Preocupe se mais com seu Carater

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Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.

Sem pedir licença para entrar,
é capaz de nos colocar no túnel
da consciência humana
mais impossível de enxergar,
fazendo zombar com a cultura,
o pertencer e a origem,
mudando até a paisagem
da onde é o nosso lugar,
quebrando-nos inteiro por dentro,
fazendo guerra cognitiva diária,
sem parar de avança contra
os elementos básicos de vida,
para romper a memória coletiva,
apagando o que traz estímulo,
descanso, os nossos sorrisos,
obnubilando todos os juízos,
cortando laços, criando destroços
e conspirando contra os sonhos.


O que estou querendo transmitir
com tudo isso é bem simples:
nasceste com cabeça para pensar,
dois olhos para observar
e o livre arbítrio para não deixar
o Colonialismo Moderno se criar.


A atitude e o silêncio bem
empregados são instrumentos
para ninguém passar por cima
para ocupar o nosso lugar,
e uma nova História inventar.

Adorar-te e saciar a sede
no cálice melífero de beijos,
nascido para o encaixe
mais do que perfeito,
para o amor de perdição
embalado na flutuação.


Se disser sim, é óbvio
que jamais direi não...

Do zênite ao nadir sem precisar
pedir fogo para me aquecer,
Tornei-me habitante do mais
profundo e absoluto querer.


Para quando o meu coração
se deslocar todo para o seu,
não ter que passar fome e frio,
e se unir mansamente contigo
até onde permitir o infinito.


Como os tiranos de interesses
escusos estão fazendo
com o povo do Vale do Tirah,
comigo você jamais fará.


Porque estou preparada
para o jogo alto e feito de veludo,
para fazer da sua pele saborosa:
o meu emaranhado seguro,
quente, sem medo e absoluto.

De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.


Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.


O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.


O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.

Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.


Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.


Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.

Bom dia a todas as mulheres do mundo! Desejo para nós um mundo mais pacífico, mais gentil e que proporcione caminhos mais abertos para que a nossa existência seja o suficiente sem conviver com a eterna polarização.

Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.


Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.


Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.

Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

A guerra contra o Irã começou errada, existem as partes mais erradas, mas no momento em que todos elegeram agredir civis, todos perderam essa guerra. Todos optaram por ser perdedores.

A Noelia Castillo


Não sei se você está
mais viva entre os seus,
Não sei se os olhos
de outros pelos meus
irão ter tempo hábil
para te salvar,
Não sei se este poema
irá te alcançar.


Só sei que o que você
sente como problema,
é o fracasso alheio
de quem cooperou
para apagar a tua estrela,
que fizeram do problema
existencial deles o seu.


O mundo ao seu redor
falhou com você,
Se eu pudesse te falar,
te pediria para ficar;
mesmo que doa,
resista e fique nem
que seja para incomodar.


E se eu tiver a grande graça
de o milagre divino te alcançar,
quero ver você sã e salva
para a sua própria vida proclamar.

Anunciada a estação
do amor profundo,
Estou rendida do modo
mais encantador,
Leva-me com o teu
passo de bailão
animado pelo salão.


Sou o amor surgindo
em tempos de floração
da Canela-preta,
a cada dia mais ausente,
suficiente, persistente,
sublime e intensamente.


Além das estações,
e deste outono discreto,
Um para o outro
se tornou o Universo,
Porque o mundo
e o agora nos pertence
sem mais nenhum adiamento,
e perpétuo há de ser
o mútuo encantamento.

Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.


Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.


Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.


Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.

Não existem músicas ou jazz
que me interessam mais
do que os sussurros de meia-noite
capazes de pacificar terras inteiras:


Sempre que saem da sua linda boca,
que esquentam a minha nuca fria,
e que me fazem absoluta e louca.


[Quem dera se verdade fosse,
mas é devaneio místico e poesia].

Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.


Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.


Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.


Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.

A mesa brasileira é tão perfeita
por mais que alguns tentem,
não tem como alterar a ordem.


É tão magnífica a mesa brasileira
que dá para escrever coletâneas,
ela é indígena, africana, europeia,
e recebeu muitas outras influências.


Da mesa brasileira todos têm a sua
parcela pela contribuição da origem
que cada antepassado levou para esta terra.

Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.


Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.


Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.


Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.

Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.

Na minha boca só mantenho
a sua pele, os seus beijos
e as melhores e mais finas palavras
misturadas com o aroma
do chá da macela reservada da colheita;
E não o que desejam incutir
para nos manter desorientados;
para nos fazer distanciados.


Os lábios e a carícias veneram
tudo o que se descobre em veios
de ágata deste nosso sul brasileiro
com o norte molhados de desejo
pelos teus lábios bonitos e capazes
de fundir com arte elevada o ródio.


Porque se eu for me perder
que seja na perfeição dos teus traços,
para que o prêmio nos tornemos laços
entre trocas e voluptuosos abraços.


O alucinante, o arrebatador e o viciante
definirão rumo aos nossos passos.
O flerte com a imprevisibilidade,
dissolução de um no outro,
a elegância, a abertura e a multiplicação,
trazendo à tona a inevitabilidade
das polaridades em perfeita rendição.


No painel ordinário dos dias
escrever, pintar e desenhar,
para no cotidiano formas dar
com as nossas cores suntuosas,
inspiradoras e inesquecíveis,
para que nos sintamos incríveis.


O corpo e a mente merecem
a concessão de alternância
para que o amor e o auge liderem,
e a intimidade escreva bela,
reservada e totalmente protegida
ao som do balanço das araucárias.


Para que a hierarquia natural
de quem dá e recebe prazer seja
preservada das influências externas,
para que a reverência não se perca.


Da elegância e rendição existencial
alcancem a pavimentação perfeita,
para que a polaridade se afine
de forma a entender e só responder
os nossos códigos de prazer
sensoriais, secretos e sagrados.