Preso

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Meu paraíso




Preso aos desejos sinto o peso do existir no passado e viver fragmentado no presente.


Já fugi de tantas realidades, já sumi de tantos futuros possíveis, já quis estacionar em tantos momentos por eras.


Joguei muitos sonhos no tempo e em respostas, o universo devolveu através das dores profundas presentes no silêncio.


O meu paraíso não é o meu próprio existir, o meu paraíso sempre caminhou com a tua presença todos os dias no meu existir.

O amor sem a reciprocidade é uma vivência em vão,
Um sentimento preso a momentos vazios do passado é escravo de um isolamento profundo no futuro.

O hoje é o único lugar onde a vida realmente acontece. Quem vive preso ao passado ou ansioso pelo futuro deixa escapar a única oportunidade que tem de transformar a própria história, este momento.


-Jouberth Toffoli

"O racista é uma figura comédia: o cara tem a audácia de se achar superior, mas vive preso num ranço que não deixa ele enxergar um palmo na frente do nariz! Enquanto eles passam vergonha com essa visão com defeito, a negritude chega iluminando tudo e deixando eles no escuro sozinhos.
Diante da cegueira do ódio na alma dos racistas, a negritude resplandece."

A PGR pede a condenação de bananinha! Logo, o traidor da pátria será extraditado e preso! A familícia ficará unida na cadeia!

O cavalo tem força para vencer; mas com antolhos, vive preso ao caminho limitado. Isso não é sobre cavalos.

Escravos das próprias convicções.
Aurato do próprio caos,
O corvo preso na gaiola do sistema...
O pássaro não foi feito para viver preso na gaiola, a. Antológica é apologia ao sistema de alienação social.
O linear é julgo das próprias convicções.

Um homem pobre rouba um pão de uma padaria vai preso passa quinze anos na prisão.


Ironia é simplicidade


Outro homem rouba a vida toda compra mansões com dinheiro vivo incompatível com suas rendas agora quer ser presidente.


Rachadinha, dinheiro do combustível,
Dinheiro público jogado no ralo, ops;
Verdade tem dois lados,
Máquina de lavar dinheiro da esquina...
Ainda tem gente que reza para pneus.
Homem roubou pão, morreu na prisão...

​O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
​Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
​De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
​Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
​Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
​Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
​— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
​O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
​— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.

Preso em monólogos, rótulos, vou pra rua
e a vida nos cobrando respostas sem dar as perguntas.verdades são nuas e cruas.

Rotina ofuscando a retina que ainda brilha,
mas o brilho também é resistência, conduta e disciplina

.
Medos batem no peito como tambores,
e a coragem nasce no compasso,

Moldando amores e dores.

Cada cicatriz eu transformo em poesia,

Verso que ecoa, ferida que nos guia.



Caminhando sozinho por dentro dos meus pensamentos,
às vezes lento, mas sempre em movimento,

observo o tempo sempre correndo.
Acelerado, paro e conto até três, me acalmo,
mesmo no caos, busco a paz que torna alvo.

Buscando sempre a paz que me livra dos alarmes falsos.



Respiro fundo, guardo a brisa fria no peito,
mesmo em campo pequeno, chuto a bola meu jeito.

A cada batida, minhas rimas são espadas estilo esgrima,
a cada corte machuca, porém, também ensina.
Não desistir, persistir,
se seu sonho é grande você também precisa evoluir.

No ringue da vida não existe plateia,
suor no rosto é chama que clareia.
Cada queda ensina, cada dor constrói,
quem luta de verdade jamais se corrói.

Minha voz ergue muros, derruba mentiras vazias,
bloqueando sombras que iludem almas frias.
Cá entre nós, nunca estamos a sós,
quem ontem me ignorou, hoje implora minha voz.

Olho nos olhos, não fujo da briga,
verdade é flecha, mentira fadiga.
Quem hoje aponta, amanhã admira,
quem fecha a porta, um dia suplica a saída.

Eu não paro, eu insisto,
cada rima é fogo, cada verso é grito.
Do silêncio eu faço poesia,
das feridas sangram minha energia.

"O preço da liberdade é alto, mas se manter preso a algo que nunca existiu é a pior desvalorização de si mesmo."

⁠O mundo inteiro é um teatro, quem adquire o conhecimento e permanece preso em uma gaiola é um louco sonhador.

