Porque sou assim

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Você é um super-herói, cheio de força, porque chegar até aqui exige superpoderes. Acordar com tantos desafios não é fácil, e isso só prova o quanto você é incrível. A realidade é dura, mas mesmo em meio aos balanços da vida e às dores, você segue firme.

Quem procura uma razão para te amar já começou a não te amar; porque o amor que depende de razões desaparece exactamente no momento em que elas deixam de existir.
Furucuto, 2026

a alegria


vem


porque
vai

A verdadeira admiração nasce nos pequenos detalhes, porque as palavras voam, mas as atitudes ficam.”
— Nereu Alves

Ninguém entra num túnel desses por vontade própria.
A gente entra porque a vida empurra
e porque sair, às vezes, parece mais difícil que continuar.

Lá dentro, havia gente demais.
Corpos se esbarrando, pensamentos fora de lugar.
O túnel pulsava como um organismo antigo,
estreito demais para quem carregava pressa, culpa ou medo.

No chão, pequenos orifícios deixavam passar guias —
fios, artérias, destinos.
Disseram que aquilo mantinha a cidade viva.
Disseram também que, se rompesse, tudo viraria água.

Foi quando vi a janelinha.

Redonda, pequena, quase tímida.
Atrás dela, peixes atravessavam o silêncio
como se o mar não soubesse do nosso pânico.

Alguém gritou que ia romper.
A palavra bateu nas paredes
e voltou maior.

As pessoas correram sem saber para onde.
Eu fiquei.
Nem coragem, nem medo.
Só cansaço.

Então surgiram elas.

Criaturas compridas, estranhas,
como enguias que aprenderam a sorrir.
Uma parou, juntou as mãos
e agradeceu a Deus pela comida.

Ninguém riu.
O túnel respeitou.

Pouco depois, apareceu uma princesa brasileira.
Vestido simples.
Dignidade sem brilho.
Ela olhou o túnel, respirou fundo
e disse que ainda não era a hora de entrar.

Quando percebi, já estava na água.

Um lago que parecia piscina,
ou uma piscina que fingia ser lago.
A água era morna.
O corpo flutuava sem pedir licença à mente.

Havia pessoas conhecidas.
Sem passado pesado.
Sem perguntas difíceis.

Alguém trouxe um bolo de chocolate.
Comi.
E o mundo não desabou.

Em volta do lago, hotéis.
Todos provisórios.
Como quase tudo que dói
quando a gente insiste em chamar de definitivo.

Fiquei ali muito tempo.
Tempo suficiente para entender
que o túnel não era prisão.

Era travessia.

E que o mar, lá embaixo,
escuta melhor
quando a gente finalmente para de lutar.

Nereu Alves

Eu fiquei do teu lado em silêncio
Porque amar também é escutar
E cada vez que você tentava
Era mais bonito te olhar — - Frase da música Enquanto Você Acreditar do dj gato amarelo

Eu não vou forçar tua saída
Mas estarei aqui quando quiser voar
Porque amar também é esperar
Até o casulo se abrir pra vida - Frase da música viver algo novo do dj gato amarelo

A matemática da vida possui equações que nunca conseguiremos decifrar, porque somos regidos por uma força variável, porém, incontestável chamada sentimento.

Porque amor de verdade aceita
O tempo da borboleta
E quando você voar
Vai ver: nasceu pra amar - Frase da música viver algo novo do dj gato amarelo

Quando faltar fé em você
Me deixa emprestar a minha
Porque amar é caminhar
Mesmo quando o chão se inclina — - Frase da música Enquanto Você Acreditar do dj gato amarelo

LIBERDADE: QUAE SERA TAMEN

“Ainda que tardia” te tenha,
ó Liberdade,
não porque te falte o tempo,
mas porque te deram o atraso
pela corrupção.
Tenho-te não como quem espera,
mas como quem sustém.
Não te recebi pronta,
fiz-te em pressão,
em retenção lúcida,
em consciência que não se vende.
Não nasceste tarde.
Foste feita tardar.
Foste contida,
retida,
ensinada ao atraso
como método vil
dos que precisavam do tempo
para roubar o sentido.
Chamaram-te sera
como se o tempo te diminuísse,
como se a demora te maculasse,
e não como se o adiamento
denunciasse a fraqueza
dos que nunca suportam
o peso do absoluto.
Mas eu sei:
teu tempo não é concessão.
É finalidade.
Enquanto te adiavam,
eles aprendiam a corromper.
Enquanto te soterravam,
ensinavam-te a resistir
por dentro.
E quando a corrupção se fez mestra,
não te destruiu:
revelou-se.
Porque ao ensinar o atraso,
ensinou também
quem não sabe esperar
sem apodrecer.
Do quinto antigo ao jugo de agora,
muda-se a sigla, conserva-se a sangria;
troca-se o selo, persiste a cobrança,
e o tempo aprende a mesma tirania.
Estado mais denso que o peso da serra,
que em letra de lei destila a usura fria,
drena no código o suor do fundo
e chama de ordem o que é mineria.
Dinastias de sombra, herdeiros do dolo,
que transmitem o vício como capitania;
fazem do saque sua regra primeira,
sustento moral de quem nada cria.
Do espólio fizeram condição de vida,
sine qua non de sua vilania;
pois onde a liberdade exige obra,
eles subsistem de atraso e sangria.
Onde estão agora os seus brados?
Onde o clamor
dos que gritavam posse
e confundiam voz com direito?
Do povo, só a dor!
Calaram-se,
não por virtude,
mas por cárcere.
Pois quando a Liberdade
lhes fugiu;
não tiveram dentro de si
lugar onde habitá-la.
Tenho-te, Liberdade.
Não como ideia,
mas como fim.
Não como abstração,
mas como decisão.
Não te devo ao tempo.
O tempo é que te deve a mim.
E ainda que digam que vens tarde,
sei:
tardio é o mundo
que não suporta
o peso do que é absoluto.
Não mais “ainda que tardia”.
Mas Liberdade;
mesmo quando feita tardar,
permanente.
Mesmo quando silente,
imperativa.
Pois com a verdade,
“quae sera tamen,
Libertas”.

