Porque hoje e Sabado Vinicius de Moraes
SENTIMENTOS...
Sentimentos são a tradução exata do que a mente pensa e o coração sente. Eles nos acompanham todos os dias, em cada pequena ou grande experiência que vivemos. Neste ano, os meus sentimentos foram intensos, desafiadores e, ao mesmo tempo, transformadores. Experimentei a dor da perda, a saudade que insiste em ficar e o amor mais puro que alguém pode conhecer. Aprendi a cuidar, a tolerar, a torcer e a compartilhar lágrimas com aquela que foi a maior fonte de amor da minha vida.
Perder alguém tão próximo, alguém que esteve comigo em cada passo e que moldou os valores que hoje levo comigo, é uma dor que nenhuma palavra consegue descrever. É uma ausência que pesa, mas que também ensina. Ensina a força que temos para continuar e a importância de cada momento vivido ao lado de quem amamos.
Muitas vezes, tentamos esconder nossos sentimentos, guardá-los em silêncio, como se pudéssemos controlar aquilo que nos consome por dentro. Mas não devemos. Às vezes, é preciso deixar que eles fluam, seja em uma noite silenciosa, chorando sozinhos, seja dividindo o que sentimos com alguém em quem confiamos. É nesse momento de entrega que começamos a entender o que estamos vivendo, e, aos poucos, encontramos forças para seguir.
Esse ano me fez aprender muito sobre a vida, sobre convivência e, principalmente, sobre o amor. Amar é um ato de coragem, porque envolve cuidar, sofrer, se doar. E, mesmo na dor, o amor permanece. Ele é o laço invisível que nos conecta àqueles que se foram.
Permitir-se sentir é essencial. Não devemos ter medo dos sentimentos, sejam eles de tristeza, alegria, esperança ou até mesmo da dor que parece insuportável. Cada emoção tem algo a nos ensinar, algo a nos mostrar sobre quem somos e sobre o que realmente importa. Por mais difícil que seja, sentir é o que nos torna humanos e nos dá a capacidade de amar profundamente.
Hoje, data simbólica que celebramos o nascimento de Jesus, olhando para tudo o que vivi, percebo que os sentimentos não nos enfraquecem – eles nos transformam. E, no meio de tanta dor e aprendizado, a esperança se torna a força que nos mantém de pé. Que possamos sentir, viver e, acima de tudo, amar, porque é isso que dá sentido à nossa existência
SAUDADE
Saudade é essa presença silenciosa que ocupa o espaço deixado por quem partiu, um vazio que não se desfaz, mas se preenche de memórias, como se fossem pedaços de luz que aquecem a escuridão. É uma palavra que, sozinha, carrega em si um mundo inteiro de lembranças, afetos e sorrisos guardados. Quando a saudade aperta o peito, não é só pela ausência de quem já não está; é também pelo amor que deixou, que se esconde e, ao mesmo tempo, nos abraça invisivelmente.
Ela tem o poder de transformar o vazio em conforto e a dor em um carinho delicado, feito vento suave que passa e sussurra as lembranças de tempos que foram belos e significativos. A saudade não é apenas dor; é, paradoxalmente, também a cura, porque cada pontada que sentimos no peito nos faz recordar momentos únicos, como uma música que toca só para nós, evocando risos, toques, conversas – tudo aquilo que, de algum modo, ainda vive e nos ensina o valor de amar e de sentir.
A saudade, que transborda em lágrimas, é como um rio que corre dos olhos para aliviar a dor silenciosa que a falta nos deixa. Essas lágrimas, ao caírem, são um jeito de libertar o peso do vazio, de esvaziar o peito da dor que, de outra forma, ficaria ali, abafada, apertando cada canto da alma. No silêncio das noites, a cama que antes acolhia aquele que amamos se torna um lugar sagrado, cheio de memórias; o lençol intocado e o espaço ao lado nos lembram que, embora o corpo se ausente, o amor permanece.
A mesa, com um lugar vago, conta histórias que só nós ouvimos, e até aquele sabor que nunca mais experimentaremos fica guardado na lembrança, como uma ferida que, embora não cicatrize, nos desafia a seguir adiante. Cada lembrança é como um bálsamo suave para essa ferida que carregamos, uma forma de cuidarmos dela, com ternura, em vez de sufocá-la. Porque, no fim, essa saudade é um tributo a quem amamos e à profundidade de tudo o que vivemos juntos. Ela nos ensina a acolher nossas dores e a perceber que, mesmo com a ausência, ainda carregamos aqueles que partiram em cada detalhe da vida, na esperança de que as lembranças, um dia, tragam mais conforto do que dor.