*O HOMEM QUE NÃO QUERIA SER PRESO*




Era final de tarde de domingo e minhas alegres visitas tinham partido.


A casa ficou com aquela aparência de lugar onde alguma coisa aconteceu, mas ninguém teve a educação de limpar depois. Havia copos sobre a mesa, brinquedos espalhados, migalhas no sofá e um cheiro de comida que já começava a perder a batalha para o cheiro de casa fechada.


Não me incomodei.


Algumas bagunças são provas de que a vida esteve ali.


O Sol decidiu Acompanhar as crianças e a chuva veio para o expediente.


O gato ficou.


Estava deitado na janela, olhando para a rua com a seriedade de quem aguardava uma decisão importante. As crianças tinham ido embora fazia pouco tempo e, aparentemente, aquilo tinha sido uma experiência marcante para ele.


Talvez tivesse descoberto que humanos pequenos são mais divertidos do que os grandes.


Ou talvez estivesse esperando que voltassem para continuar o serviço.


Eu sabia que não voltariam naquele dia.


Ele não.


Ficou olhando.


Quanto a mim, era apenas o outro morador da casa. Aquele que compra comida, abre a porta, limpa a caixa de areia e paga as contas.


Ele fazia um trabalho muito mais nobre.


Companhia.


Achei injusto.


Fui até a padaria.


Era uma dessas padarias de bairro que colocam algumas mesas na calçada e fingem que aquilo é uma extensão da sala de estar. Sentei do lado de fora. Dali dava para ver o parque, as árvores e os últimos pedaços de sol tentando atravessar os galhos.


O trânsito de domingo fazia pouco barulho.


Alguns carros passavam sem pressa. Pessoas caminhavam pelas calçadas. Um casal empurrava um carrinho de bebê. Um homem levava um cachorro que parecia mais interessado em qualquer coisa do que nele.


Era um bairro residencial. Não havia grandes lojas, vitrines iluminadas ou aquela necessidade permanente de convencer alguém a comprar alguma coisa de que não precisava.


O parque estava cansado.


Talvez eu também.


As árvores continuavam ali, mas tinham aquela aparência de coisa que sobrevive mais por hábito do que por vontade.


A natureza é muito mais honesta quando ninguém tenta fotografá-la.


Pedi um café.


Na mesa atrás da minha havia três mulheres.


Falavam alto o suficiente para dispensar qualquer esforço de escuta.


Conversavam sobre homens.


Pretendentes.


Ex-namorados.


Homens que sumiram.


Homens que apareceram demais.


Homens que não ligavam.


Homens que ligavam demais.


Uma delas dizia que precisava dar um jeito de prender um homem.


Falou aquilo com a naturalidade de quem estava discutindo uma receita.


As outras riram.


Depois começaram a trocar métodos.


Demonstrar menos interesse.


Depois demonstrar mais.


Fazer ciúmes.


Desaparecer por dois dias.


Voltar como se nada tivesse acontecido.


Não responder imediatamente.


Responder quando ele estivesse começando a desistir.


Fazer com que sentisse falta.


A velha engenharia do afeto.


Pensei que talvez o amor moderno fosse isso.


Um jogo de caça com aplicativos.


Uma espécie de pesca esportiva onde ninguém quer admitir que está segurando a vara.


Uma delas falou que homem gosta de quantidade.


Outra discordou.


Disse que o problema era encontrar um que prestasse.


Elas riram novamente.


Eu fiquei olhando para o café.


Já ouvi aquela história antes.


Em bares.


Quartos.


Mesas de restaurantes.


Às vezes falando de mim.


Às vezes falando de homens que eu conhecia.


Às vezes falando de homens que eu não conhecia e provavelmente não queria conhecer.


Ja houvi que sou um homem de muitas mulheres.


Talvez seja.


Ou talvez eu apenas tenha vivido tempo suficiente para descobrir que os rostos mudam muito mais rápido do que as cicatrizes.


As pessoas chegam.


Fazem barulho.


Deixam alguma coisa sobre a mesa.


Depois vão embora.


Algumas deixam perfume.


Outras deixam contas.


Quase todas deixam alguma história que você prefere não contar inteira.


Nunca fui muito bom em explicar isso.


A verdade é menos interessante do que parece.


Nunca procurei quantidade.


Só não sabia muito bem como procurar outra coisa.


Durante algum tempo, confundi desejo com companhia.


Depois confundi companhia com amor.