Será que algum dia, serei capaz de seguir em frente?
Digo, realmente seguir em frente
Porque eu vejo a sua vida, e você só foi embora
E continuou com outra pessoa, e você tem o que eu sempre quis
Eu sempre quis ter a minha própria família
E eu não tenho, já senti algo parecido com o que nós tivemos
Mas, meio que não deu certo
E mesmo depois de tanto tempo
Eu ainda acredito que foi culpa minha
Mas, fico pensando aonde foi que eu perdi o amor da minha vida
Havia algo que eu pudesse fazer?
Algo que fizesse com quê os nossos caminhos, não seguissem separados?
Talvez eu nunca saiba de verdade
Como te deixar, como te esquecer?
Como esquecer o quê nós vivemos?
Como eu posso te perdoar por me destruir
Como te perdoar por acabar com o quê nós tivemos?
Não é possível, que não tenha sido real
Eu amei você mais do que deveria
E te amar, quase me fez desistir da vida
Porque te amar foi a melhor coisa que me aconteceu
Mas, te perder foi devastador
Te perder foi o quê me quebrou
Você partiu o meu coração, arrasou a minha alma
Acabou com os meus sonhos
Acabou comigo, e ainda estou reparando os danos que me causou
Eu nunca mais serei inteira novamente
Como nunca mais irei te tocar novamente
E o nunca mais, me destrói
Você foi e sempre será o amor da minha vida

17 de Janeiro de 2026

Para o Infinito

Escrevo, pois sinto.
E se sinto, é porque vivo.

Sinto meu coração pulsar
enquanto minha mente se projeta no infinito —
lá, onde as palavras não bastam,
onde me recuso a ser limitado.

Vou além,
tocando a beira do universo.

Sou um instante,
um sopro breve,
que, em certos momentos,
se ilude com a eternidade.

Ignorância minha.
Nada sou além de um simples ser humano:
respiro, sinto, falho.

Sinto demais.
Sinto que, por instantes,
o mundo ainda é um lugar bom.
Falho em acreditar que realmente seja.

Respiro…
e ergo meus olhos ao céu,
atento aos detalhes secretos,
às minúcias mágicas
que o universo me entrega.

Como uma orquestra,
tudo pulsa em harmonia,
tudo ocupa o seu lugar.

Ouso dizer que sou privilegiado:
pois não prendo meu olhar ao chão,
mas o lanço ao infinito.

Coração: - Porque você fica a falar com estas estrelas tolas? Elas não te respondem..

Eu: - É que me cansei de ouvir você e só me machucar. Quem sabe se eu me ocupar falando com estrelas paro de te escutar!

Se há tanta necessidade de negar é porque existe.

Fico calado porque explicar cansa.
O barulho por dentro não aceita plateia.
Meus dias viraram caos sem canção,
não há melodia quando a vida aperta o pescoço —
apenas silêncio e resistência.

Já mendiguei migalhas passageiras,
não por fraqueza, mas por sobrevivência.
Aprendi que o orgulho também se dobra
quando a realidade pesa mais que o peito.

Ainda assim, não o joguei fora:
recolhi cada pedaço espalhado
dessa alma sofrida que insiste em ficar de pé.

Não revelo o caos que vivo agora
porque nem todo abismo precisa de testemunha.

Algumas guerras são travadas calado,
com dentes cerrados e passos firmes.
Quem me vê quieto não vê rendição —

Você só não pecas porque não tens condições.

Eu nunca soube exatamente o nome do que senti.
Talvez porque alguns sentimentos não gostam de rótulos.
Eles apenas existem…
e ocupam um espaço silencioso dentro da gente.
O que eu guardo em mim é que todo esse sentimento
nunca precisou ser real para ser verdadeiro.
Não foi romance assumido,
mas também nunca foi apenas amizade comum.
Era algo no meio —
um cuidado maior,
uma presença constante,
um afeto que não pedia explicação.
Eu me importei com você de um jeito que não se ensina.
Te pensei nos detalhes pequenos,
te desejei felicidade mesmo quando isso não me incluía,
te protegi em pensamentos
como quem protege algo precioso demais para expor.
Talvez você nunca tenha percebido,
mas houve alguém que te escolheu no silêncio.
Que se preocupou mais do que demonstrou.
Que sentiu ciúmes sem ter direito.
Que ficou…
mesmo quando a lógica dizia para ir.
Não sei dizer se isso era amor
ou apenas uma amizade tão profunda
que parecia ultrapassar os limites do nome.
Só sei que doeu bonito.
E que ficou.
Se um dia você se perguntar
por que certas pessoas marcam a nossa vida
sem nunca terem sido “algo”,
talvez seja isso.
Laços que não se definem,
mas que nunca se desfazem.
E se ao ler isso
seu coração apertar de leve,
como se alguém estivesse falando de você…
talvez seja porque, em algum momento,
você também foi tudo
para alguém que nunca te pediu nada.

A juventude está em ter sabedoria mas não envelhecer com a idade dos homens. Porque ser jovem é ser consciente de que a velhice não significa envelhecer e sim aproveitar a vida!

Mesmo que não haja limite de tempo
Não há como retroceder
A história que leva meu nome
Porque só há uma chance para vivê-la