Procuro

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Procuro em outros rostos enxergar seu rosto. Procuro em outros cheiros sentir seu cheiro. Procuro em outras bocas sentir seu beijo. Procuro em outros braços o calor do seu aconchego.
Procurei em outros olhos me perder na imensidão.
Procurei em palavras vazias, enganar meu coração.
Enganando tal coração, não consegui, me enganei e me enganando, em ti, me perdi mais uma vez.
Procurei nos meus pensamentos, pensamentos pra não te lembrar, mas meus pensamentos, em prantos disseram, que só em ti, quer pensar...

Olho nos olhos com humildade e em muitos procuro
a sinceridade; mas, em poucos encontro a lealdade.

Por que te procuro. em ruas desertas, escuras como abismos sem fim, onde o vento uiva segredos que o coração não ouve. Por que te busco em casas vazias, sem vida, sem lar, ecos de sombras que dançam no vazio. do que fui sem ti. Na verdade, amor, tu já pulsas em mim — raiz funda no peito, chama que não se apaga, sangue que corre em veias de saudade eterna. Não mais errante, encontro-te no espelho da alma, no tremor da voz que sussurra teu nome ao amanhecer. Tu és eu, eu sou teu eterno, Para vivermos a nós.

“Quando paro e olho com o coração, descubro que a vida já me oferece a felicidade que procuro.” – Os`Cálmi

⁠Quando estou aborrecida com alguém, em vez de condená-lo, procuro lembrar-me das coisas boas que essa pessoa fez por mim anteriormente. Se não consigo lembrar de nada, então o aborrecimento passa. Por quê? Porque o aborrecimento consome muita energia, e se for para gastar energia, que seja com alguém que realmente valha a pena.

O amor é paciente. Ele é feito de respeito e apoio mútuos. Ainda tenho medo do abandono, mas procuro pensar todos os dias que aqueles que importam estarão sempre comigo. Que uns chegam e outros vão, mas que não posso aceitar menos do que eu mereço.

⁠Sob a luz da lua,
procuro uma resposta...
vou em frente
ou recuo conscientemente?

Persistência

Procuro a promessa
de um dia que talvez seja meu,
mas tropeço na dúvida
de sequer me pertencer.

Habito a solidão que me assusta,
e nela acredito — injustamente —
que não mereço ser amada.
Será?

Falta-me o ar.
As palavras me dizem verdades
nas quais já não sei crer.
Adormeço.

E só no amanhecer
desperta o gosto amargo
de desejar o que não existe.

Persisto
na indiferença que me move,
no gesto automático de seguir.

Que sentimento é esse
que não sei nomear,
não sei acolher,
nem resignificar?

Sou prisioneira do tempo
que insiste em provar
que mereço ser vista.

Por que amar
e ser amada
me aflige tanto?

Então retorno
à vida constante:
compromissos, horários,
dias previsíveis.

Ali, onde o amor não pesa,
eu me convenço:
sou feliz.

Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

“Procuro alguém que me olhe como eu olho para o cardápio de uma boa pizzaria: com fome e sem pressa.”

“Procuro alguém que me olhe como eu olho para o cardápio de uma boa pizzaria — sabendo que qualquer escolha vai me deixar feliz.”

“Procuro alguém que me olhe como eu olho para o cardápio de uma boa pizzaria: emocionado e incapaz de decidir.”

Eu não procuro um espaço no seu corpo,
desejo a vaga do seu coração.

A busca em Mil Rostos


Eu ainda te procuro,
Mas não no mundo onde você está.
Minha busca se fez arte,
Um jeito secreto de quem não te alcança.
Procuro o gosto leve do teu beijo
Em páginas que um poeta dedicou,
Em versos que escrevo, só para você,
Onde a rima é o eu te amo que restou.
Eu me perco na melodia de um piano,
Esperando um acorde que me traga a tua voz.
Observo em cada tela de cinema
Um par de olhos que lembre os teus.
Ah, seria mais fácil te ter aqui,
Sem véus e sem metáforas,
Mas o destino tem seus muros, e sei que é impossível.
Meus pés estão cansados, mas a alma não recua.
Transformo a dor em beleza:
Ainda te encontro em cada livro lido,
Em cada canção que me faz parar e ouvir,
Em desenhos de um sol que se põe,
Em paisagens que parecem esperar por nós.
E assim, de formas tão sutis e belas,
Eu vou te amar eternamente.

Não sei a resposta para a pergunta que não foi feita. Não sei onde está o sentido que procuro, perdido entre palavras soltas. A procura é um labirinto de silêncios e ecos. Um texto precisa de mais do que letras; precisa de alma. Isto é só um teste, um rascunho do pensamento. Então estamos sós, eu e a página em branco, à espera de um significado que teima em não chegar. A única certeza é a dúvida, e o único caminho é seguir escrevendo, mesmo sem saber ao certo para onde.

Devaneios
Nas sombras dos meus dias procuro por suas pegada sigo passos que nao me levam a lugar algum.
No desespero prometo não mais te amar mais seu olhar sempre me atrai.

Tudo que eu procuro na vida está dentro do meu peito, no sentimento.

Procuro aprender rápido com as decepções, para o tempo não levar minha vida.

Procuro aproveitar cada momento da minha existência na busca de ser uma pessoa melhor; não em comparação aos que me cercam, mas em relação ao meu eu de ontem!

⁠procuro na multidão
escutar as batidas do teu coração.
busco te encontrar
para a gente se amar
nesse mar
que é a imensidão da vida.