Porque Foge de Mim
"Não tenha medo de mim.
Não tenha medo deste amor tão bonito que eu guardo só prá você. Ele não tem nada de pecado, ele é só amor..."
✫Haredita Angel
Eu pratico o desapego, respeitando aqueles que de alguma maneira se afastam de mim. É sinal de que eles já cumpriram sua missão em minha vida e é hora de desapegar-se e deixá-los partir...
"Prá quem gosta de mim, fale bem; é o que querem ouvir...
Prá quem não gosta de mim, fale mal; é o que querem escutar...
Eu, não me prendo a comentários.
Entre risos, rugas e lágrimas... me solto!
Já sei que no final nem sou o que ouviram e nem o que escutaram!"
☆Haredita Ange
Hoje fiz tudo do meu jeito.
Mas, sempre dando o melhor de mim.
Agora vou dormir em paz.
☆Haredita Angel
"Eu sou metade de você.
Você é metade de mim.
É nós dois somos inteiros um do outro."
☆Haredita Angel
Descubra os seus caminhos,eu não sou responsável pelos seus pensamentos em relação a mim. Isto vem a ser um problema exclusivamente seu!
☆Haredita Angel
Fale ou Cale-se
Senhor,
Afasta de mim o mais puro amor e
me tira o ardor que me causa dor.
Toma de mim esse cálice e se cale,
para não mais sofrer
Faz que ele não fale.
E eu estando a pensar não mais permita, e seu eu pensar, faz com que eu não sinta.
Suplico, Senhor meu, se esse amor já morreu, venha resgatar o meu eu.
Senhor
Afasta de mim o mais puro amor e me tira o ardor que me causa dor.
Toma de mim esse cálice e se cale,
Pra não mais sofrer
Faz que ele não fale.
Mais que sejas mantido sua vontade, o que há de ser, venha cedo ou tarde.
O sondar dum coração que ainda reclama, tu penetra a alma e descobre a chama.
Permita-me então os olhares frente a frente pois é na presença vê-se o que ainda sente.
Oh querida, tu que um dia alegras-te minha vida e os meus olhos por você ainda brilha
Venho agora suplicar em sua frente se ainda existe amor
"FALE AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE"
amor_in_versus
Autoral: Lei 9.610
Em: 20/09/2022
Meu Deus, afasta de mim todo aquele que não quer a minha felicidade, que diz na minha frente gostar e me admirar, mas que pelas minhas costas trama contra mim.
Me protege, ó Deus! Me guia, ó Pai! Para que eu consiga separar quem é de verdade e quem é tão somente pó e ilusão.
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Se tudo o que você fez por mim precisa ser lembrado sempre que eu discordo de você, então talvez você não tenha ajudado por amizade; tenha ajudado para adquirir autoridade sobre a minha vida!
O DIA QUE VOLTEI PRA MIM.
Hoje pensei em você e sorri ao lembrar.
Lembrei dos momentos que vivemos, das histórias que o tempo não apaga e de tudo aquilo que, de alguma forma, fez parte de mim.
Mas hoje nossos caminhos já não são os mesmos. Nossos olhares já não se cruzam, nossas vidas seguiram direções diferentes.
E, pela primeira vez, isso não me machuca.
Porque hoje eu voltei para mim.
Voltei a viver, a me descobrir, a entender meus silêncios e, principalmente, a aprender a me amar.
Talvez algumas pessoas entrem em nossa vida para ficar. Outras, para nos ensinar.
Você foi parte da minha história.
Mas hoje, a minha história continua.
E dessa vez, eu escolho a mim.
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
Quem tem raiz na verdade não balança com o vento das aparências. Eu acreditei em mim, não duvido e nunca duvidei do meu potencial. Caminho de cabeça erguida, fazendo a minha parte com um caráter limpo e o coração cheio de certeza. porque eu creio em Deus, e sei que Ele faz infinitamente mais!
A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.
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