Procura

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Na procura desenfreada por satisfação material;
Esqueci-me de ser a tua Palavra, nesta terra, a minha rica porção

⁠Procura estar com pessoas boas ou mesmo até melhores que você, porque assim a sua vida vai te fazer mais feliz.

⁠2ª Timóteo 2.15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da VERDADE. Manejar bem a palavra da VERDADE é não distorcer o texto para proveito próprio, é não violentar o texto para enganar o povo, é não interpretar o texto para manipular a fé do povo, é não fazer uma exegese demoníaca para tomar o dinheiro do povo, isso é manejar bem a palavra da VERDADE!

Aí você sente saudades
Mas não procura
Sente falta mas não procura
E acha que assim você está se mantendo firme
Que orgulho é esse que faz você se afastar de quem quer tanto ter perto.
Aproveita por que é efêmera a vida
enquanto seu orgulho te alimenta o
EGO
esse mesmo orgulho
Está te matando a alma.
te deixando
Cego
Para ver que a mudança da sua vida
Depende de você
Enquanto você sofre a distância
Pra não ser o primeiro a dizer
Entenda que é sua escolha de continuar a sofrer
A vida não espera você decidir
Enquanto você fica entre sentir ou não sentir
Acabou a vida
Você deixou de existir...
Fim .
Pamela Pacheco @sobreapam

"A consciência reta não procura inimigos nem necessita de admiradores. Basta-lhe a serenidade de saber que não negociou os próprios princípios para conquistar a aprovação dos outros."

PRÓLOGO: À PROCURA DO SER HUMANO




Havia muita gente na rua...


Os cônjuges passeavam de mãos dadas; jovens congregavam-se à sombra de uma mulembeira, discutindo a literatura africana dos séculos XVIII e XIX; outros, mais curiosos, discorriam sobre a ascensão do Iluminismo e a Revolução Científica e Tecnológica; alguns, do outro lado do ocidente, ostentavam vaidosamente aquilo que vestiam e consumiam...


Havia ainda aqueles que se entregavam a pelejas por nada menos do que pecúnia. Talvez, à primeira vista, isso pareça fútil, inclusive para um Miserável como eu... irrisório de se dizer e absurdo de se ouvir.


Cheguei a cogitar interceder; não obstante, como estava apenas de passagem, pouco desejava o meu íntimo que assim o fizesse.


Fui-me embora.


Segui adiante como segue o vento: sem olhar para trás.


Pensei se a minha atitude seria passível de apreciação por parte da sociedade. Por outro lado, temia igualmente que ela me censurasse por ter permitido que o meu subconsciente se recusasse a interceder em favor daqueles incompatíveis.


Ponderei, afinal, que a vida se assemelha a um cemitério, onde as tumbas já foram preparadas para nós há muito tempo. Daí que aquilo a que chamamos viver seja, de facto, um belo enterro.


Enfim...


Achei melhor abandonar tais reflexões e prosseguir a viagem de forma tranquila e solene.


Enquanto caminhava pelas terras da Humpata em direção à Chibia, já com a garganta ressequida pela longa jornada, deparei-me, de forma inesperada, com um viajante mukubal. Apressei-me, então, a saudá-lo:


— Graça e paz, amigo viajante. O que o traz a estas terras longínquas?


Então, respondeu-me:


— Estou à procura do ser humano. Pois, de onde venho, existem poucos.


Perplexo ante o que acabara de ouvir, tornei a inquirir:


— Afinal, amigo viajante, que tipo de ser humano procuras especificamente?


Em tom metafórico e exaurido pelo cansaço, replicou:


— Daquele que não deseja afirmação, mas perdão. Daquele que não quer possuir o céu, mas apenas ser digno de habitá-lo.


Estarrecido com as palavras do nômade, ensimesmei-me a refletir:


Que estranho...


De que tipo de ser humano se trata?


Não somos todos nós humanos por natureza?


Afinal, o que nos distingue daquele que ele tanto procura?


Permaneci aturdido diante das minhas próprias indagações e concluí que talvez tudo não passasse de um delírio do viajante mukubal; que o excesso de fadiga o tivesse levado a proferir tais afirmações aparentemente absurdas.


Enquanto monologava com o meu subconsciente, o viajante mukubal disse-me imediatamente:


— Não penses demasiado, filho.


Sabes, houve um tempo em que este mundo era habitado por pessoas verdadeiramente humanas. Pessoas de coração benigno. Zelavam umas pelas outras; faziam de tudo para resguardar a paz e a harmonia social; auxiliavam-se mutuamente, unidas por um único propósito: o bem-estar comum.


