Porque sou assim
No dia em que meu estômago entender que ninguém é melhor do que ninguém, que eu sou forte o bastante pra conseguir o que quero se me esforçar e que as pessoas de má vontade são apenas figurantes no meio do caminho, passarei a sentir menos náuseas, comerei bem e esquecerei o que é ansiedade.
NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por: Marco Arawak
A Terra não é cenário.
É o chão de tudo o que acontece.
Antes de qualquer pensamento,
há algo que sustenta.
Antes de qualquer palavra,
há aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começa em mim.
Meu corpo é feito de coisas antigas:
água que já foi nuvem,
pó que já foi estrela,
calor que atravessou outras formas.
Sou um encontro breve
de elementos que existiam antes do meu nome.
Não sou origem.
Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha.
Ela simplesmente existe.
E enquanto suas condições permanecem,
eu também permaneço.
O chão não me sustenta por cuidado.
Ele sustenta porque é chão.
Se falha, eu caio.
Sem intenção.
Sem julgamento.
A água não me protege.
Ela corre.
Se está limpa, me nutre.
Se está ferida, atravessa meu corpo ferido.
O ar não se oferece.
Ele está.
E quando falta,
não há filosofia:
há silêncio.
Nada na natureza me explica o sentido da vida.
Mas tudo nela a torna possível.
Não vivo em um mundo que me reflete.
Vivo em um mundo que me antecede
e continuará depois de mim.
Minha história não é centro.
É passagem.
Sou um instante dentro de algo maior,
um acontecimento breve
num ritmo que não pede significado.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração é um acordo invisível
com o que me cerca.
Cada passo é uma confiança no chão.
Cada dia é um empréstimo de equilíbrio.
Nada em mim é garantido.
A Terra não é boa nem má.
Ela não cuida,
não pune.
Ela simplesmente segue.
Mas eu sinto.
Eu temo.
Eu escolho.
E é nesse ponto que algo muda.
A vida não é protegida.
Ela acontece enquanto pode.
Mas dentro dessa fragilidade,
nós nos movemos,
amamos,
construímos,
lembramos.
Sou forma por um tempo.
E toda forma, um dia, se desfaz.
Nada desaparece de verdade —
apenas muda de lugar, de estado, de nome.
Quando algo termina,
outra coisa começa.
O planeta não perde.
Ele se transforma.
Eu, sim, posso desaparecer.
Por isso, existir não é um direito natural.
É uma condição frágil.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
Mas o modo como vivo dentro dele
não é neutro.
Tudo o que faço
— usar, gastar, descartar, modificar —
retorna de algum modo.
Nada realmente vai embora.
Tudo permanece, de outra forma.
O que jogo fora
continua existindo em algum lugar.
O que fere a Terra
volta, cedo ou tarde, ao corpo.
A natureza do planeta não pede admiração.
Mas pede limite.
Não pede discursos.
Pede cuidado.
Não quer que eu me veja nela.
Quer que eu compreenda
o peso de estar aqui.
Não sou a voz do mundo.
Sou um de seus muitos gestos.
Talvez isso seja o mais profundo:
não habito algo que me pertence.
Habito algo ao qual pertenço.
Sou feito da mesma matéria
que rios, montanhas e ventos,
mas organizado de modo frágil,
breve, reversível.
Não carrego a Terra dentro de mim.
Dependo dela em tudo.
Se ela sustenta,
eu existo.
Se ela se rompe,
não há pensamento que me salve.
Não é metáfora.
É condição.
A natureza do meu planeta
não é ideia, nem símbolo, nem consolo.
É a base silenciosa
sobre a qual a vida se arrisca.
Compreender isso
não me eleva.
Me responsabiliza.
Porque não estou aqui para dominar o mundo,
mas para não quebrar
o que me permite estar.
Não sou o sentido da Terra.
Sou apenas algo que acontece nela.
