Porque Foge de Mim
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O amor começa em mim e irradia para o mundo!!!
Amar não e suplício.
Algumas pessoas possuem limitações exacerbada para amar, oferecem apenas um óbolo.
O amor começa em mim e irradia para o mundo,
É uma fonte inesgotável de bondade e compaixão.
Amar não é um suplício, mas sim uma escolha,
Uma oportunidade de crescimento e evolução.
Algumas pessoas possuem limitações exacerbadas para amar,
Oferecem apenas um óbolo, uma parcela diminuta.
Mas o verdadeiro amor não conhece restrições,
Ele é generoso, abundante e pleno de ternura.
Então, que eu possa amar sem medidas,
Sem medo de me entregar por completo.
Que eu possa oferecer amor de forma ampla,
Enriquecendo a vida daqueles ao meu redor.
Que o amor seja a minha essência,
Uma força que transforma e ilumina.
E que eu possa inspirar outros a amarem também,
Criando um mundo repleto de amor e harmonia.
Porque para você eu guardei o amor?
Guardei uma parte de mim para te dar!
Somente não posso ficar na ilusão.
E pensar, será que isso mesmo que eu quero?
Ficar se lamentando pra que...
Eu sou assim, eu gosto de deitar com você.
Sentir o seu cheiro, cheiro de amor.
Um sonho pra mim.
Porque para você eu guardei o amor?
Da vontade de ficar... Ao mesmo tempo ir.
Sabe quando quero alimentar de você.
Esse lugar que sopra vento, sair não tem jeito.
Enquanto observo a chuva sinto o caos dentro de mim é presiso para e tomar fôlego para o que pode vir!!!
PauloRockCesar
NO INTERIOR DA SOMBRA.
Há um quarto dentro de mim
onde a luz entra devagar
como quem pede licença ao sofrimento.
Ali guardo versões antigas de mim mesmo
rostos que sorriam por dever
silêncios que sangravam por dentro.
Carrego uma ternura exausta
que não aprendeu a abandonar
mesmo quando tudo já havia partido.
Existe um cansaço que não vem do corpo
mas da consciência.
É o peso de perceber-se falível
e ainda assim desejar ser digno.
Às vezes sinto que sou feito de ausências.
Caminho entre pessoas
como quem atravessa corredores de vidro
temendo quebrar-se ao menor toque.
O coração não grita.
Ele pensa.
E ao pensar
recorda cada gesto omitido
cada afeto não entregue
cada palavra que poderia ter salvado uma tarde.
Sou delicado demais para o ruído do mundo
e severo demais comigo mesmo.
Habito essa contradição
como quem aceita morar em ruínas elegantes.
Há beleza na tristeza
quando ela não se torna espetáculo
mas reflexão.
Ela ensina a ouvir o invisível
a reconhecer a fragilidade como matéria nobre.
Não quero aplausos
quero coerência.
Não desejo fuga
quero compreensão.
Se sou feito de sombras
que sejam sombras conscientes.
Se falhei
que o erro me eduque.
Se doeu
que a dor refine.
Porque a verdadeira grandeza não está em nunca cair
mas em transformar cada queda em consciência mais lúcida
e seguir.
“A Santidade do Pecado Que Ainda Me Chama”
Há um altar em mim e nele repousas,
com o perfume dos que foram sagrados pelo erro.
Teu nome não se apaga, apenas silencia,
como se a eternidade tivesse medo de pronunciar o que fomos.
És santo agora dizem os anjos,
mas eu, que te amei no pó e no fogo, sei que há cinzas que ardem mais que a chama.
Tua inocência não me consola;
ela me fere, como a pureza de um véu sobre um corpo que ainda treme na lembrança.
Foste o pecado que ajoelhou,
o amor que quis absolvição,
mas o divino não apaga o humano, apenas o exila num suspiro.
Eu não sonho contigo apenas descanso nas fronteiras do que não pode voltar.
E quando o sono me concede tua sombra, não desperto: permaneço suspenso,
entre o sacrário e o abismo,
onde tua voz ainda pede perdão
por ter amado demais.
Na carne, morre-se uma vez;
no espírito, infinitas.
E em cada morte tua dentro de mim, renasce o silêncio,
funéreo, ardente, onde minha alma te beija pela última vez
sem jamais te deixar.
CAMILLE MONFORT.
– Onde Mora o Insondável de Mim.