Mais tarde descobri que nenhuma das duas coisas servia para preencher uma casa vazia.


Eu queria abrigo.


Só isso.


Um lugar onde não precisasse estar em guarda o tempo inteiro.


E abrigo é uma coisa rara.


Principalmente entre pessoas que passaram a vida aprendendo a partir antes de aprender a ficar.


Talvez eu também tenha feito isso.


Talvez tenha chamado de liberdade aquilo que, em algumas ocasiões, era apenas medo de descobrir o que aconteceria se eu permanecesse.


As mulheres continuavam falando.


Uma delas dizia que o problema era deixar o homem confortável demais.


Eu quase ri.


Conforto virou ameaça.


Imagine isso.


Duas pessoas passam anos procurando alguém com quem possam descansar e, quando encontram, começam a desconfiar porque o outro parece confortável.


Talvez tenhamos aprendido a confundir paz com desinteresse.


Talvez o barulho seja mais fácil de reconhecer como paixão.


Eu já confundi.


Muitas vezes.


Conquistar alguém é fácil.


No começo tudo ajuda.


A novidade ajuda.


O desejo ajuda.


A mentira ajuda.


Até o silêncio parece interessante quando ainda existe mistério.


Depois chegam as contas.


As manias.


Os dias ruins.


O mau humor.


As doenças.


Os parentes.


As mensagens não respondidas.


A roupa jogada no lugar errado.


A mesma história contada pela terceira vez.


O silêncio que não tem nada de sexy.


É aí que começa o trabalho.


E é aí que muita gente vai embora.


Não porque deixou de amar.


Às vezes porque descobriu que amar dá trabalho.


A mulher da mesa atrás falou que ninguém deve deixar um homem completamente livre.


Pensei no gato.


Ele tinha liberdade para sair pela janela.


Não saía.


Tinha comida.


Tinha água.


Tinha um lugar quente para dormir.


E ainda assim ninguém havia colocado uma tela naquela janela.


Talvez fosse esse o segredo que os humanos complicaram.


Não quero possuir ninguém.


Posse é medo fantasiado de amor.


Se alguém ficar ao meu lado, quero que fique porque poderia ir embora.


Quero que a porta esteja aberta.


Quero saber que existe uma rua do outro lado.


Quero que a pessoa possa caminhar para qualquer lugar e, mesmo assim, em algum momento, decida voltar.


Isso é muito diferente de prender alguém.


Prender é fácil.


Até animais sabem fazer isso.


O difícil é ser escolhido quando ninguém é obrigado a escolher você.


Fiquei olhando para o parque.


O sol já tinha descido mais um pouco e a chuva escurecia as ruas.


As sombras das árvores, sob relâmpagos atravessavam a calçada.


Um homem passou empurrando uma bicicleta.


Uma senhora caminhava rapido com duas sacolas de mercado.


Do outro lado da rua, um menino corria atrás de uma bola enquanto alguém gritava seu nome.


A cidade fazia o que sempre faz no domingo.


Tentava parecer tranquila.


Mas havia qualquer coisa de cansado em tudo aquilo.


Talvez porque domingo seja o dia em que as pessoas percebem que segunda-feira existe.


Pedi outro café.


A mesa atrás de mim tinha ficado mais silenciosa.


Por alguns segundos.


Depois uma delas disse que o problema era encontrar alguém que soubesse ficar.


Dessa vez ninguém riu.


Achei curioso.


Talvez aquela fosse a única coisa verdadeira que tinham dito naquela tarde.


Ficar.


É uma palavra pequena.


Mas custa caro.


Eu não me apaixono pela perfeição.


Nunca me interessou.


A perfeição é uma mentira bem vestida.


Gosto de quem sangra.


De quem tropeça.


De quem já perdeu uma guerra e ainda aparece no dia seguinte com a cara amassada para tentar outra vez.


Talvez porque eu conheça esse tipo de gente.


Talvez porque eu seja esse tipo de gente.


Carrego ferrugem na alma.


Algumas rachaduras.


Há coisas que o tempo não consertou.


Apenas ensinou a esconder melhor.


Também erro.


Muito.


E talvez tenha demorado mais do que deveria para entender que continuar presente na vida de alguém pode ser mais difícil do que conquistá-la.


No começo, quase todo mundo sabe ficar.


Depois é que começam os problemas.


Quando o encanto diminui.


Quando o outro deixa de parecer uma descoberta e passa a parecer uma pessoa.