Mas enquanto aconteço,
posso escolher
não ser ruína.
E isso, talvez,
seja o que nos torna humanos.
O universo me define. Tudo que me encanta torna parte de mim. Sou intensa em tudo que faço. Posso não conquistar tudo que sonhei , mas posso ter tudo que consigo. A vida é um sopro. Somos poeira cósmica do universo. Se não Deus, o que mais faz sentido?
O fato de Não precisar usar facetas para determinada companhia ou local me faz muito bem, pois sou simplesmente assim...
Vento
Sou vento,
em teus movimentos,
no ar de teus acenos,
em plena rotação,
ou girando ao teu redor.
Sou ventania ou brisa,
forte enquanto agoniza,
distante do teu olhar.
Suave se te aproximas,
molhando-me os lábios
a me beijar.
Sou capaz de te dar energia,
também de me eletrizar,
com o toque das tuas mãos,
no atrito quente da paixão,
que só o teu corpo me dá.
Estou na fornalha ardente, mas as chamas não me queimam,
No abismo escuro, sou chama viva e intensa.
Na cova dos leões, resisto, forte e presente,
Na prisão do tempo, minha alma se renasce e pensa.
Desço ao pó, qual Nabucodonosor,
Esmagada, sem forma, sem rumo ou chão.
Mas, em meio à dor, ao frio, ao torpor,
Sinto Suas mãos me moldando, em oração.
Madrugada fria, clamo e espero,
Na voz que me guia, encontro abrigo e calor.
Mesmo na escuridão, sigo e persevero,
Pois Sua luz é o fogo que testemunho com fervor.
Renuncio a mim, que Ele viva em mim,
Não sou mais eu, sou Seu mover e existir.
Se preciso andar sem ver o fim,
Confiarei, sem hesitar, sem temer, sem fugir.
Que se cumpra o que ainda não vi,
Que floresça o que foi plantado em silêncio.
Pois no tempo certo, enfim,
Serei vaso, ouro purificado, em Seu precioso ensejo.
E quando o fogo cessar sua labareda,
E a noite se render ao amanhecer,
Saberei que a dor foi herança predileta,
Para em Sua glória, eternamente viver.
Voltas
Demétrio Sena - Magé
Sou testemunha não só das voltas, mas também das revoltas que o mundo dá.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Sou um um bastardo de pai
Filho de um rei que perdeu seu reino
em aposta na vida!
Meu pai queria que eu o servisse
e o aceitasse louco-bandido-violento
Feito personagem mal
de filme americano dos anos 80! Sim...
Um Darth Wader com capa de chitão
pilotando um fusca!
E herdasse dele o seu novo reino de trevas...
Fugi e fugi deserdado
Depois de Ho´oponoponos aos milhões
Eu superei a triste sina
de ser uma plebeu em meio a plebe
Um falso príncipe ou princesa
Um rei sem reino
Um "deserdeiro" de tudo!
Mas a verdade é que eu queria a família feliz
E somente o bem e o doce da vida
Nunca tive! Ninguém tem!
Até que percebi que eu era mimado e chorão...
Chegara a hora de parar de choramingar
e seguir adiante sem pestanejar
Meu poema preciso lapidar
Meu eu amadurecer!
Que destino vou escolher?
Apocalipse ou Trovão?
Sou um desmedido paradoxo
em cântico!
Sou um monge descabelado...
Um arlequim tristonho...
Um amante não amado
Um Cristo sem paraíso...
E bandido
SIGO...
Pela vida desamparado
O único remédio que tenho
É o meu verso
E às vezes este mesmo verso
que canto
Me machuca tanto
Feito aço enferrujado
O Viajante Interplanetário
Eu quero que lembrem de mim quando eu partir
Como sou realmente sou
(Uma mariposa enlouquecida na lâmpada!)
A verdade do que eu era...
