Primeiro dia de aula: frases que celebram esse novo começo
Ensinar é uma arte que não se restringe apenas à sala de aula; aprender é o escopo dessa arte, que, uma vez assimilada, torna-se pronta para ser exposta à vida.
AULAS DE SER GENTE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Aprendi a me aproveitar dos mais simples. Tirar partido e vantagem dos humildes. Explorar os de boa fé. Confesso que tenho me dado bem com essa prática, e recomendo o mesmo a todos os espertos de alma; os safos de coração.
Dos mais simples, humildes e de boa fé, absorvi a riqueza de olhar o mundo com ânimo, justamente porque eles existem. E se eles existem, é possível crer na humanidade, pois a beleza de seus pensamentos, virtudes e atos fazem a vida valer a pena. São eles os guardiões do amor e da verdade. Os paladinos da paz e do bem. Mensageiros da luz que nos orienta e guia entre as trevas formadas pelos homens e as mulheres de má vontade.
Os mais simples, humildes e de boa fé são os fortes que os outros pensam que são. Têm a sabedoria que os outros pensam que têm. São tão eles, que, sem querer, confundem os intelectuais; enlouquecem os gênios instituídos que não querem saber ou realmente não sabem que nada sabem.
Tenho andado no encalço desses anjos. Reconheço a distância entre nós, como reconheço que nunca os alcançarei, mas tiro minhas lascas. Aprendo lições. Colo secretamente para passar, mesmo que apertado, nas muitas provas do meu tempo aqui. Tento em vão recompensá-los com um pouco do meu saber empolado; minhas vãs filosofias; o inchaço da letra que me preparou para ser metido a besta. Eles não precisam, mas não fazem desfeita.
Quero continuar em torno dos mais simples. Ser a mosca dos humildes. Parasita nos de boa fé. Desviar indefinidamente para minha conta no vermelho, migalhas ou centavos dos valores humanos dessa gente que tanta gente menospreza.
É no campo da vergonha que está a maior escola de aprendizagem !
No campo do opróbrio, onde a terra parece seca,
Deus planta sementes que o homem não enxerga.
Ali, onde zombam, Ele constrói caráter,
Na dor da humilhação, a alma aprende a ser forte.
A vida é uma escola onde aprendemos a ser melhores todos os dias. Cada desafio é uma lição, cada obstáculo é uma oportunidade de crescimento e cada pessoa é um professor. A cada dia, podemos escolher aprender, evoluir e transformar a nossa vida e a dos outros.
Aprendi que o tempo não é inimigo, é mestre,
paciência é a escola onde o fruto amadurece,
o tempo ensina a esperar com propósito, aprendi a colher quando o fruto estiver pronto.
1494
"Devo muito o que sei e o que aprendi às Escolas onde estive e aos Professores que tive. Devo muito!"
TextoMeu 1494
"Embora eu tenha aprendido algo com elas, na verdade não sei bem porque as Escolas de Samba são chamadas de Escolas. Exatamente eu não sei!"
1497
"Escolas de Samba têm o nome de Escolas porque as pessoas vão lá, se matriculam e aprendem a sambar? É por isso? Continuo 'perguntano' porque nunca soube e nunca me responderam!"
1499
1497
"Embora eu tenha aprendido algo com elas, na verdade não sei bem porque as Escolas de Samba são chamadas de Escolas. Exatamente eu não sei!"
1496
"Aos 14 Anos de idade, eu era adepto da 'Literatura do Cotidiano', com as obras do Grande Carlos Zéfiro. Até que um Professor me recomendou ler o livro que me fez conhecer Minas Gerais. Sou grato àquele Professor. Eternamente grato!"
1495
"Sou daquele tempo: Tirando uma certa explicadora pessoal, nunca estudei em Escolas Particulares. Toda a Minha Trajetoria Escolar foi em Escolas Públicas. Sou daquele tempo! "
Aprendemos nas escolas apenas o que grandes estudiosos nos deixaram para compreenção ao longo do tempo, mas quando é que agente vai colocar isso em prática para também nos tornarmos grandes estudiosos?
Se sou viciado em computador? sou sim, melhor que escola, aprendi tudo aqui e na escola aprendi a só ter raiva e conviver com pessoas que odeio exceto aquelas putas sabe...
Eu sempre achei que não aprendia os assuntos da escola da maneira correta. Ou se aprendia, aprendia errado. Aquela questão de peso e massa, eu ficava pensando que peso era as pessoas que não me faziam bem, e pela lei da ação e reação, tudo tem volta. Então, pra tirar pessoas-peso a gente se afasta. É isso mesmo ? Acho que a fórmula é essa. Ouviram ? ACHO!