Com seus defeitos.


Suas manias.


Seus medos.


Sua história.


Seu mau humor.


É nesse momento que você descobre se estava apaixonado pela pessoa ou pela versão que inventou dela.


Eu já tive versões.


Algumas bastante convincentes.


Nenhuma durou muito.


A maturidade talvez seja justamente isso.


Parar de procurar alguém que nos faça sentir completos e começar a procurar alguém diante de quem não precisamos fingir que estamos.


Não ofereço salvação.


Não tenho.


Não ofereço uma vida sem problemas.


Seria propaganda enganosa.


Ofereço café.


Silêncio.


Alguma honestidade.


E a possibilidade de continuar aqui quando a novidade acabar.


A conta chegou.


Paguei.


Fiquei alguns minutos olhando o parque antes de levantar.


As mulheres ainda estavam ali.


Agora falavam de outra coisa.


Talvez de homens.


Talvez de outra maneira de prendê-los.


Não importava.


Peguei o caminho de casa.


Quando cheguei, a bagunça continuava exatamente onde eu havia deixado.


Os copos.


Os brinquedos.


As migalhas.


As marcas da visita.


O cheiro de comida.


O gato continuava na janela.


Olhou para mim como quem verifica se o funcionário responsável finalmente voltou ao posto.


Depois voltou a olhar para a rua.


As crianças ainda não tinham voltado.


Talvez estivesse decepcionado.


Talvez apenas gostasse de esperar.


Fiquei pensando nisso.


Esperar também é uma forma de liberdade.


Você não espera alguém porque foi obrigado.


Espera porque quer.


Talvez seja por isso que a maturidade muda a maneira como enxergamos o amor.


Quando somos jovens, queremos ser desejados.


Depois queremos ser escolhidos.


Mais tarde, talvez, queremos apenas encontrar alguém que conheça nossas partes ruins e ainda consiga sentar ao nosso lado sem precisar fingir que elas não existem.


Alguém que poderia ir embora.


E sabe disso.


Mas fica.


Não porque foi convencido.


Não porque foi preso.


Não porque tem medo da rua.


Fica porque, entre todos os lugares possíveis, escolheu aquela mesa.


E talvez seja isso que eu tenha procurado o tempo todo sem saber dar um nome.


Não muitas mulheres.


Não muitas histórias.


Não muitas conquistas.


Só algum lugar onde dois sobreviventes pudessem parar por alguns minutos.


Olhar um para o outro.


Sem algemas.


Sem promessas grandiosas.


Sem precisar provar nada.


A porta continua aberta.


A rua continua ali.


Cada um poderia ir.


Mas ninguém vai.


E, depois de tudo o que já aconteceu, depois de todas as pessoas que passaram, todas as que partiram e todas as que juraram ficar, existe uma frase que ainda vale alguma coisa.


Não precisa ser dita.


Basta que os dois saibam.


Ainda estou aqui.

"Você não tá preso. Só tá confortável demais pra mudar."

"Ficar preso exclusivamente à fonte dos próprios pensamentos e de vídeos rápidos não constrói teologia; constrói apenas uma teimosia convicta que briga com a história e com o texto escrito."

1747
"Sabem se já conseguiram tirar da cadeia o Preso Acusado de GOLPISTA? Se não, por que não? A Caminhada dos Inconformados não é pra isso?" 🤔

1753
"Será que, ao final da Caminhada dos Inconformados, o Preso Acusado de GOLPISTA já estará livre, a caminho de Casa? Hum... Precisamos aguardar ou não é necessario?"

Enquanto quem sofre na mente busca o amor para vencer, quem humilha continua preso na escuridão da própria maldade: acorde para a vida, pare de julgar e procure amar antes que seja tarde.

"Passarinho que se sente livre, não sabe que está preso em uma gaiola."

*Estação Parada*

A saudade viaja
mesmo quando eu não saio do lugar.
Olhar preso no horizonte
bem mais longe de onde estou.

Aviões riscam o céu,
trens partem sem me levar.
Mas nenhum deles carrega
o peso que insiste em ficar.

Quis esquecer essa ausência
numa estação qualquer,
deixar a mala da falta
pra nunca mais recolher.

Mas saudade não tem bilhete,
não embarca, não some.
Ela mora no peito, não viaja, e ainda nos faz engasgar com um nome.
(Saul Beleza)