Povo Cigano
É necessário manter o povo entretido com a esperança do céu, pois quem teme o julgamento eterno suporta a miséria terrena sem se revoltar, garantindo que a inveja da plebe não ameace a segurança dos poderosos nem a estabilidade do estado.
Qualquer obstrução política à livre iniciativa do povo viver, trabalhar e produzir rendimentos à família, ao estado e à nação, é motivo de oposição, retaliação e impedimento ao crescimento nacional.
Como em redor de um povo que pratica a verdade, a fraternidade e a solidariedade oriundas do amor, assim o Senhor se manifesta com obras, maravilhas e bênçãos mil a todos os que exaltam a Sua misericórdia.
O povo deveria buscar, na Casa do Senhor, quando está com os sintomas gravíssimos da contaminação dos pecados, a cura, a saúde e a liberdade para viver dias felizes e abençoados.
Há culturas bastante atrasadas: quando o povo aceitar a cultura de Cristo, então as pessoas sairão das trevas e alcançarão a luz, vivendo como gerações sábias, destemidas e corajosas.
Imposto é fazer o povo dar dinheiro para o Estado viver no luxo e devolver o troco em forme de benefícios.
Carrego sangue judeu em
minhas veias e repudio O
ódio contra meu povo
assim como a violência na
Palestina. Que nossa
história nos ensine a
respeitar vidas, valorizar
nossas raízes e combater
toda forma de intolerância.
--Nereu Alves
Vivo cansado de promessas não cumpridas
De promessas abusivas ao meu povo
E ações criminosas de que o governo
Tem a nos oferecer;
Perguntamos? Por quê?
Construímos um país
Digno de verdades;
E não de mentiras e ilusões
Mas talvez não...
Só queremos um tanto de paz
E até felicidade para com o nosso povo;
O nosso povo é assim: diz que sabe, sabe aquilo que pensa que sabe e acredita saber o que mais ninguém sabe.
Porque o Senhor fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado.
O povo segue alienado pela mídia. Enquanto isso o futuro da nação sendo corrompido pela indiferença e incompetência do mercado de trabalho disfarçado de teatro e discurso.
Um monte de gente fingindo e outras olhando, enquanto isso, quantas trabalhando?
Já perdeu a graça transformar amor e justiça em fanatismo e cobiça.
Não se fica rico trabalhando, e sim, saindo da bolha de povo recalcado.
Riqueza aqui pode não ser bens materiais
É hora de renovar
Acorda gente, acorda povo!
Inverter o caminho, procurar novos horizontes
Semear algo novo
Sonhar com um futuro melhor
Poder acreditar em mudanças
Acorda gente, acorda povo!
Crônica do Reino Onde o Povo Não Cabe
Ó terra formosa, de rios largos e sol antigo,
onde o chão é fértil, mas o pão é curto,
ergue-se um reino que se diz mãe,
mas que só embala alguns filhos no regaço
e lança outros ao frio da madrugada.
Neste reino de Angola
— que outrora cantou esperança
como quem canta a liberdade recém-nascida
—governam senhores de palavra grossa e ouvido fino,
mais atentos ao eco do próprio nome
do que ao clamor do povo que sangra calado.
Há um partido, não feito de todos,
mas de escolhidos.
Aos que juram fidelidade, chama “companheiros, camarada...os camaradas”;
aos que ousam pensar, chama “inimigos”.
E assim divide o corpo da nação
como espada que corta a própria carne.
Prometeram pão, mas deram discursos.
Prometeram justiça, mas semearam medo.
E enquanto o povo sua na lavra da vida,
os senhores banqueteiam-se em mesas altas,
onde a miséria não tem lugar nem nome.
Oh pátria minha, por que consentes tal trato?
Por que permites que te amem apenas em tempos de voto
e te esqueçam nos dias de fome?
És cantada em hinos, mas negada na prática;
és exaltada nos palanques, mas ferida nas ruas.
O pobre, que é maioria, tornou-se estrangeiro em sua casa.
O jovem, que é futuro, virou ameaça.
E a verdade, que deveria ser farol,
foi vestida de mentira
para não ofuscar os olhos do poder.
Mas saiba o reino — e saibam os senhores —
que nenhum poder dura quando despreza o povo,
pois a história, severa mestra,
cobra com o tempo aquilo que o medo adiou.
E virá o dia em que Angola não será partido,
nem cor, nem clã,
mas casa comum, onde ninguém será inimigo
por pensar,
nem excluído por existir.
Até lá, canta-se esta crônica
não por ódio, mas por amor à pátria,
pois quem critica por justiça
é mais fiel
do que quem aplaude por conveniência.
