Porque sou assim
Por mais que eu ore para obter uma resposta de Deus se ele silencia é porque ele não quer se revelar mesmo quando queremos conhecê-lo. Ele se manifestará caso queira revelar-se no tempo e na hora dele.
Não é sempre que Deus se revela mesmo quando a presença dele nos parece está em todos os lugares lindos!
Se ele não quiser se revelar nada nos fará o encontrá-lo.
Nenhuma fronteira me limita, porque já aprendi a derrubar os muros que eu mesma levantei dentro de mim.
Marcilene Dumont
Você não vive um amor perfeito
porque perfeição não sobrevive à presença de alguém real ,nem à sua.
Marcilene Dumont
Não existe amor sem falhas
porque não existe você sem camadas ainda em construção.
Marcilene Dumont
Se seu relacionamento fosse perfeito, talvez nem fosse seu
porque você ainda está se lapidando no meio dele.
Marcilene Dumont
Deus às vezes fala baixo,
igual brisa mexendo folha…
porque quem tem fé aprende a ouvir sem barulho.
Porque viver não é apenas continuar,
Sobreviver te mantém viva.
Mas viver é ter consciência dos valores que se quer e se tem , e é o que te transforma.
É estar presente naquilo que se constrói.
Marcilene Dumont
Eu comecei a viver com mais leveza.
Não porque tudo ficou fácil,
Mas porque eu fiquei mais forte,
e isso transformou tudo.
FIBROMIALGIA
Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.
A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”
Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.
A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.
No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.
Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.
E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.
Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.
Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.
Porque, no fim,
não é apenas sobre chegar a um destino.
É sobre tudo o que acontece no caminho.
Sobre as pessoas que você encontra.
Sobre os olhares que se cruzam.
Sobre as histórias que se tocam, mesmo sem palavras. E, principalmente,
sobre quem você se torna
quando decide atravessar o mundo.
A vida é uma estrada muito longa, de encontros e despedidas. Por isso, ande calmamente porque tudo é possível.
A sua mente mente o coração porque foi mentido calma e relaxadamente pelo espelho do espírito do sangue.
