Primeiro dia de aula: frases que celebram esse novo começo
“Por Que Podemos Aprender Muito E Continuar Sem Saber O Que Fazer Com O Que Aprendemos?”
Existe uma diferença entre receber uma informação, entender uma explicação, aprender um conteúdo e saber o que fazer com aquilo que aprendemos.
Podemos estudar muito e continuar repetindo.
Podemos memorizar e não compreender.
Podemos compreender e não conseguir aplicar.
Podemos conhecer diferentes respostas e não saber qual delas utilizar diante de um problema real.
Talvez uma das maiores dificuldades da aprendizagem esteja justamente nessa passagem.
Durante muito tempo, ensinar esteve fortemente associado à transmissão de conteúdos. Quanto mais alguém soubesse, maior seria sua capacidade de decidir. Mas a quantidade de conhecimento disponível não resolve, sozinha, um problema anterior: como avaliamos aquilo que aprendemos quando informações, interpretações e possibilidades diferentes disputam nossa decisão?
Foi investigando essa distância entre aprender e saber utilizar o que foi aprendido que passei a estudar o discernimento como uma capacidade que também pode ser desenvolvida.
Essa investigação originou uma sequência de trabalhos científicos de minha autoria: METADISCERN, Método PROTAGONISTA, Pedagogia do Discernimento, Alfabetização do Discernimento Consciente, Da evocação à desautorização e Discernimento na regulação da relação entre emoção e ação.
Embora partam de problemas diferentes, esses trabalhos se encontram em uma questão comum: o ser humano não precisa apenas receber informações. Precisa aprender a examiná-las, relacioná-las ao contexto, reconhecer seus limites e transformar conhecimento em julgamento, decisão e ação.
Na Pedagogia do Discernimento, essa questão alcança diretamente a educação: formar alguém não deveria significar apenas aumentar aquilo que essa pessoa sabe, mas ampliar sua capacidade de avaliar o próprio saber.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente, o problema avança para a formação de capacidades que permitam distinguir, ponderar e revisar aquilo que participa dos nossos julgamentos.
No estudo sobre evocação e desautorização, a pergunta chega àquilo que já aprendemos: recuperar uma informação da memória não significa que ela continue sendo a resposta mais adequada para uma situação presente.
No estudo sobre emoção e ação, a mesma arquitetura alcança nossas experiências emocionais: sentir alguma coisa e decidir o que fazer diante daquilo que sentimos não constituem necessariamente a mesma operação.
No Método PROTAGONISTA, o problema chega à autoria das respostas possíveis diante das circunstâncias concretas da vida.
E no METADISCERN, o próprio discernimento torna-se objeto de exame.
Talvez, portanto, o verdadeiro desafio da aprendizagem não termine quando conseguimos responder a uma pergunta.
Ele começa quando precisamos decidir o que fazer com a resposta.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador
Linha de pesquisa e publicações científicas: METADISCERN; Método PROTAGONISTA; Pedagogia do Discernimento; Alfabetização do Discernimento Consciente; Da evocação à desautorização: regulação discernitiva do conteúdo recuperado no processo educacional; Discernimento na regulação da relação entre emoção e ação: autorização funcional, calibração discernitiva e agenda de validação.
A justiça não se torna menos necessária porque os poderosos aprenderam a pronunciá-la em seu próprio benefício.
O maior aprendizado sobre Gestão de Pessoas talvez seja este:
por trás de cada nome existe uma pessoa — com sentimentos,
talentos, sonhos e o direito de ser respeitada e valorizada.
“O verdadeiro aprendizado começa quando a coragem de questionar o que sabemos se torna maior do que o medo de descobrir que estávamos errados.”
“A inteligência artificial aprende com dados. A inteligência humana aprende com a vida. A diferença parece pequena até que surge uma pergunta sem resposta no banco de dados.”
“A inteligência artificial acumula respostas. A inteligência humana deveria aprender a formular perguntas.”
“O ser humano nasce humano, passa a vida aprendendo a ser homem e, no fim, descobre que sua maior evolução não era conquistar o mundo que o cercava, mas destruir o mundo que o impedia de revelar a humanidade que sempre esteve escondida dentro dele.”
Pais que carregam os filhos para que nunca caiam acabam criando adultos que jamais aprendem a se levantar. Quem poupa a infância da responsabilidade condena a maturidade à dependência. A vida não recompensa poupaDORES; ela sobrevive pelos enfrentaDORES.
“A vida é uma estrada de mão única: não existe retorno para o passado, apenas aprendizado para o presente. Revoltar-se contra o que passou é tentar discutir com uma página que já foi escrita.”
“O maior desafio do ser humano não é aprender novos pensamentos, mas libertar-se dos pensamentos que nunca foram seus. A evolução da consciência começa quando deixamos de ser repetidores de verdades e nos tornamos investigadores da própria existência.”
“A dignidade começa quando o ser humano deixa de aceitar como verdade aquilo que apenas aprendeu a repetir.”
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