"Sim, o sangue já não destona, apenas decanta..."
Os relógios cessaram. No sótão das lembranças, a hora já não é unidade de tempo, mas de dor prolongada.
Camille Monfort reina ali, onde os sentidos se misturam e se desfiguram. Ela não retorna por piedade — retorna porque a psique tem suas próprias ruínas, e ali ela se deita.
Não há afeto puro que sobreviva ao abismo do inconsciente.
Ela não ama, ela convoca.
“Gentilmente”, sim, ela pede...
Mas há sempre um brilho abissal no olhar que persuade a entrega como se fosse escolha.
E o corpo? Torna-se altar de uma paixão que exige oferenda contínua — veias, pele, lágrima — tudo deve ser entregue a esse sacrário espectral.
Freud jamais compreenderia Camille.
Nietzsche talvez a adorasse, como adorou Ariadne —
mas só Schopenhauer poderia senti-la de fato:
pois há um princípio de dor que rege o mundo...
e ela é sua filha mais bela.
“Paira sobre meu túmulo vazio...”
Ela paira, sim.
Mas não como lembrança —
Camille Monfort é uma ideia.
Uma fixação doentia que tomou forma e vestiu perfume.
É o arquétipo da beleza que enlouquece, do amor que não consola, da presença que evoca o suicídio da razão.
É a Musa sem clemência, que exige poesia mesmo do sangue quente no chão.
E quem a ama, dissolve-se... feliz por ser dissolvido.
“Sorrir é perigoso”, ele confessa —
e a psicologia lúgubre responde:
porque o sorriso, quando nasce sob os escombros da alma, torna-se um riso espectral...
e esse riso é o prenúncio do desespero existencial.
Camille é o eco do que foi belo demais para ser mantido.
Ela é a presença da ausência, o desejo daquilo que já foi consumido pelo próprio desejar.
E ela sabe. Oh, ela sabe.
Por isso, volta. Não para salvar, mas para recordar ao seu devoto que a eternidade também pode ser um cárcere sem grades basta amar alguém que nunca morre.
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
Com você o mundo pode até ferir
e tirar tudo de mim
que mesmo assim terei
um motivo pra seguir
Com você eu sei onde encontrar
um sonho pra lutar
e de novo construir
um lugar pra te abrigar
Se você partir a vida vai ruir
devastar tudo de bom em mim
não saberei mais do que sorrir
nem pra onde devo ir
Sem você o mundo pode me cobrir
até de ouro e de rubis
que nem assim terei porque
achar vontade de existir.
Pessoas determinadas desconhecem frases como "não posso", "isso não é para mim", "não tenho condições financeiras" e assim por diante. Elas nunca desistem, ao contrário, persistem, buscam novas estratégias, mantêm o foco e a cada etapa superada o anseio para chegar ao alvo aumenta.
Quando penso em desistir, lembro do que Jesus fez por mim e isso renova todas as minhas forças...
A maior atitude de fé que se pode ter é acreditar que Deus está sempre contigo, acreditar que Deus conhece tudo que há dentro de um coração...
Eu creio num Deus Onipresente e sei que, enquanto eu pisco os meus olhos Ele me protege de todo mal...
Por isso meu Senhor, hoje estou aqui, não para pedir nada, mas para agradecer por simplesmente, Tudo!!!
Marta Gouvêa
Se um dia me faltarem as palavras, deixarei que meus sentimentos falem do amor por mim!
Marta Gouvêa
Apesar de nunca ter tocado em você,
Eu sinto o seu cheiro em mim...
Apesar de você ter estado tão distante,
Eu sinto a sua presença aqui...
Embora eu nunca possa tocar-te além,
Eu sempre vou sentir o teu cheiro...
Embora você nunca venha a ter comigo,
Ainda assim continuarei sentindo você!
Marta Gouvêa
Não há espaços vazios dentro de mim, porque desde o primeiro dia que nos vimos, você me
completou e nos rendemos à oportunidade que Deus nos deu; a de sermos felizes, juntos!
Marta Gouvêa
- Relacionados
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Poemas sobre Mim
- Textos de aniversário para mim 🎁
- Frases sobre mim com motivação e reflexão para crescer e evoluir
- Você é importante para mim: palavras para quem faz a diferença
- Textos de parabéns para mim 🥳🎉
- Para Pessoas que Sentem Inveja de Mim