Assim, a saudade nos torna mais humanos, mais inteiros. É um abraço que damos em nossa própria história, aceitando que o que foi vivido jamais se perde. Ela transforma a falta em um legado que não se apaga, que atravessa o tempo e nos guia. A presença de quem se foi fica eternizada nos pequenos detalhes – em um perfume que passa, em uma canção ao acaso, em um pôr do sol que lembra outro tempo.
E, mesmo que a saudade traga uma pontada de dor, ela é o testemunho do quanto valeu a pena. É a marca de uma vida vivida em profundidade, onde quem amamos permanece para sempre guardado em nosso coração, como uma parte de nós mesmos.
Naquele abraço enternecido despontavam-se os vívidos cenários de uma felicidade vindoura. O calor corporal e o afago protetor insinuavam, pouco a pouco, promessas de um lar ou de um covil por onde sempre enveredam aqueles que buscam um refúgio.
Eu gosto de viver com calma, gosto de respirar fundo, bem fundo; gosto de caminhar e pensar na vida, pensar em tudo, eu gosto de tocar nas folhas e apreciar os detalhes de cada centímetro que percorro.
Em um ato consciente de encontro com a vida, numa atitude consistente de afeto comigo mesmo, me derramo na intencionalidade, pois ali está o que preciso.
Em um mundo de velocidade, proceder lentamente é quase revolucionário, um novo mundo, uma nova vida, um outro ser e experiência de existência. Isso é, perceber um padrão raso e previsível e escolher ir na contramão; não tenho pressa, sinto os momentos, torno eles matéria minha.
Criar a beleza e permitir que cada um encontre e desfrute em seus próprios tempos da verdade, é o especial da coisa, por isso prossigo sem atropelamentos.
Se a pressa é inimiga da perfeição, a calma seria a amiga da perfeição? Eu diria bem o contrário, a calma é amiga da imperfeição, porque ela conhece e reconhece a trivialidade efêmera e infrutífera do mundo.
Viver devagar é se distanciar dos ruídos, viver devagar é se isentar do ritmo do relógio e dos seus números; assim, com sorte, perceber a estrutura por trás das coisas acontecendo e se perceber no meio disso, checando os reais desejos e potencialidades, validando tudo.
Pacientemente busco não reagir rápido quando pensar em perspectivas é a prioridade absoluta para preservar o melhor que habita em mim.
Nutro a minha alma com amor, paz e felicidade para que as raízes que me sustentam ganhem mais profundidade, gosto de sentir os meus pés no chão.
Não é sobre fazer tudo devagar, mas sobre degustar a vida, sentir seu cheiro, sentir seu sabor e enxergar suas cores.
Se o resultado que almejo está demorando mais tempo do que acreditei que levaria, e daí? Isso é processo que assegura a minha decisão de ser e viver o extraordinário, para mim, questão inegociável, a vida é muito curta para ser pequena; estamos aqui para fazer alguma coisa especial, senão, por que estaríamos? Coloco tudo na ponta do lápis, a minha consciência tranquila por testemunha, repouso a cabeça no travesseiro em paz com os meus passos; aprenderei o quanto for necessário para crescer, e crescerei o quanto for preciso para viver os sonhos de Deus, ei de desfrutar dos resultados que causam orgulho, colado com o melhor presente dos céus na terra, morada do meu coração: Jesus em mim.
"Não viva para agradar os outros ou buscando recompensas externas. Viva de acordo com a sabedoria e os princípios que você respeita. Se você precisar da aprovação de alguém, que seja a sua própria."
Cedo ou tarde uma avalanche invade a sua alma e joga você no chão
Suas cicatrizes não se fecham, seus demônios lançam flechas que partem seu coração
E no final existe um conto de fadas que transforma vinho em água e afoga a solidão
O sábio percebe a realidade enxergando o que há além do objeto de observação. Analisando: o que o move, como e para quê?
O objetivo desse pensador é entrar em harmonia com o Cosmos, preservando e fazendo a manutenção da essência do Ser.
A realidade é criação da mente humana. Só existe a interpretação do que ela seja. Ou será que nós quem a criamos? Todos os conceitos são criados pelo cérebro. Ou ele está totalmente certo ou pode estar totalmente errado.
Os momentos difíceis vão passar eu creio que vai . Pois tenho fé em Deus e tudo irá fluir novamente .
