Posso ser Legal posso ser Chata
"Ser gentil é compreender que o outro carrega batalhas invisíveis e, ainda assim, escolhe não ser mais um peso sobre seus ombros."
A TRÍADE DO SER E A EVOLUÇÃO DA ALMA.
SEGUNDO O Livro dos Espíritos E Allan Kardec
O trecho apresentado, compreendido entre as questões 134 e 146.a, constitui uma das mais densas e estruturais elucidações da ontologia espírita. Aqui não se trata de mera especulação metafísica, mas de uma arquitetura racional do ser, onde a alma deixa de ser abstração vaga para tornar-se princípio inteligível, funcional e integrado ao mecanismo da existência.
A resposta inaugural, na questão 134, é de uma precisão lapidar. A alma não é uma entidade distinta no sentido absoluto, mas o próprio Espírito quando encarnado. Esta definição elimina dualismos artificiais e dissolve antigas confusões teológicas. Antes da encarnação, é Espírito. Durante a encarnação, é alma. Após a morte, retorna à condição de Espírito. Não há ruptura ontológica, apenas mudança de estado.
O comentário subsequente introduz a clássica tríade constitutiva do homem, que se tornou pilar da antropologia espírita. Corpo, alma e perispírito. O corpo é o instrumento material, regido pelas leis biológicas. A alma é o ser pensante, princípio inteligente e moral. O perispírito, por sua vez, é o elo semimaterial que permite a interação entre ambos. Sem esse elemento intermediário, a comunicação entre o imaterial e o material seria impossível, dado o abismo de natureza entre ambos.
Essa concepção resolve, com elegância filosófica, o problema da interação mente-corpo que atormentou correntes materialistas e espiritualistas ao longo dos séculos. O perispírito funciona como um mediador vibratório, permitindo que o Espírito atue sobre a matéria sem violar as leis naturais.
Na questão 136, estabelece-se uma distinção crucial entre alma e princípio vital. O corpo pode possuir vida orgânica sem a presença da alma, mas jamais poderá haver alma encarnada em um corpo morto. Aqui se delineia a diferença entre vida biológica e vida consciente. Um organismo pode funcionar como máquina vital, mas sem inteligência, sem consciência de si, sem moralidade, não é homem, é apenas matéria animada.
Outro ponto de rigor doutrinário surge na questão 137. O Espírito é indivisível. Não pode ocupar simultaneamente dois corpos. Essa afirmação refuta teorias antigas e modernas que sugerem fragmentação da consciência ou multiplicidade simultânea de encarnações. A individualidade espiritual é una, contínua e intransferível.
Já na questão 139, surge uma nuance linguística de grande importância. A palavra alma é polissêmica. Pode designar o princípio vital, o ser moral ou o Espírito encarnado. As divergências filosóficas muitas vezes não nascem de contradições reais, mas da imprecisão da linguagem. Kardec, com notável rigor metodológico, insiste na necessidade de definição conceitual antes de qualquer debate. Trata-se de uma exigência epistemológica.
A questão 141 amplia a compreensão espacial da alma. Ela não está confinada ao corpo como um prisioneiro, mas irradia-se, manifesta-se além dos limites físicos. Essa ideia antecipa, em termos filosóficos, concepções modernas de campo e influência, sugerindo que o ser espiritual transcende a localização puramente anatômica.
Quando se aborda a criança na questão 142, desmonta-se a ideia de formação progressiva da alma. O Espírito é completo desde o início. O que evolui são os instrumentos de manifestação, ou seja, o corpo e seus sistemas. A limitação não está no ser, mas na expressão.
A diversidade de definições entre Espíritos, tratada na questão 143, revela uma hierarquia de compreensão no plano espiritual. Nem todos possuem o mesmo grau de lucidez. Isso introduz um critério crítico fundamental ao estudo mediúnico. Nem toda comunicação espiritual é, por si, portadora de verdade elevada. É necessário discernimento, análise comparativa e coerência doutrinária.
Na questão 144, a chamada alma do mundo é apresentada como princípio universal da vida e da inteligência. Não se trata de uma entidade individualizada, mas de uma fonte comum da qual derivam as individualidades conscientes. Aqui percebe-se um eco de antigas tradições filosóficas, reinterpretadas sob uma ótica racional e desprovida de misticismo obscuro.
Por fim, nas questões 146 e 146.a, resolve-se a antiga discussão sobre a sede da alma. Ela não possui localização fixa, mas manifesta-se com maior intensidade nos centros funcionais do organismo. No cérebro, para as operações intelectuais. No coração, para as emoções e sentimentos. Trata-se de uma predominância funcional, não de confinamento espacial.
Em síntese, este conjunto de questões estabelece uma metafísica da alma que é simultaneamente racional, experimental e moral. O homem deixa de ser um enigma insolúvel para tornar-se um sistema inteligível, onde cada elemento possui função definida e coerência estrutural.
E assim, ao compreender-se como Espírito encarnado, o ser humano deixa de buscar-se na matéria perecível e passa a reconhecer-se como consciência em trânsito, responsável por sua própria elevação, caminhando, não ao acaso, mas sob a égide de leis que se harmonizam com a justiça e com a razão.
Marcelo Caetano Monteiro
Que a vida possa ser boa, hoje e além...
Para quem está perto e quem ao longe vem.
Que se indigne quem fez o mal e sorria quem fez o bem.
Do azul turquesa da manhã até o marinho da noite, que seja, amor sem distinção.
A virtude de mostra mais não naquela que se furta a nunca ser seduzida, mas na bastante certa de si para se expor a tudo sem nada temer.
Quando descobrimos tudo que procurávamos saber, percebemos que só ficaremos bem novamente quando formarmos outro questionamento, pois a vida é chata demais sem as dúvidas que temos.
Tem gente que é metida
E só quer se amostrar
Diz que ama sem amar
Faz selfie a toda hora
Quando chega vai embora
Só pra dizer que chegou
Namora, mas nunca amou
Só quer ter alguém por perto
Pra tratar como objeto
E depois diz que acabou...
Três pessoas,
Duas à beira mar,
Uma ausente prolixa,
Outra a responder "hum-rum"
A que fala, por minutos, sem parar.
Eu querendo apenas ouvir,
Contigo, o barulho do mar.
Duas perdendo o espetáculo
Gratuito da mãe da natureza,
Por causa do tal do celular.
- Tu, tu, tu, tu...
Sou grossa, mas também sou meiga;
Sou tímida, mas sou extrovertida;
Não sou nerd ,mas tiro notas boas;
Sei ser antipática; mas também sei perdoar;
Sei ser chata, mas ser legal;
Não me julgue pela aparência, você não me conhecer.
Tenho cara de quem gosta de rock, mas não, não acho graça;
Tenho jeito de homem, mas não, não sou assim;
Pareço ser metida, mas não sou;
Meu jeito te incomoda, mas por quê?
Qual o problema em ser como você ou como os outros?
Me acha estranha, mas sou apenas diferente;
Não me visto igual a você;
Não escuto a mesma musica que você;
Não aos mesmos lugares que você;
Mas sou ser humano, tenho meu gosto, meu estilo;
Então:
Não me julgue pela aparência por favor!!!
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