Não obstante, com o passar do tempo e com a descoberta dos minerais e de outros recursos naturais — ouro, diamantes, carvão, ferro e tantos mais —, bem como, mais tarde, do petróleo, da energia, das grandes invenções tecnológicas e, por conseguinte, da bomba atómica, esses humanos foram-se dissipando.


Na verdade, o amor tornou-se exótico nos últimos tempos.


O ego, por seu turno, erigiu-se como a suprema afirmação do homem.


Cada indivíduo passou a buscar a própria exaltação perante os demais.


Converteram-se em amantes da guerra.


Possuídos pela febre da opulência.


Famintos de poder.


Endividados pela ignorância.


Dominados pela ganância.


Obnubilados pela ausência de lucidez.


Sepultados na desgraça e engendrados pela cobiça.


É desse ser humano que estou à procura, filho.


Por acaso, viste algum por aí?

“Aprenda a ser feliz com o que tem enquanto persegue aquilo que deseja.

O tolo procura a felicidade ao longe; o sábio a cultiva onde seus pés estão, sem deixar de caminhar.”

Procura a Deus como teu Salvador e limpa o teu coração, porque continuar humilhando o teu irmão só te afasta da verdadeira luz.

Procura a Deus enquanto é tempo e limpa esse coração cheio de preconceito: ferir quem já carrega uma dor na mente é uma afronta direta ao mandamento de amar o irmão.

Larga a vaidade e a ignorância e procura a Deus enquanto ainda há tempo, porque usar a fragilidade mental de alguém para praticar o mal é a maior prova de uma alma perdida na escuridão.

Procura a Deus enquanto o coração ainda bate e a porta da misericórdia está aberta, porque zombar da mente e da dor do teu irmão é insultar o próprio Criador.

Procura a Deus enquanto o tempo da graça não se fecha, pois zombar da luta mental e do sofrimento do teu irmão é demonstrar uma alma completamente vazia da luz divina.

EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

O MENDIGO

Todo dia o mendigo Manoel saía andando pela cidade a procura de pessoas que lhe dessem uma esmola em dinheiro ou em comida. Ele não tinha nada de bem material nesta vida. Tudo que tinha se resumia a trapos de roupas, panelas velhas, sapatos velhos e chinelos, também, velhos. A sua jornada em terra distante começa quando ele sai do Piauí rumo a São Paulo a procura de serviço e por muitos e muitos anos conseguiu trabalhar em uma firma da "terra da garoa". Em um certo dia foi demitido e depois disso não conseguiu mais emprego. Como escape se entregou à bebida e a mendicância. A única coisa que ainda esperava dessa vida era a chegada da morte. Sonhava com ela todas as noites. Apesar da mente já estar bastante enfraquecida pela pouca comida e pela muita cachaça ele pensava nas injustiças dessa sociedade perversa. Para ele a maior parte da burguesia era constituída de pessoas insensíveis que se alimentavam do suor do trabalhador. Ele pensava muito e muito que poderia ser tudo diferente. Talvez, uma sociedade mais igualitária onde todos seriam mais irmãos nessa curta passagem pelo planeta terra. Pobre Manoel!

Eu cansei de ser forte o tempo todo.

Cansei de ser aquele que todo mundo procura quando alguma coisa dá errado, aquele que resolve, que segura, que ajuda, que tenta não deixar ninguém cair.

Por muito tempo eu fiz isso em silêncio.

Sorri quando estava cansado. Continuei quando queria parar. Cuidei de todos, mesmo quando por dentro eu também precisava de alguém.

E talvez essa seja a parte que mais dói:

ninguém percebe quando quem cuida de todo mundo também está desmoronando.

Eu também tenho medo.
Eu também tenho dias ruins.
Eu também preciso de carinho, de atenção, de alguém que olhe para mim e diga:

“Agora deixa comigo. Você não precisa ser forte hoje.”

Porque a verdade é essa:

eu estou cansado de carregar tudo sozinho.
Eu também preciso que cuidem de mim.

Não sobram muitas alternativas para quem não procura nada.

Não valorizo quem me procura,
mas procuro quem me valoriza.
Perfeição é algo perfeito demais para querer,
mas quero alguém imperfeito que eu possa dele buscar inspiração para perfeito ser.
Eu não sou simplesmente simples,
mas simplesmente simples almejo meu dia viver.
Nasci entorpecido, nasci chorando, como sons de uma ocarina,
Cresci brincando, cresci lutando, como os sons de um agogô,
mas quero morrer calmo, morrer em paz como uma harpa sonolenta...
doce, pequena, serena, feliz, em paz com meus pensamentos!

A tecnologia aproximou os corpos, mas o Direito ainda procura uma linguagem para proteger as distâncias da alma.

Não quero saber tudo nem ser o melhor de todos de alguma forma. Sou apenas um curioso a procura das respostas para as questões que a minha mente me questiona