Preocupe se mais com seu Carater
O meu brio encontra o seu,
ambos pantaneiros,
concedidos pelo nosso Deus:
vivemos tempos alvissareiros.
Durante a descida dos andores,
todos com beleza adornados,
os corações batendo feito tambores
ao som do cururu, todos animados.
Com as mãos mergulhando
São João no Rio Paraguai,
eu de Corumbá e você de Ladário,
o meu coração apaixonado,
morando contigo lado a lado.
Contigo não tem sido diferente:
estamos morando um no outro,
ainda protegidos de toda a gente,
esperando o dia certo para anunciar
que viveremos só de amor imparavelmente.
Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E em silêncio nos celebro
como o mais refinado gesto,
para que desfrute pleno
da paz no teu porto seguro.
Abri todas as janelas ao redor
com jeito para que o sol entre
junto com a palavra de amor.
Separei um colar de tucum
com carinho para cada um,
e os lábios com beijos selei com mel.
O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.
Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.
Migração estelar radial
do meu peito para o seu,
e do seu peito para o meu.
[Amar é o objetivo central.]
Não há o que se desculpar
por sentir ou querer demais.
Recebo o seu coração em paz,
e, se for do destino, sei o que
fazer conosco e muito mais.
Não haveremos mesmo de ser
ravinas ou riachos sazonais.
Temos os mesmos gostos
compartilhados e musicais,
e daremos passos fundamentais.
Somos unidos pelo coração,
temos algo de Flamboyant
na beirinha do Rio Wingfield;
e algo de Saint Kitts e Nevis
acompanhado a String Band.
Presa pelo seu pensamento,
e você, preso ao encantamento,
muito longe de sermos reféns:
estamos preparando a festa
em que um para o outro já é alguém.
Segurei na sua mão
em ritmo de Sanjuanito,
Desejei de primeira
o seu sorriso bonito.
Não é somente fruto
da minha imaginação:
Uma flor de Chuquiragua
receberei da tua mão.
Pedirei aos quatro ventos
que mostrem só o que é
de amor, paixão e rendição.
Não vai demorar muito
para me dar o seu coração:
És o meu amor de perdição.
Soberana nas águas amazônicas,
a total eflorescida vitória-régia
o seu rito silencioso cumpre.
Nós, em busca mútua poética,
sabemos o que não nos supre.
Tu és o Arawidi que acalanta
e acalenta estes tempos frios,
E eu, a tua noiva predestinada;
pela Guiana sigo enveredada,
e me queres para ti encontrada.
Embora ainda os caminhos
não tenham nos apresentado,
Percebo-te com os dez sentidos,
os fios dos nossos destinos
sendo reunidos para ser tecidos.
De tudo aquilo que tenho escrito,
na minha poesia tu tens se convertido,
e nenhuma vírgula tens excluído;
Por antecipação o teu jeito travesso
tem sido previsto, venerado e querido.
Nesta época que muitos buscam
obsessivamente ser escolhidos,
Nós queremos apenas ser amados,
e de amar o amor nos manter
absolutamente sempre ocupados.
Assumo que orbitando ao seu
redor aguardo o seu próximo
passo a ser dado com amor,
Quero que sejas meu inteiro,
e não seja de qualquer jeito.
A história de amor impossível
de Ometepetl e Nagrando
continua incrível e ecoando.
Não nego para ninguém que
contigo continuo sonhando.
Tornar o nosso amor possível
está nas nossas mãos:
para viver a amando sob
a florada da Sacuanjoche — ou não —,
para escolher a primavera
como a nossa principal estação.
Viver as auroras da Nicarágua
sob a nossa regra e sedução,
Celebrando ritmos e os sabores
com todo o maior amor paixão,
tenho pedido à Deus com devoção.
[Para a honra da mútua rendição...]
No trajeto o silêncio
da sua janela trancada,
No seu peito a poesia
segue encantada,
Os meus olhos felinos
espreitam a sua chamada.
Lampejos da lembrança
outonal do céu colorido
no Médio Vale do Itajaí
e do seu sorriso
no meio de tudo isso,
Tens tudo para viver
comigo o paraíso.
O dia de terça-feira amanheceu
todo preguiçoso aqui em Rodeio,
A chuva com o seu amoroso jeito
beija o Médio Vale do Itajaí inteiro.
Funâmbula na corda bamba
dos humores ao redor,
deixar que guiem emoções
e o seu próprio humor
é um preço muito pesado,
que pode custar muito caro.
Através da fata morgana
de tudo o que engana
e impede de ter clareza,
melhor ter os pés na terra
com toda a firmeza:
Homens de poder morrem sós.
Acordar ao seu lado em Trinidad e Tobago,
receber o seu beijo romântico e apaixonado,
e entregar a alma convicta e o peito devotado.
Sob as bênçãos de Papa Bois e Mama D’Leau,
e a companhia do florescer da Chaconia,
entregar os meus dias e contigo fazer história.
[O amor convida; nós nascemos para a glória.]
Com o meu olhar dou a pista
para o seu que me hipnotiza,
com fina intenção que alucina.
Nos encarando, desviando
e convidando com um sorriso
discreto e mexendo nos cabelos,
não disfarço que tenho desejos.
Voltando a olhar para o seu,
reinicio o ciclo sem nenhuma pressa
para ser notada com outro olhar,
fazer pensar, fazê-lo se entregar
e inteiramente com êxito conquistar.
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