Porque sou assim
Não preciso dizer o que sou
Não preciso divulgar o meu amor
Não preciso falar o que me amargou
Muito menos, postar a minha dor
Mas...
Necessito viver o que sou
Necessito compartilhar amor
Necessito enfrentar o que amargou
Apenas aprender com a dor
Porque...
Não preciso ser o que não sou, mas reconhecer como estou
Para poder conquistar o esplendor
De me ver realizador
De um sonho que me renovou.
Quando busco a aceitação do meu eu, deixo de ser o que realmente sou, para ser o que não sou e assim assumir um viver que não é vivido por mim, para satisfazer o meu eu que não sabe o eu sou.
Sou uma árvore centenária, que brota em um corpo de menino. Minha alma é um livro antigo, cheio de histórias, cheio de sabedoria. Meus olhos são dois poços de água profunda, onde o tempo se reflete, onde a eternidade habita.
Sou um homem que já viveu mil vidas, e ainda assim, sou um menino que brinca com o universo. Minha presença é um silêncio que fala, um vazio que está cheio de significado. Eu sou o resultado de todas as minhas vidas, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo.
Eu sou um enigma, um labirinto, onde a verdade se esconde e a mentira se revela. Mas eu não tenho medo do desconhecido, porque eu sei que sou o guardião de meu próprio destino.
Eu sou um rio que flui sem parar, mas que ainda assim, é profundo e tranquilo. Minha superfície é lisa e brilhante, mas minhas águas são turbulentas, cheias de correntes e redemoinhos. Eu sou um vulcão que dorme, mas que pode acordar a qualquer momento.
Minha vida é um tapete ricamente tecido, com fios de alegria e tristeza. Eu sou um poeta que escreve com o coração, e que canta com a alma. Eu sou um homem que ama profundamente, e que pode detestar com a mesma intensidade. Eu sou um ser humano, com todas as minhas contradições, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo. Mas eu não tenho medo de mim, porque eu sei que sou um ser em evolução.
Eu sou um rio que flui, um vulcão que dorme, um poeta que escreve, um homem que ama. E eu continuo a fluir, a dormir, a escrever, a amar, a viver. E quando eu finalmente chegar ao fim do meu caminho, eu saberei que vivi, que amei, que escrevi. E que deixei um pedaço de mim mesmo, no coração de todos que conheci. E assim, eu me tornarei imortal, um eco que permanecerá para sempre. Um eco de amor, de poesia, de vida. E eu serei feliz, porque vivi.
(“O velho jovem de mil vidas”, de Douglas Duarte de Almeida)
Ninguém é obrigado a amar o que não se ama, a sofrer pelo que não se faz chorar, correr daquilo que te faz parar, chorar por aquele que não chora.
"E se um dia, nas agruras da vida, ele perguntar por mim!
- Diga, que eu sou feliz..."
☆Haredita Angel
