Precisamos Voar
Há momentos na vida que precisamos apenas de um abraço e de alguém que diga: ''Estou aqui, pode contar comigo...'' Porque na verdade, ninguém está bem diante de uma situação adversa.
Precisamos aprender a desaprender para nos desprender e aprender a amar como amadores: sem profissionalismo, pela arte, não por ofício, sem obrigação. Sem entender de fato, por mais que pareça insensato. Pra falar a verdade, amar por curiosidade, por gosto, sem razão... Superficialmente, como aqueles que de repente, gradativamente adormecem na estação.
E de repente, precisamos aprender a desaprender para nos desprender e aprender a amar como amadores: sem profissionalismo, pela arte, não por ofício, sem obrigação; com eloquência, não imprudência, amar por curiosidade, por gosto, a viver cada paixão; levemente, como aqueles que superficialmente, gradativamente, adormecem num vagão.
Precisamos de alguém que nos ajude a aprender o que significa a oração e alguém que nos ajude a estar perto do Pai Celestial. Precisamos de um amigo que conduza a nossa mente para a vontade de Deus.
Precisamos aprender a silenciar o nosso coração para sermos sujeitos a Cristo. Precisamos silenciar o nosso coração para que guardemos a vida do Espírito dentro de nós.
Precisamos fazer uma gramática espiritual na vida através do arrependimento e o olhar para dentro de nós mesmos. Esse arrependimento nos faz olhar para a cruz de Cristo.
Nós precisamos aprender depender de Deus e estar quebrados diante da graça de Deus e assim seremos vasos usados por ele, para a sua glória.
Precisamos voltar a nossa vida para a crucificação em Cristo e trazer a centralidade da cruz para a nossa caminhada todos os dias da vida.
Precisamos da graça da cruz para vencer o nosso ego obeso de tanta empáfia, de tanto orgulho (Meu novo livro Redenção graciosa, p.124).
Como precisamos aprender a conversar e dizer a verdade com amor, o que pensamos, como esperamos que a esposa seja, se comporte, como falar. As esposas também, digam o que pensam, expressem seus sentimentos da alma e abram o coração com os maridos. Isso ajudará muito na convivência e harmonia na família (Relacionamento a dois - Um jeito dócil de andar com seu cônjuge).
Precisamos não apenas alimentar nossa relação com boas palavras, mas também devemos ser o deleite e o prazer do nosso cônjuge com nossas palavras generosas e temperadas com sal. Palavras que edificam, constroem e produzem vida naqueles que nos ouvem. Assim, devemos usar a razão no sentido de pensar para falar no tempo certo e as emoções para falar com sensibilidade, carinho e cuidado (Meu livro Relacionamento a dois - Um jeito dócil de andar com seu cônjuge, p.9).
Não precisamos ser resgatados uns dos outros, mas de nós mesmos porque temos um ego lá dentro que nos impulsiona a sermos maiores do que os outros e há um desejo pecaminoso de querer ser,ser mais e mais. O resgate é pela graça divina moldando nosso coração para que nos pareçamos mais com Jesus Cristo de Nazaré
Precisamos de alegria para viver em meio ao caos da humanidade. Não estamos livres da noite escura da alma, mas com toda certeza nela temos a alegria do Senhor que é a nossa força.
Nós precisamos dos lugares a sós, dos lugares onde entramos em solitude, um lugar onde seja um jardim de oração, de contemplação perfeita do Pai.
Deus nos chama para cuidar do seu jardim realizando missão. E precisamos entender que a verdadeira espiritualidade não nos faz anjos, mas plenamente humanos como Jesus. Deus nos chama para pregar o Evangelho como comunidade, vivendo, respirando a vida no cotidiano.
A visão bíblica nos mostra que precisamos voltar para a nossa humanidade e ver que corre sangue em nossa veia. Precisamos enxergar a realidade de quem somos: pessoas que passam rápido pela vida humana. Quanto mais tecnológico menos ser humano seremos na vida e menos perceberemos que a vida é um relâmpago. Menos perceberemos que o valor maior da vida é Deus e não o terreno. Salomão nos chama a atenção para esta realidade!.
Lamentar a nossa dor significa que confiamos no consolo e direção do Eterno Deus.
Precisamos dar o grito de Raquel: dá-me filhos, se não eu morro! Podemos dizer como Davi no Salmo 13: Até quando, Senhor ? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia?
Rasgando a nossa alma diante do Senhor, nos faz respirar e responder como Davi nesse mesmo Salmo: No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao Senhor , porquanto me tem feito muito bem.