A vida é uma escola em que todos estão matriculados, ou seja, nós, os viventes. Mais poucos aprendem o que ela realmente nos ensina.
Volta às aulas: aprendizagem, ficção e vida real
Aos sete anos de idade, o menino está tenso, preocupado e repleto de expectativas sobre o seu primeiro dia de aula. A recepção na escola não é das melhores, porém, as sensações da má experiência vivenciada pelo garoto Moncho conseguem ser rapidamente dissipadas graças à habilidade, à generosidade e à extrema dedicação de seu professor, o velho mestre Don Gregorio. Os dois personagens protagonizam o belíssimo drama espanhol A Língua das Mariposas (1999), filme dirigido por José Luís Cuerda, que narra de maneira delicada as fascinantes possibilidades do processo ensino/aprendizagem, com ênfase na cumplicidade entre professor e aluno. A trama tem como pano de fundo a ascensão do regime militar espanhol e as conseqüências desse processo em uma pequena cidade daquele país, representada por uma população atemorizada e desprovida de mecanismos para exercer e/ou apoiar a resistência então praticada por um pequeno grupo de opositores ao sistema opressor, do qual fazia parte o professor Don Gregorio. O cinema, mais uma vez, nos oferece condições para que possamos refletir e analisar a nossa própria realidade, independentemente das diferenças históricas e culturais experimentadas pelos espectadores em seus países de origem. A essência das relações humanas, os sentimentos, os temores, os erros e acertos das personagens da trama sempre nos ensinam algo. No caso da obra em questão, tentaremos, aqui no Estado de São Paulo, reproduzir, neste dia 10 de fevereiro, primeiro dia de aula na rede estadual de ensino, um pouco da poesia e da beleza transmitidas pelo filme de Cuerda no que diz respeito à prática educativa e à relação educador/educando. Realizaremos uma experiência singular, que pretende fortalecer significativamente a parceria entre escola e comunidade, uma das principais metas da Secretaria de Estado da Educação para 2003. Neste primeiro dia de aula, pais, mães, irmãos e amigos dos estudantes são os nossos convidados para essa verdadeira festa educacional, que reúne cerca de seis milhões de alunos, em mais de seis mil estabelecimentos de ensino. Pensando na grandiosidade que envolve esse evento, as escolas organizaram uma recepção calorosa, cujo objetivo é tornar esta data uma experiência positivamente inesquecível para educadores, educandos e comunidade. O roteiro inovador dessa nova história da educação será escrito de forma concomitante por educadores, funcionários das unidades educacionais, alunos e toda a população que vive no entorno das escolas. Nossos convidados poderão conhecer as instalações dos prédios escolares, seus profissionais e o projeto pedagógico adotado nas unidades. A programação inclui ainda atividades como vivências e sensibilizações. A idéia é reforçar em todos os participantes a consciência de que a escola é um centro de luz, um lugar que recebe e que propaga saberes, conhecimentos, aprendizados, descobertas... O século 21 exige uma escola em constante transformação, como é a própria vida. Uma escola pulsante, que instigue o aluno a ser um desbravador, um criador, um inventor do seu próprio caminho. Nesse contexto, a participação ativa da sociedade na escola é essencial. Ela será o elo entre os educandos e o mundo à sua volta, auxiliando na criação de um ensino cada vez mais comprometido com a resolução dos problemas enfrentados pela comunidade. Assim, os alunos poderão exercer papéis sociais de destaque enquanto ainda estiverem em processo de formação, o que contribuirá para o seu crescimento emocional e intelectual, originando gerações muito mais críticas e conscientes de sua cidadania. Governo e sociedade devem unir esforços no sentido de oferecer um ensino de qualidade às crianças e jovens que representarão o capital intelectual do país e que fortalecerão, cada vez mais, o espírito democrático e todos os seus valores. Em seu livro Gramática da Fantasia, o educador italiano Gianni Rodari nos oferece uma síntese perfeita da importância dessa questão, quando nos lembra que a principal disciplina em todas as escolas deveria ser justamente "a realidade, abordada por todos os pontos de vista, a começar da realidade primeira, a comunidade escolar (...). Em uma escola desse tipo, a criança não é mais uma 'consumidora' de cultura e de valores, mas uma criadora e produtora de valores e cultura". Que nesse retorno às aulas todos possamos refletir sobre isso e, mais importante, contribuir para tornar esse conceito uma realidade. Nesse sentido, estamos esperando a presença de todos vocês, pais, mães, irmãos, amigos e demais representantes da comunidade na escola neste dia 10, dando início a um novo e instigante aprendizado para todos.
Publicado na Folha de S.Paulo
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