Prato
Sabe quando você come um prato de macarrão bem suculento, e satisfeito olha para as demais comidas e não sente mais vontade de devorar nenhuma? Sente duas sensações de satisfação: uma por ter comido até não agüentar mais. E a outra por ter mandando brasa na comida mais perfeita que esperou o final de semana inteiro por ela. Eu sinto falta é disso. De me extasiar de você, de te olhar satisfeita, com a certeza de ter recebi todo o amor que sei que mereço. Não sinto isso com a gente, você sempre estranho, com o olhar perdido em um mundo que não dá pra eu entrar. Um jeitão, que me deixa sem rumo, sem saber o que fazer; que me deixa insegura, idiota; que me faz olhar para dentro de mim me deparando com um coração cheio de receios, quando deveria mesmo era olhar pra você e me sentir orgulhosa e satisfeita por estar fazendo você feliz, me gabando por ter de retorno um largo sorriso, um carinho nos cabelos. Mas não!!! Você me deixa arrasada com essa mania de fingir que não existo, achando que o fato de me dar aliança de compromisso de ir às vezes na minha casa e quase sempre sair de cara amarrada comigo sem vontade, vai suprir minhas necessidade. Como se meu espírito não fosse movido e motivado por carinho, atenção, elogios e o principal lendário e morto amor. Morto sim, porque, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. "Pensando bem, não existe morte para o que nunca nasceu."
Eu vi o menino no lixo,
Eu vi o urubu...No luxo.
Que prato vai comer o bicho?
A carne ou o lixo?
Quem é lixo?
Quem é carne?
Quem é bicho?
Quem viu adiante o destino,
Tendo a frente um futuro nu?
Terá sido o urubu-menino?
Ou foi o menino-urubu?
Altair Leal/ direitos reservados
poesia publicada no livro
Marginal Recife vol.05
Você é minha entrada, meu prato principal e minha sobremesa. O melhor cigarro que já fumei, a melhor cachaça que já bebi, a melhor mulher que já provei. Meu sol do meio-dia reinando, minha lua super cheia das 19h. Meu rock mais pesado, meu rock mais água com açúcar. Meu sonho e minha realidade. Minha loucura e minha sanidade. Você é o som dos meus acordes, minha afinação e desafinação. Meu tom e meu compasso. Meu quarto e meu chão. Minha vida e minha morte... meu coração e minha dor... meu amor!
Jota Cê
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Pratos de bateria
Não coloque sua mão em um prato de bateria. O baterista pode até não te falar nada, mas garanto que ele não gosta. Se você não sabe, suas mãos limpas soltam um suor que dá zinabre no prato. Imaginem aquela mão que você segurou um copo de cerveja!
A vida cobra e de maneira FEROZ, daqueles que comem do nosso prato e nos desejam o mal.
A lei da semeadura nao e lenda! Se liga
Foco Errado por Saik
A dúvida, a incerteza
É o prato da minha mesa
Que me faz ignorar a riqueza
E dar foco apenas à tristeza
Tanta coisa maravilhosa que eu ignoro na minha vida
Sem sombra de dúvidas, ela era uma dessas
Talvez por isso é tão profunda a ferida
Que eu tanto quis estancar às pressas
Ainda hoje, continuo fazendo o mesmo que me fez te perder
Eu sempre tive foco no que não era pra ser
Eu era obcessecado pelo o que eu não tinha
Eu digo que superei, mas ainda queria que ela fosse minha
A felicidade não é um prato pronto que se pede por delivery.
Quem a prepara, tempera e pode degustá-la somos nós, à moda da casa.
Quem se contenta com uma vida apenas para receber migalhas
Nunca vai conseguir desfrutar do prato principal.
Dificuldades para um sábio e para um inteligente é um prato cheio de possibilidades na vida e a isto só lhe trás motivação em seu viver; mas é bastante constrangedor não conseguir à sua volta fazer com que os demais tenham sabedoria e inteligência satisfatória diante a dificuldades.
Ousadia é um prato recheado de adrenalina, gosto forte, cheiro, textura, alta temperatura e prazo de validade. Endorfina, dopamina, serotonina são seus ingredientes.
De vez em quando
É um efeito colateral
A morte salivando como se eu fosse seu prato principal
As sombras chamam meu nome
Meu outro lado está com fome.
Mentiu quem disse que ele havia morrido
Meu lado poético só estava adormecido
Às vezes deixo ele passear
Um minuto longe do cárcere para respirar.
Logo ele dormirá
Mas antes, no papel, ele rabiscará
Irá descrever todas as confusões dentro do meu ser
Vai ser assim até o dia que cada célula do meu corpo apodrecer.
