem no peito..."
Sou péssimo em recomendar metades.
Apraz-me pretender atingir a inteireza, elevar-me a completude do sentir e bem dizer de sua amplidão.
Almejo postular sua infinitude, como tecelão do tempo que não esta à beira da impermanência do fazer-se.
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In A Casa
Sobre Maravilhosas Memórias:
A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.
O acontecer já é lindo e especial. Não precisa ser necessariamente perfeito. A perfeição não existe. Sejamos mais gratos.
Temos que ser feliz, mesmo com um nó na garganta ou mesmo com uma lágrima presa entre as pálpebras.
Porque, a felicidade é uma estado de espírito e não algo que se ache em algum lugar.
Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs.Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
Nessa imensidão do universo, há de ter um lugar onde os amores que não se consumaram se encontre ao menos uma vez de novo, porque senão, como se sustentará a eternidade do amor?
A questão é, há amor nas cinzas?
Para quem sofreu, há mas lhe interessa procurar.
Para quem perdeu, as cinzas são o próprio amor.
Para o cientista, as cinzas são o resumo de tudo.
Para o matemático, há uma probabilidade apenas.
Para o poeta, há um livro a se dissertar.
Talvez só você compreenda a tristeza nos meus olhos.
Te ver, talvez fosse um alento, para quem há muito já perdeu o rumo.
- Relacionados
- Poesias de Carlos Drummond de Andrade
- Poemas de Carlos Drummond de Andrade
- Ser professor é: mensagens sobre a jornada no ensinamento
- Mensagem de professor para aluno: palavras que transformam e motivam
- 43 frases para o Dia do Professor que celebram a educação
- Frases de Carlos Drummond de Andrade
- Textos de Carlos Drummond de Andrade
