Pressa
Futuros amantes
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Neste mundo moderno, onde impera a pressa e a tecnologia, as belezas naturais estão passando despercebidas. Mude um pouco isso, veja a noite as estrelas e o luar; encante-se com a bela imagem de um por do sol. Você sentirá, admirando tudo isso, a presença de Deus bem perto de você.
ele nunca soube se eu voltaria: chegava sempre alvoroçada, com pressa pra consumar o amor. quando me demorava no abraço, ele fazia eternidades daquele instante. envolvia-me com zelo temendo qualquer movimento que o afastasse, qualquer menção de buscar a roupa espalhada. ele o fazia cheio de delicadeza, não havia como me prender por mais que algumas horas. buscava um brilho do meu olhar em sua direção, uma entrelinha num sorriso breve, uma malícia qualquer na piscada de olho antes da ida para o banho. esperava meu convite, mas eu o tinha com tanta abundância que achava que não o queria. era como se nunca fosse se ausentar porque se doava inteiro e sem pressa. um dia ele chegou antes da hora do meu desejo cru. e ficou contemplando a minha ausência. não me abraçou como sempre, esperou que eu me aproximasse. disponível que estava, mas seguro da sua parte feita, esperou que eu me assustasse, que entendesse que eu poderia não voltar se eu não quisesse, que ele saberia conjugar a minha ida no pra sempre. com alguma dor, naturalmente. mas estava sereno, quase se despedindo, conformado. e eu me sobressaltei. porque nunca tinha imaginado que ele pudesse ir embora. nunca tinha imaginado a ausência do toque dele, a falta do beijo, a serenidade que cabia no desejo. eu esperava alguma coisa mais aflita, uma paixão que gritasse pra eu ficar, um desespero, os argumentos. mas não, ele me contemplou sem falas, sem pedidos, deixou que todo aquele tempo fosse preenchido por grossas gotas de silêncio e calma. naquela hora, naquele meu sorriso sem jeito, naquele olhar cheio de frases, um brilho, um brilho tão forte abraçou todo ele com as minhas retinas. e eu o vi como nunca tinha visto antes. eu o quis como se nunca o tivesse tido entre as minhas pernas. e abandonei o meu corpo no abraço dele, eternizada... ele que sempre esteve ali e era como se tivesse chegado só naquele instante.
Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos, nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes.
Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida...
Ciclos se encerram
passageira é a vida
o tempo tem pressa,
em cada parada
uma despedida
mas nada é fim
nem começo
novas aventuras
o que somos
sempre fica.
Pingos de Chuva
Dias chuvosos nos desacelera!
Independente da pressa precisamos reduzir.
Nos permitindo pausar!
Ouvindo o som que acalma até a alma, os pingos de Chuva.
Entre uma gota e outra há um intervalo de tempo em que conseguimos olhar para dentro, colecionar e reviver memórias com cheiro, som e sabor.
A perfeita calmaria que nos permite reiniciar e reconectar-se com a vida que se refaz gota a gota.
Há uma pressa que não leva a lugar nenhum.
Na corrida pela vida, esquecemos de viver.
O esforço constante para sobreviver ocupa tanto espaço que a própria vida passa despercebida — silenciosa, enquanto estamos ocupados demais tentando dar conta de tudo.
E quando percebemos, não foi o tempo que faltou.
Faltou presença.
A vitória é certa!
Não tenha pressa de vencer.
Escale degrau por degrau até chegar ao topo.
Tenha pensamentos positivos, confie em Deus.
No tempo certo tudo acontecerá.
Passo a passo, dia após dia, assim são trilhados os caminhos da vida.
Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus pensamentos serão estabelecidos. (Pv. 16:3)
Exagerado eu tenho pressa do urgente
Eu não aceito sua prisão, minha loucura me entende
Baby, nem todo poeta é sensível
Eu sou o maior inimigo do impossível
Minha paixão é cativeiro, eu me cativo
O mundo é lento ou eu que sou hiperativo?
Pra essa pressa de ser,
Pra essa pressa de ter,
Pra essa exigência de crer:
Eu tenho uma vida inteira pra isso.
A gente sempre se despede lembrando da música do Chico que diz “o amor não tem pressa, ele sabe esperar em silêncio”.
