Professor Carlos Drumond de Andrade
LUA MEU LUAR
Lua, meu luar, fico te olhando e pensando...
Até onde vai este teu brilho
Quantos são os que te veem?
Quisera todos te vissem, te venerassem
Mas poucos são os que tem olhos para ti
E quando te veem não conseguem dimensionar tua beleza
És linda, majestosa, encantadora
Inspiras os poetas,
Alegras as noites dos velejantes,,
O aconchego dos namorados,
Presencias as intrigas de amor,
Os encontros clandestinos.
És cúmplice, és presente, silenciosa,
Lua do passatempo e do acaso
Lua de chuva.
Lua de sol.
Lua do triste
Lua das estações
Lua das alegrias sem fim
Lua do vovô e da vovó
Lua do fazendeiro
Do viajante nas madrugadas,
Lua do jardim
Lua das gestações do amor
Irresistível, incomparável, celebrativa
Me perco nesta tua beleza
Me faltam palavras pra te descrever
Me rendo totalmente ao teu fascínio
Fico cada vez mais encantado,
Com tua beleza, com teu legado
Os anos passam, envelheço
Tu és a mesma, imutável, a mim fascinas
E sempre me deixas por ti mais apaixonado
Lua meu Luar!
O desejo não nos aparece puro, ele se mostra humanizado pelo discurso do corpo e da fala, nos mostra através do não dito. Ele é em essência uno e puro, um furo, que buscamos incessantemente saciar. Não se fala do desejo conforme deveria, é preciso manejo para escutá-lo e retorná-lo ao campo do discurso, das palavras e da consciência. Desejar é preciso, a vida se constitui no círculo constante sobre o desejo. É preciso cuidar e ter cuidado com o desejo!
vida é um ciclo de mudanças. Cada um de nós encontra-se em construção e desenvolvimento enveredando para o nunca completo. Vivemos de buscas, e partimos de nossos desejos e de nossa história de vida, sendo sempre guiado e ou influenciado pelo nosso inconsciente. A lapidação deve se dar com calma e sabedoria, pois todo cuidado é pouco, a pressa aqui tem menos valia do que a direção. Escutemo-nos nossos desejos com cuidado, afim de termo-nos êxito nas mudanças.
“Nem sempre, todo ciclo lhe sara flores. Há temporadas de profundidade: criar raízes também é crescimento”
“O Verdadeiro fracasso não acontece quando as coisas dão errado. Acontece quando você desiste de acreditar em você mesmo”.
Ana tereza. ( Teca)
Te amaria outra vez
Se você quiser perguntar
Te amaria outra vez
Pra você nunca duvidar
Te amaria outra vez
Como fogo no teu olhar
A melancolia do sentir, perante a incapacidade em meio ao caos; E a forma mais rápida e cruel de pesar.
Me sinto inquieto sobre tudo, no entanto mantenho meu sorriso como escudo e a face como uma alheação, tenho escárnio da fisionomia que me reflete, mas orgulho do guardo.
As vezes me pergunto, será esse o preço da vida adulta, a perda da confiança cega é a certeza do invisível sem carência de dúvida, mas também o amor incondicional, a imaginação sem limites que apetece o espírito.
O cabedal que não nos damos conta antes do pesar, mas que nós lamentamos a certa medida do percurso, sem nos notarmos da lamúria que surge.
O crescimento nos discerne e nos ensina o mais básico entendimento da arte como vida, a beleza do efêmero e da exclusividade em detrimento do finito.
No entanto, também nos introduz aos sabores e camadas da aquarela, profundidade, cor, medo, luz, sombras e dor. Assim, intensificando o sentimento que mais te trás assimilando até aqui.
A mim tem sabor de saudade e infância...
E a você ?
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