Um caboclo cantador
Um feiticeiro da cobra coral
Um marinheiro...
navegador de estrelas
Um, que feito poucos
sonhou um mundo integrado,
igualitário, feliz e co-lo-ri-do!
Mal compreendido por isto
Bravo guerreiro errante
Arredio mas assertivo
Delicado e estrondoso
Dual!
Um, que cantou acima de tudo!
Apesar do mundo...
E uniu em seu próprio corpo
Paraísos e Infernos!
Um que tentou mil vezes
E que voltou até No Tempo
para pode fazer melhor!
E fez
Deu cerro
Ele cantou!
POETA as suas entranhas são de fogo puro!
Bandido do tempo
Arredio dançarino
Nigisnki do Metaverso!
Carmen e suas bananas de dinamite subatômicoss!
Sou herdeiro de todos os povos e culturas
Sou humano inteiro!
Minha alma já habitou todos os corpos
De todas as cores...
De todos os gostos...
Posso ser tudo!
Compreendendo isto
Hoje
Sou tudo!
Vou ao quintal
ergo minhas mãos sereno e elétrico
Emano o que sou ao céu azul
e desejo:
Que reverbere a minha história ao universo
e além dele!
A minha história...
O meu canto;
o meu caminhar
e o meu sonho!
E mesmo que não tenha dado nada certo
eu segui em frente e pra cima
eu fiz o melhor de meu caminhar
e de meu cuidado ao mundo!
-Se dependesse de mim
este mundo estaria coberto de jardins!-
Eu levei a bandeira
d´Aquele que veio antes de mim
e que batizava com fogo
eu segui adiante
não envergonhei
a Confraria do Fogo
da qual pertenço!
Apenas Alguém
Eu sou apenas alguém ou até mesmo ninguém,
Talvez alguém invisível ou insignificante,
Alguém que te admira, mas está muito aquém,
Por se perder diante do seu olhar ameaçante,
Talvez alguém que esteja invisível e distante,
Mas um ser humano que jamais descansa,
Um ser que eleva seu astral deixando-a confiante,
Protegendo a todo o momento e não se cansa,
Eu sou aquele que nasceu pra ti ver feliz,
E a cada dia busca um novo amanhecer,
Sempre vendo em ti a mais linda atriz,
Desfilando pela passarela ao anoitecer,
Eu sou aquele que adora uma dança,
Sei que não possuo o sangue nobre,
Mas tenho a sinceridade de uma criança,
Que diante de tanta riqueza si sente pobre,
Eu sou aquele que vive a felicidade,
Levo em meu peito a beleza do amor,
Na minha fraqueza sinto a saudade,
Mas jamais perderei o meu valor.
Du’Art 21/02/2015
Quem é você Mulher?
Sou aquela que alimenta o sonho de buscar a perfeição,
Que erra por pensar com o coração para conquistar um amor,
Vivendo diversas situações em um só dia,
Absorvendo cada uma delas com carinho,
Definindo cada uma a minha maneira de pensar,
Cobrando de mim a perfeição e driblando o caminho,
Para aceitar os erros de quem tanto amo.
Sou aquela que dou vida a outra vida,
Carrego no ventre o amor futuro,
Que jamais quero ver partir, mesmo sabendo antecipado,
Preferindo sofrer calada, mas não deixar no mundo jogado.
Nasci forte para vencer e colorir a vida de quem merecer,
Dando-lhe carinho, amor e até mesmo a paz,
Enfeitando-me toda e perfumando o meu leito,
Mesmo que o cansaço do dia a dia me faça chorar,
Converto as dores que sinto no mais belo sorriso,
Para que ao meu amor eu não venha perturbar,
Ainda existe quem não quer, por não saber interpretar,
O verdadeiro amor de uma mulher.
Du’Art 06 / 03 / 2016
Sou complicada, inconstante, tenho opiniões contraditórias,porém tenho uma certeza.
Quando eu amo, amo com minha alma...
É tanto amor que mal cabe no meu peito.
